Garapa entrevista Molina
Juan Antonio Molina estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Catalão de Barcelona, é um caso raro na fotografia internacional. Fotógrafo criativo, é também um pensador sem limites, que vem se destacando desde os anos 1970, quando se formou na Universidad Autónoma de Barcelona, onde foi professor na Facultad de Bellas Artes. Daí para a frente, percorreu escolas importantes, como a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Fundador da revista Photovision, uma das mais marcantes na história contemporânea, é autor de vários livros, como El Beso de Judas (Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 1997), no qual propõe que o mundo real foi substituído por um fictício, onde só existem aparências, e discute a chamada realidade da imagem fotográfica. Em Zonas de Penumbra (Actar, Madri, 2000), o fotógrafo discute a crítica fotográfica em meio à produção da arte contemporânea e percorre outras investigações. Pensamentos indo ao encontro de uma inquietação íntima e suas reverberações na imagética internacional.
Mesa Fora de casa
O burburinho toma conta da última entrevista da noite.
No palco, Luis Weinstein, Iatã Cannabrava e Rubens Fernandes Junior acertam os últimos detalhes para o início da mesa que abordará o tema “Fora de Casa”, 50% do título do Fórum, nas palavras de Eder Chiodetto, mediador da ocasião.
Após um breve aviso de segurança para a sala mais uma vez lotada, Iatã informa que além da fila para entrada no auditório onde as entrevistas e mesas estão acontecendo, na web, o acesso à transmissão ao vivo também é disputado, passando dos milhares e, em três línguas, nas duas oficiais do Fórum, o português e o espanhol, além é claro, do inglês.
Cecilia Fajardo Hill, Juan Antonio Molina e Rubens Fernandes Junior integram a mesa. Cada um dos convidados, uma nacionalidade e muitas cidadanias – nova zelandesa, venezuelana, inglesa, cubana, mexicana, brasileira – mas, como Molina mesmo disse, uma cidadania caracterizada por estar “fora de casa” e assim, com tantas cidadanias e nenhuma (ao mesmo tempo), a discussão começa.
A história da fotografia latino-americana, a migração, os não-lugares, a construção da identidade, a realidade, a ficção, o trânsito e o transe. Cada convidado uma abordagem, cada abordagem um tema e cada tema um olhar, mas este sempre estrangeiro, mesmo que lançado de dentro de casa.
Confira também a entrevista de Cecilia Fajardo-Hill e o depoimento de Rubens Fernandes Junior ao Fórum Virtual.
Mestre em comunicação e artes pela Universidade de São Paulo, é fotógrafo e curador independente. Foi editor de fotografia do jornal Folha de S. Paulo, em que também atuou como crítico de fotografia. Curador de mostras referenciais, a exemplo de Bressonianas (2009) e A invenção de um mundo (2009), também atuou como cocurador das exposições Henri Cartier-Bresson Fotógrafo (2009) e Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer (2009). É autor do livro O lugar do Escritor (Cosac Naify, 2003) e organizador da coleção Fotoportátil (Cosac Naify). Também atua como curador do Clube de Fotografia do Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo.
Diretor da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, é doutor em comunicação e semiótica e atua como professor. Participa do Conselho Curador da Coleção Pirelli, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde já trabalhou como curador de fotografia. Organizou, entre outros, os livros dos fotógrafos Geraldo de Barros, Otto Stupakoff e Thomaz Farkas, todos publicados pela editora Cosac Naify. Recebeu o prêmio de Melhor Curadoria da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo seu trabalho como curador da mostra de fotografias de Geraldo de Barros, (As)simetrias, (2006).
Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Iniciou a carreira de produtor cultural em 1989, presidindo a União dos Fotógrafos do Estado de São Paulo. Foi criador de projetos importantes como o Encontro de Coletivos Fotográficos Latino-Americanos (2008), Foto São Paulo (2001) e Povos de São Paulo – Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica (2004). Coordenou o I Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, promovido pelo Itaú Cultural em 2007, e está à frente do Festival Paraty em Foco desde 2006. Como fotógrafo, tem uma obra calcada na transformação das cidades através de sua arquitetura e embate social. Participou de mais de 40 exposições e tem 8 livros publicados.
Anglo-venezuelana, é curadora do Museum of Latin American Art, em Long Beach, nos Estados Unidos, desde junho de 2009. Estabelece conexões entre produções bastante diferentes, como a de Marcel Duchamp e a de artistas contemporâneos das Américas. Une, ainda, obras de artistas de gerações diferentes, como do mexicano Gabriel Orozco e do dinamarquês Olafur Eliasson, ambos nascidos nos anos 1960, às do japonês Hiroshi Sugimoto e da libanesa Mona Hatoum, dos anos 1940 e 1950.
A interligação sem fronteiras da arte contemporânea é uma das possibilidades imaginadas pela curadora, que foi responsável pela Cisneros Fontanals Art Foundation, organização sem fins lucrativos para arte na América Latina.
Workshop – Juan Antonio Molina
“A curadoria como (In) Disciplina”, workshop ministrado pelo cubano Juan Antonio Molina, instiga já pelo título e, ao mesmo tempo, liberta a imaginação para um mar de interpretações. Aqui neste post, Lua Cruz e Lívia Aquino, que acompanham a oficina falam, uma da expectativa em relação à oficina, e outra sobre o desenrolar do processo.
“Minha expectativa é poder escutar um relato mais comtemporâneo sobre a curadoria atual sob o olhar de um representante dessa geração latino-americana. Além disso, poder desenvolver coletivamente uma experimentação de curadoria em meio digital discutindo o ‘fora de casa, fora do eixo’. Nessa relação de interferência mútua da comunicação, a curadoria.” – Lua Cruz.
“Gosto de pensar a noção de (in) disciplina que Molina aborda na curadoria, com rompimento das formas tradicionais de discutir a imagem fotográfica. Este exercício que estamos fazendo de dissecar um grupo de fotografias para criar um sentido é muito interessante.” – Lívia Aquino.
O exercício citado por Lívia foi uma proposta de curadoria a partir de 34 imagens do fotógrafo Pedro Meyer. Nessa “brincadeira”, Molina conduz discussões sobre as relações de tema, forma, estilo, significado e discurso.
Leia também a entrevista de Juan Antonio Molina aqui no Fórum Virtual.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Workshops e leituras de portfólio no Fórum
Quem anda ligado Fórum Virtual já percebeu que, de uns tempos pra cá, nosso menu ganhou um item bem especial e esperado por muitos, o “Inscrições”.
Até 5 de setembro toda e qualquer pessoa pode tentar uma vaguinha nas oficinas e leituras de portfólio que irão rolar entre os dias 20 e 24 de outubro no Itaú Cultural e na Casa das Rosas, em São Paulo.
Tem muita coisa e gente boa para aproveitar: Alec Soth, Claudi Carreras, Juan Antonio Molina, Luis González Palma, Roberto Huarcaya, Joan Fontcuberta, Pablo Corral Veja, Ramón Reverté, Diógenes Moura e vários outros nomes super interessantes da fotografia.
O melhor de tudo é que os interessados não gastam um tostão para participar, todas as oficinas e leituras são gratuitas.
As inscrições acontecem unicamente no Fórum Virtual e o edital completo pode ser lido aqui.
Nos vemos por lá!
Graduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), em cinema pelo Instituto Italiano de Cultura de Lima, e em fotografia pelo Centro del Video y la Imagen, de Madri, Huarcaya é diretor do Centro de la Imagen, em Lima, entidade da qual foi fundador. Já participou de eventos como PhotoEspaña (Espanha), Recontres d’Arles (França), Fotoamerica (Chile) e Photofest (Houston), de exposições importantes como as bienais de Havana e de Veneza, e realizou dez exposições individuais. Parte de seu trabalho pode ser vista em www.robertohuarcaya.com.
Criou, em 2004, a editora RM Verlag, responsável pela edição de mais de 150 livros relacionados às artes visuais. Entre os mais destacados em fotografia estão edições como Helmut Newton – Autobiografía, Polaroids, Manuel Alvarez Bravo, escrito por Collette Álvarez Urbajte, e Khalo – Sus Fotos, com fotografias feitas pela pintora mexicana. Dedicando-se ao mercado editorial há décadas, Ramón Reverté também é responsável no México pela editora Reverté, em atuação há mais de 60 anos. Catalão de Barcelona, vive desde 1998 no México, após ter morado nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina.
Fotógrafo, é autor de, entre outros livros, Il Silenzio dei Maya (Pelliti Associati, Photo & Co, Verona, 1998), uma compilação de retratos teatralizados de nativos maias, trabalho que lhe assegurou reconhecimento internacional. Suas mostras percorreram países como Austrália, Inglaterra, México, Itália, Estados Unidos e França. Em 1996, participou da 23a Bienal de Arte de São Paulo. Nascido na Guatemala, vive na Argentina. Seu trabalho, contudo, percorre suas raízes, como afirmou o crítico e escritor Santiago B. Olmo ao dizer que González Palma modelou seu olhar através daquele de seus personagens, dividindo com eles consciência e sensibilidade baseadas no silêncio e na dor, tidos como lugares de confluência de histórias pessoais com a cultura de exclusão que tem caracterizado a Guatemala.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Catalão de Barcelona, é um caso raro na fotografia internacional. Fotógrafo criativo, é também um pensador sem limites, que vem se destacando desde os anos 1970, quando se formou na Universidad Autónoma de Barcelona, onde foi professor na Facultad de Bellas Artes. Daí para a frente, percorreu escolas importantes, como a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Fundador da revista Photovision, uma das mais marcantes na história contemporânea, é autor de vários livros, como El Beso de Judas (Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 1997), no qual propõe que o mundo real foi substituído por um fictício, onde só existem aparências, e discute a chamada realidade da imagem fotográfica. Em Zonas de Penumbra (Actar, Madri, 2000), o fotógrafo discute a crítica fotográfica em meio à produção da arte contemporânea e percorre outras investigações. Pensamentos indo ao encontro de uma inquietação íntima e suas reverberações na imagética internacional.
Escritor, jornalista e roteirista, notabiliza-se pelo pensamento crítico fotográfico e artístico, exposto em textos sobre obras de grandes fotógrafos – fluxo de seu trabalho como curador na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi premiado em três edições pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e recebeu, em 2009, o prêmio de Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite. Autor de livros de ficção e poesia, entre eles Drão de Roma – Dezembro Caiu (Editora Diógenes de Moura, 2006), foi curador de mostras como A Procura de um Olhar, Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil (2009) e Fotografia como Memória, German Lorca. É também curador do festival A Gosto da Fotografia, em Salvador, que integra a Rede de Festivales y Encuentro de la Fotografía Latinoamericana.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.




























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