Llamado para la publicación de artículos de investigación
Há um tempo atrás falamos aqui, no Fórum Virtual, sobre o a convocatória para publicação de livros de autor do CMDF Uruguai. Agora vem um segundo edital, da mesma instituição, que beneficia um outro “braço” muito importante da fotografia, as pesquisas teóricas.
Desde 2008 é lançado um livro por ano com artigos de investigação para autores uruguaios e para candidatos de outros países latino-americanos.
Os dois editais estarão abertos entre 18 e 23 de outubro e todas as informações para inscrição de projetos estão aqui para todos os hermanos e aqui para os uruguaios.
O resultado será anunciado dia 8 de dezembro e a publicação será lançada em 2011.
Revista Arte Al Límite
Com circulação nacional e internacional, a revista Arte Al Límite é editada no Chile. A publicação é impressa, mas tem também um site com pinceladas digitais do que está no papel. São inúmeras fotografias, desenhos, entrevistas, reportagens, tendências, destaques e atualidades que envolvem o vasto mundo das artes.
Na página da web, ainda estão disponíveis listas com algumas galerias importantes, um catálogo de artistas recomendados, agenda com atividades culturais para gregos e troianos e notícias mil sobre todas as sete artes.
Se gostar muito e não se contentar com a versão “internética”, pode assinar a revista e receber direto na sua casa mesmo se você não está no Chile, existem também assinaturas internacionais!
Mar del Plata ¿infierno o paraíso?
Livros de fotografia provocam, digamos, o reconhecimento da construção da narrativa visual de determinada temática para quem contempla. Talvez pareça óbvio essa colocação. Contudo, a percepção se estabelece por vários ângulos da compreensão. Dentre esses ângulos, o caráter espacial nos faz discernir aspectos sensíveis que cercam a imagem fotográfica.
Mar del Plata, ¿infierno o paraíso?, do fotógrafo argentino Ataúlfo Pérez Aznar (Ediciones CMDF, 2010) faz esse exercício e nos leva a caminhar por limites de espaços. Aznar resolve mostrar o lado menos nobre da “visão do paraíso”, do sol soberbo e, claro, do senso idílico que ronda de modo contumaz os balneários. O curso da história então vai se delineando pela negativa dos paradigmas de beleza e perfeição. O ensaio em preto e branco documenta – com inclinações etnográficas – personagens, situações e a dinâmica de Mar del Plata.
Não há glamour, nem fetichizações. Há a tônica da vida prosaica com todas suas especificidades, modos e formas da sociedade retratada. Aznar discorre em texto presente no livro que o trabalho é reflexo de sua cosmo visão e de um sentimento de confraternização. Para ele, o fim deste processo criativo é “la búsqueda de nuestra identidad real, no ideal ni esquemática”. Além de reivindicar a humanidade do indivíduo, Aznar acredita que se possa compreendê-lo sem justificá-los.
Os espaços fotografados, ponderados pelo clássico enquadramento, perpassam a problemática da indefectível fragilidade da sociedade. Percebido nas diferenças e na complexidade da vida enquanto cenas isoladas, cada fotografia recompõe os espaços e a relação das pessoas à esse meio. O olhar que documenta procura, se aproxima, dá tempo a explorar a temática… A documentação deste lugar vem desde 1981. O texto de apresentação de Silvia Mangialardi coloca a “mirada” de Ataúlfo Pérez Aznar como certa união entre humor e fina ironia. Vou um pouco mais além… Acredito que a imagem indica espaços simbólicos profusos. A cada “lugar” (seja da composição ou do ambiente real) apreendido por Aznar, nossa percepção adentra nas retóricas de seu registro.
Apesar da essência documental, o olhar do espectador respira. Esse é o grande diferencial da autenticidade de trabalhos fotográficos que partem do registro que busca in loco descrições em seu tema. O livro de Aznar coincide de certo modo com a reflexão de uma das maiores autoras que temos no Brasil que é Fayga Ostrower. Ela coloca: “No ato de perceber, ele tenta interpretar e, nesse interpretar, já começa a criar. Não exsite um momento de compreensão que não seja ao mesmo tempo criação”. Aznar, com a bela edição de seu livro deixa que a simplicidade de sua criação nos encaminhe a complexidade alegórica que os espaços fotográficos possuem.
Edições CMDF
Publicar um livro. Sonho de muitos autores, fotógrafos e pesquisadores.
Dentre as ações que visam a difusão da fotografia em Montevidéu, realizadas pelo Centro Municipal de Fotografía (CMDF), há a edição de livros. O CMDF faz um trabalho primoroso de conservação e guarda de acervo fotográfico histórico e contemporâneo, além de um conjunto de linhas de fomento em educação, encontros, debates, rede de informações de fundos fotograficos pelo país, etc. Ao organizar, promover a conservação e a difusão desse material iconográfico, o público entra em contato com a memória e a atualidade da fotografia de um país tornando as relações de memória e pesquisa efetivas para a população.
A publicação dos títulos anualmente, segue uma divisão: um livro fotográfico de autor uruguaio; um livro fotográfico de autor residente na América Latina e um livro teórico de investigação sobre fotografia.
Para baixar todos os regulamentos e informações, aqui.
Os projetos para os livros deverão ser submetidos entre 18 a 23 de outubro de 2010.











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