Garapa entrevista Reverté

Criou, em 2004, a editora RM Verlag, responsável pela edição de mais de 150 livros relacionados às artes visuais. Entre os mais destacados em fotografia estão edições como Helmut Newton – Autobiografía, Polaroids, Manuel Alvarez Bravo, escrito por Collette Álvarez Urbajte, e Khalo – Sus Fotos, com fotografias feitas pela pintora mexicana. Dedicando-se ao mercado editorial há décadas, Ramón Reverté também é responsável no México pela editora Reverté, em atuação há mais de 60 anos. Catalão de Barcelona, vive desde 1998 no México, após ter morado nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina.

O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.

Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.

Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Garapa entrevista Weinstein

Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.

O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.

Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.

Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Garapa entrevista Lissovsky

É historiador, roteirista e professor de roteiros para cinema e teoria visual da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), onde também desenvolve pesquisa em tecnologia da comunicação e estética. Dedica-se ao estudo das relações entre imagem e história, sobretudo na imagem fotográfica. Entre seus trabalhos mais importantes está Escravos Brasileiros do Século XIX na Fotografia de Christiano Jr. (Editora Ex-Libris Ltda., São Paulo), escrito em parceria com Paulo Azevedo, sobre a maior e mais antiga coleção de fotografias de escravos no Brasil. Seu livro Retratos Modernos (Editora Arquivo Nacional, Rio de Janeiro), sobre o arquivo oitocentista do Arquivo Nacional, constitui uma importante obra para o entendimento da fotografia brasileira.

O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.

Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.

Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Garapa entrevista Andujar

Nascida na Suíça, Claudia escolheu, desde a década de 1950, o Brasil para viver. Fotógrafa documental, produz uma obra capaz de misturar arte com engajamento político, produzindo fortes efeitos em todas as suas variantes. Publicou imagens em revistas antológicas, como a brasileira Realidade e a americana Life. Dedicou-se ao fotojornalismo entre os anos de 1965 e 1970, e a partir de então envolveu-se com proteção dos direitos dos índios ianomâmis, motivo de importantes livros seus, como Yanomami (Práxis, 1988) e Marcados (Cosac Naify, 2009). Teve fundamental importância na fundação da Comissão pela Criação do Parque Yanomami. Também tem presença significativa na documentação da Amazônia, registrada em livro e exposições, como The Amazon, publicado na Holanda em 1973, em parceria com o fotógrafo George Leary Love (1937-1995), com quem foi casada.

O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.

Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.

Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Garapa entrevista Corona

Livia Corona é fotógrafa graduada pela Art Center College of Design, de Pasadena, na Califórnia, tem como foco principal de seu trabalho as comunidades surgidas nas regiões de fronteira do México. Uma de suas obras mais contundentes chama-se Two Million Homes for Mexico, projeto contemplado pela bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation. Já expôs em importantes eventos fotográficos, a exemplo da Photo España, e em locais como o Museu Nacional de Antropologia do México. Tem fotografias publicadas em revistas como a GEO, LIFEThe New York Times Magazine. Em 2009, publicou o livro Of People and Houses, uma abordagem sobre arquitetura e sociedade.

O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.

Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.

Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Fotos al Óleo

Mercedes Vicenta y Miguel Antonio/2008

Mesmo que a técnica da fotopintura tente esconder, por detrás dela, o peso inevitável da morte, mesmo que a fotografia seja “disfarçada” pela técnica, ainda permanece o híbrido. O que se busca esconder continua aparente e o que é simulado nunca vai acontecer.

Florencia Blanco é fotógrafa que nasceu na França mas, desde muito tempo, vive e trabalha em Buenos Aires. Aqui, é ela quem fala sobre suas próprias “Fotos al Óleo”:

“Mis coloridas fotos me entusiasman. Haciéndolas, encontré cierta ficción en el escenario, algo relacionado en algún sentido con la fantasía que encuentro en las “fotos al óleo”. Durante el trabajo experimenté varias cosas referidas a la muerte y a los muertos, de hecho, algo sobre ese excepcional momento del paso entre La vida y la muerte sigue dando vuelta en mis lecturas, reflexiones y descubrimientos. Las fotos al óleo solían hacerse de fotografías pequeñitas de familiares muertos, entre otras cosas, para tenerlos muy presentes en el hogar; el formato resultó estupendamente porque las fotos son muy llamativas y conmovedoras; en Argentina fueron muy populares a partir de 1950.”

Jesús, Rubén y Adrián/2008
Norma Beatriz/2008
Foto al óleo sin identificar/2008

“Life is too short”, de Ignacio Iturrioz

Serafin Carmona é um trabalhador aposentado de 71 anos e portador de um tumor no pulmão em estágio avançado e irreversível. Instalado na casa de sua sobrinha, na cidade de Treinta y Tres (Uruguai), ele espera silenciosamente pelo dia em que a vida lhe faltará.

Durante os nove últimos dias dessa angustiante espera, ele é acompanhado por Ignacio Iturrioz, fotógrafo uruguaio que produz uma série de imagens as quais, ao invés de falar, envolvem e comprometem.

A despedida à beira da morte, os familiares e amigos, a visita do médico dentro da privacidade de casa quando não há nada a esconder. Parece que as fotografias também são enfermeiras deste câncer, uma vez que participam do processo de cuidar, vestir, comer, dormir e capturar a luz do pouco que resta.

Este trabalho, é um livro editado pelo CMDF do Uruguai e é considerado um dos melhores da “safra” uruguaia nos últimos tempos.

“Life is too short”, de Ignacio Iturrioz, é uma obra carregado da certeza de que vida e morte podem ser belas: elas permitem que sigamos em frente.   

**

Aqui, leia resenha sobre o livro Mar del Plata de Ataúlfo Pérez Aznar.

Aqui, saiba sobre os editais do CMDF.

Exposiciones de Trasatlántica: fotografía iberoamericana

Foto: Quintana Antonio

Trasatlántica ha creado una red de colaboración con instituciones culturales de América Latina acogiendo 40 exposiciones en 30 sedes de 13 países (Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Perú, República Dominicana y Uruguay)

Exposiciones de artistas como Isabel Muñoz, Cia de Foto, Edi Hirose o Andrea Aragón se intercalan con muestras de otros fotógrafos del panorama latinoamericano. Fotografía, vídeo e instalaciones se presentan para conformar un variado mosaico de propuestas artísticas dentro del programa de Trasatlántica.

Todas las exposiciones se pueden ver en nuestra plataforma on line.

Centros culturales, Galerías, Instituciones y Museos se unen en esta plataforma digital para mostrar el panorama latinoamericano de fotografía durante los meses de octubre, noviembre y diciembre.

Aquí acaba nuestra colaboración con el blog del Foro Virtual. Esperamos poder seguir en contacto para las futuras actividades de Trasatlántica y seguir, entre todos, fomentando el mundo de la fotografía.

Suerte y hasta pronto.

Inés Ruiz del Árbol, coordinadora PHE.es

Foto: Garapa

Foto: Sandra Elias

Cecília Paredes

Foto: Cecilia Paredes
Foto: Cecilia Paredes

A primeira vez em que vi as fotografias de Cecilia Paredes me senti tão estranha que até hoje não consigo digeri-las completamente. Mas esse é um problema que aprendi a cultivar desde sempre, algumas imagens tem seu tempo de dissolução, se é mesmo que precisam se resolver.

Bom, o fato é que indo mais a fundo e rompendo as arestas da imagem que grudou na minha cabeça, descubro o histórico da moça e trago correndo para o Fórum Latino-Americano de Fotografia.

Paredes nasceu no Peru e hoje divide seus dias entre a Filadélfia e a Costa Rica. Lembro então da frase fantástica de Abelardo Morell na entrevista publicada aqui: “O exílio me transformou em um artista”.

O último trabalho de Cecília  é uma série de imagens onde ela aparece camuflada e quase escondida em estampas floridas e multicoloridas. O corpo da artista, uma vez que são todos autorretratos, passaria despercebido não fosse o volume das formas e pequenas pistas que ela deixa ali transparecer.

A pergunta que não quer calar: o corpo/identidade se esconde ou se confunde nas estampas tropicais que permanecem (ou se perdem?) no exílio? Eis a questão…

Foto: Cecilia Paredes
Foto: Cecilia Paredes

Los Fantasmas de Ñancahuazú

Em outubro de 1967, uma única fotografia percorreu o mundo inteiro e comoveu milhares de pessoas: o corpo de Che Guevara rodeado por jornalistas e militares. Na cena, um deles aponta para o peito do revolucionário comunista indicando por onde passara a bala que tirou sua vida.

Uma das imagens mais marcantes de um líder não menos importante, é o tema do livro “Los Fantasmas de Ñancahuazú”, do argentino Leandro Katz. O interesse pelo tema começou em meados dos anos 80, quando Katz descobriu que a tal fotografia não tinha crédito. A única informação que obteve, a princípio, foi que a Reuters havia pago pela foto 75 dólares a um fotógrafo boliviano free lancer. Depois de inúmeras ligações aos jornais de La Paz, Leandro encontrou Freddy Alborta e suas mais 120 imagens daquele mesmo dia.

O livro é uma reunião de fragmentos que vão armando e desarmando a figura de Che a medida que nomes como John Berger, Umberto Eco e Susan Sontag, entre outros,  vão fazendo suas leituras pessoais e históricas da famosa fotografia de autoria quase anônima.

Fica a dica de uma leitura, no mínimo, curiosa!

Foto: Freddy Alborta

Foto: Freddy Alborta