Llamado Salas CMDF

Foto: Divulgação CMDF

O calendário anual das salas CMDF – Uruguai é sempre cheio. São 03 exposições de fotógrafos residentes no Uruguai, 02 de fotógrafos latino-americanos, 01 de fotógrafo estrangeiro de qualquer canto desse mundo e 3 do próprio CMDF.

Pois esse é o edital da vez na instituição, com envio de projetos entre 25 e 29 de outubro.

O resultado sai dia 17 de dezembro na cede do CMDF e por envio de e-mail. Os selecionados  recebem suporte para impressão das fotografias, montagem da mostra, molduras, cartazes e toda a divulgação da exposição.

Edital completo aqui, dentro de “Convocatórias”.

Convocatória Fotogalería a Cielo Abierto

Foto: Divulgação CMDF

Além das salas expositivas dentro do CMDF-Uruguai, a instituição também promove mostras ao ar livre na chamada “Fotogalería a Cielo Abierto”.

Nela, as imagens permanecem expostas em 84 painéis localizados no Parque Rodó, em Montevideo, por 24 horas todos os dias.

O edital para envio de projetos fica aberto entre 25 e 29 de outubro, podem participar uruguaios e outras nacionalidades latino-americanas.

Os selecionados levam serviço completo: o CMDF faz a impressão das fotografias, a montagem da exposição, oferece as estruturas metálicas e faz toda a divulgação da exposição. 

Llamado para la publicación de artículos de investigación

Foto: Publicação lançada pelo CMDF/Divulgação

Há um tempo atrás falamos aqui, no Fórum Virtual, sobre o a convocatória para publicação de livros de autor do CMDF Uruguai.  Agora vem um segundo edital, da mesma instituição, que beneficia um outro “braço” muito importante da fotografia, as pesquisas teóricas.

Desde 2008 é lançado um livro por ano com artigos de investigação para autores uruguaios e para candidatos de outros países latino-americanos.

Os dois editais estarão abertos entre 18 e 23 de outubro e todas as informações para inscrição de projetos estão aqui para todos os hermanos e aqui para os uruguaios.

O resultado será anunciado dia 8 de dezembro e a publicação será lançada em 2011.

Llamado para la publicación del libro de autor

Foto: Publicação lançada pelo CMDF/Divulgação

O CMDF – Centro Municipal de Fotografía do Uruguai é prato cheio tanto para quem gosta de expor quanto para os que curtem exposições de fotografia. Sendo assim, a instituição realiza, desde 2004, editais para artistas que desejam mostrar seu trabalho nas várias salas e galerias disponíveis.

E, como se tudo isso fosse pouco, o CMDF ainda faz mais! No intuito glorioso de ampliar a difusão dos trabalhos de autor, incentivar a produção fotográfica e promover a realização de livros (à “moda antiga” mesmo, com papel, cheirinho e capa dura), foi criado em 2007 o edital para publicação editorial.

São duas chamadas diferentes que ficam abertas entre 18 e 23 de outubro: uma para artistas da América Latina e outra restrita a uruguaios. Os projetos selecionados serão publicados em 2011 e o edital completo pode ser lido aqui para latino-americanos e aqui para residentes no Uruguai.

Aqui, leia resenha sobre o livro Mar del Plata de Ataúlfo Pérez Aznar.

Foto: Publicação lançada pelo CMDF/Divulgação

f/22

O CMDF – Centro Municipal de Fotografía, no Uruguai, é um espaço fantástico de conservação e difusão do patrimônio fotográfico. Desde o começo das minhas pesquisas para o Fórum Virtual, esta instituição foi uma das que mais se destacou pela diversidade e qualidade das atividades realizadas.

Comecei então a frequentar quase que diariamente o CMDF, suas salas de exposição, seu acervo com mais de 10.000 fotografias históricas, seus artigos e todo o emaranhado de informações que me norteiam aos poucos dentro do labirinto que é fotografia latino-americana. Encontrei, na minha última visita, o canal F/22 e indico aos que se interessam pelo tema.

Os programas televisivos se dividem em ciclos por ano, os quais tiveram início em 2007. São diversas entrevistas com fotógrafos, curadores, historiadores  e críticos que discorrem sobre variados temas. Nomes como José Antonio Navarrete, Daniel Sosa e Roberto Fernández Ibáñez já passaram por lá e deixaram reflexões imperdíveis sobre fotografia. O F/22 é uma co-produção entre a Tevé Ciudad e o CMDF.

Abaixo, vídeos com pequenos pedaços das entrevistas de Pablo La Rosa (Uruguai) e Adriana Lestido (Argentina).

Los Pocitos

Espectáculo de circo en el field de los Pocitos. Año 1920 (aprox.) – Foto 3079FMH.CMDF.IMM.UY

Imagem do acervo de fotografias históricas do CMDF.

Oficina “Libro de Autor”

Foto: Divulgação - Série de livros de Gustavo Wojciechowski

Estão abertas, até 28 de julho, as inscrições para a oficina “Libro Fotográfico de Autor”, oferecido pela Asociación de Amigos del CMDF y CMDF Uruguai. O curso é ministrado por Gustavo Wojciechowski (Maca) e começa no dia 04 de agosto, na Sala del CMDF.

A ideia é oferecer aos interessados algumas dicas e ferramentas sobre a edição de um livro de fotografia. Todo o conteúdo é dividido entre exercícios práticos/teóricos e os temas abordados passam pelo formato, sistemas de impressão, conceitos, entre outros importantes tópicos para desenvolvimento de um projeto completo.

Aqui você encontra informações sobre os pré-requisitos e inscrições.

Mar del Plata ¿infierno o paraíso?

Foto: Ataúlfo Pérez Aznar, 1982

Livros de fotografia provocam, digamos, o reconhecimento da construção da narrativa visual de determinada temática para quem contempla. Talvez pareça óbvio essa colocação. Contudo, a percepção se estabelece por vários ângulos da compreensão. Dentre esses ângulos, o caráter espacial nos faz discernir aspectos sensíveis que cercam a imagem fotográfica.

Mar del Plata, ¿infierno o paraíso?, do fotógrafo argentino Ataúlfo Pérez Aznar (Ediciones CMDF, 2010) faz esse exercício e nos leva a caminhar por limites de espaços. Aznar resolve mostrar o lado menos nobre da “visão do paraíso”, do sol soberbo e, claro, do senso idílico que ronda de modo contumaz os balneários. O curso da história então vai se delineando pela negativa dos paradigmas de beleza e perfeição. O ensaio em preto e branco documenta – com inclinações etnográficas – personagens, situações e a dinâmica de Mar del Plata.

Não há glamour, nem fetichizações. Há a tônica da vida prosaica com todas suas especificidades, modos e formas da sociedade retratada. Aznar discorre em texto presente no livro que o trabalho é reflexo de sua cosmo visão e de um sentimento de confraternização. Para ele, o fim deste processo criativo é “la búsqueda de nuestra identidad real, no ideal ni esquemática”. Além de reivindicar a humanidade do indivíduo, Aznar acredita que se possa compreendê-lo sem justificá-los.

Os espaços fotografados, ponderados pelo clássico enquadramento, perpassam a problemática da indefectível fragilidade da sociedade. Percebido nas diferenças e na complexidade da vida enquanto cenas isoladas, cada fotografia recompõe os espaços e a relação das pessoas à esse meio. O olhar que documenta procura, se aproxima, dá tempo a explorar a temática… A documentação deste lugar vem desde 1981. O texto de apresentação de Silvia Mangialardi coloca a “mirada” de Ataúlfo Pérez Aznar como certa união entre humor e fina ironia. Vou um pouco mais além… Acredito que a imagem indica espaços simbólicos profusos. A cada “lugar” (seja da composição ou do ambiente real) apreendido por Aznar, nossa percepção adentra nas retóricas de seu registro.

Apesar da essência documental, o olhar do espectador respira. Esse é o grande diferencial da autenticidade de trabalhos fotográficos que partem do registro que busca in loco descrições em seu tema. O livro de Aznar coincide de certo modo com a reflexão de uma das maiores autoras que temos no Brasil que é Fayga Ostrower. Ela coloca: “No ato de perceber, ele tenta interpretar e, nesse interpretar, já começa a criar. Não exsite um momento de compreensão que não seja ao mesmo tempo criação”. Aznar, com a bela edição de seu livro deixa que a simplicidade de sua criação nos encaminhe a complexidade alegórica que os espaços fotográficos possuem.

Foto: Ataúlfo Pérez Aznar, 1984

Foto: Ataúlfo Pérez Aznar, 1985

Foto: Ataúlfo Pérez Aznar, 1990

Exposição Mundial del 30

Foto: Construção Estádio Centenário/CMDF

A Fotogralería a Cielo Abierto, do Centro Municipal de Fotografia – CMDF Uruguai, leva para as ruas de Montevidéo a mostra “Mundial del 30”, até 31 de julho.

A Copa do Mundo de 1930, sediada no Uruguai, foi um momento de grande euforia para os anfitriões que assistiram a cidade se transformar para receber o campeonato mundial. As fotografias, que podem ser vistas a qualquer hora do dia ou da noite no Parque Rodó, retratam inclusive a construção do estádio Centenário, ainda hoje um ícone uruguaio reconhecido internacionalmente.

As imagens da mostra se dividem em 84 grandes painéis e são, em sua maioria, feitas por fotógrafos locais entre 1916 e 1990 e pertencem ao arquivo de Séries Históricas do próprio CMDF.

Edições CMDF

Livro "Life is too short"de Ignacio Iturrioz

Publicar um livro. Sonho de muitos autores, fotógrafos e pesquisadores.

Dentre as ações que visam a difusão da fotografia em Montevidéu, realizadas pelo Centro Municipal de Fotografía (CMDF), há a edição de livros. O CMDF faz um trabalho primoroso de conservação e guarda de acervo fotográfico histórico e contemporâneo, além de um conjunto de linhas de fomento em educação, encontros, debates, rede de informações de fundos fotograficos pelo país, etc. Ao organizar, promover a conservação e a difusão desse material iconográfico, o público entra em contato com a memória e a atualidade da fotografia de um país tornando as relações de memória e pesquisa efetivas para a população.

A publicação dos títulos anualmente, segue uma divisão: um livro fotográfico de autor uruguaio; um livro fotográfico de autor residente na América Latina e um livro teórico de investigação sobre fotografia.

Para baixar todos os regulamentos e informações, aqui.

Os projetos para os livros deverão ser submetidos entre 18 a 23 de outubro de 2010.