Garapa entrevista Carreras
O catalão Claudi Carreras, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010). Organizador do livro Laberinto de Miradas, lançado pela editora RM, de Ramon Reverté.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Mesa – Como nos vemos e como somos vistos
Chegamos ao final do terceiro dia de Fórum Latino-Americano de Fotografia. Foram dois workshops e duas entrevistas intensas, cheias de discussões interessantes. A última atividade do dia é a mesa que vem para debater um dos pilares deste Fórum: Como nos vemos e como somos vistos – A diluição da identidade nacional.
Mas não de forma tão simples assim, como uma afirmação. Nos parece que temos muito mais perguntas do que respostas para esta questão. E é para isso que contamos com Claudi Carreras, Alfonso Morales Carrillo e Rodrigo Alonso, para botar lenha na fogueira de interrogações ou, quem sabe, arriscar respostas para o “dilema” da nossa identidade (ou a dissolução dela?).
Todos os participantes vêm munidos de referências teóricas, citações, recorridos históricos e reafirmam a dinâmica das mesas como lugar de discussões “de gente grande”. Com mediação de Milton Guran, os curadores vão, cada qual à sua maneira, dando seu parecer sobre a tal identidade latino-americana, sua dissolução, seus exemplos dentro da fotografia e seus conflitos.
O que chama atenção, paralelamente à tudo o que está sendo falado pelos convidados, é a sala cheia de gente. Mesmo sem o dinamismo de imagens rodopiando em um telão, o jogo de perguntas e respostas, vídeos e conversas soltas, as cadeiras estão todas ocupadas. Parece que muita gente está esperando por respostas, sofremos mesmo de um problema de identidade, fato!
Leia aqui a entrevista de Claudi Carreras para o Fórum Virtual.

- O curador espanhol Claudi Carreras
Curador especializado em arte contemporânea e novas mídias, Alonso investiga a fusão da arte com a tecnologia aplicada na América Latina, tema de livros seus, como Prácticas Fotográficas Contemporáneas desde América Latina (2008) e Prácticas Curatoriales para las Artes Tecnológicas – Calibrando/Diseñando Contextos (2009). Curador da mostra Tales of Resistance and Change, ocorrida em 2010 em Frankfurt, na Alemanha, Alonso acredita na capacidade da fotografia de criar imagens que ofereçam novas perspectivas para identificação de nosso universo visível.
Fotógrafo e antropólogo, é realizador e coordenador geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. Em 2006, fez parte do Comitê internacional do Mois de la Photo, em Paris. Cocurador, juntamente com Jean-Luc Monterosso, da participação brasileira no Photoquai (Musée du Quai Branly, 2007) e curador convidado da Maison Européenne de la Photographie – MEP (Paris) para exposição do Mois de la Photo (2010), Guran é também membro da diretoria executiva da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil. Mestre em comunicação social pela Universidade de Brasília – UnB, é pesquisador do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Diretor da importante revista Luna Córnea, publicada pelo Centro de la Imagen, no México, e curador da Coleção de Fotografias da Fundação Televisa, também no México, publicou livros de ensaio, como Los Recursos de la Nostalgia, e de análise da trajetória de fotógrafos mexicanos históricos, como José Bustamante, em El Gran Lente. O primeiro número de Luna Córnea, publicado em 1992, faz uma análise da obra de Manuel Alvarez Bravo e do contato desse fotógrafo com contemporâneos como Edward Weston, Henri Cartier-Bresson e Paul Strand, mostrando os caminhos da aproximação de uma arte fotográfica já sem fronteiras, preocupação maior deste 2o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
Workshop – Claudi Carreras
Após alguns dias de frio e garoa, a Casa das Rosas amanheceu ensolarada para receber a abertura do Fórum e o workshop de Claudi Carreras.
Com treze selecionados de diferentes partes do país, a conversa sobre “Fotografia como Projeto cultural” iniciou com Claudi dando o tom do que está por vir: “Vou estar mais solto em falar minha língua”, disse e os demais seguiram, cada um com seu sotaque – Minas, Brasília, Rio, São Paulo – e seu projeto.
À medida iam expondo suas intenções em participar do workshop e suas respectivas trajetórias de vida, desde a Fifi Tong com 30 anos como fotógrafa até o Bruno, ainda estudante de RP da ECA, passando pelo Eugênio Sávio de BH, a Ruth de Brasília, o Daniel, da Oficina da Luz…
As coisas iam clareando e o workshop passava a ganhar corpo, assim como o projeto ou projetos que cada participante planejava implantar. Afinal nunca um projeto é só um projeto, uma coisa leva a outra que leva a outra e assim vai.
Adelante!
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
El Ojo Salvage
Agora é a vez do hermano Paraguai ser palco de um super festival de fotografia. A segunda edição do El Ojo Salvage acontece até 23 de outubro em Assunção.
São mais de 10 exposições individuais e coletivas espalhadas em diferentes espaços da cidade. Dentre os diversos nomes estão já alguns bons e “velhos” conhecidos como a Cooperativa Sub, Alejandro Chaskielberg (que esteve ministrando workshop no Paraty em Foco), Jorge Sáenz, entre outros tantos.
Também rolam workshops durante toda a programação e, entre eles, um ministrado pelos brasileiros da Cia de Foto. Projeções e mesas redondas com Fredi Casco e Claudi Carreras (que já marcaram presença aqui no Fórum Virtual) fazem parte das atividades confirmadas para o festival. Bom, né?
Paraguaio, é fotógrafo, escritor e coordenador editorial do festival El Ojo Salvaje – Mes de La Fotografía en Paraguay. Faz parte da experiência Sueño de la Razón, criada no 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Trata-se de uma edição produzida por sete países latino-americanos. É codiretor da Ediciones de la Ura, editora sem fins lucrativos aberta a todos os campos experimentais e destinada ao cruzamento de múltiplas práticas culturais. Uma de suas obras mais importantes é o trabalho feito com imagens pesquisadas na época da ditadura Stroessner e em sua decadência. Sobre ela, escreveu o pesquisador e crítico Ticio Escobar, atual ministro da Cultura do Paraguai, que não se trata de criticar a precariedade da cena oficial, mas sim de revelar aspectos que ficaram obscuros pelos discursos da história e da política.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Workshops e leituras de portfólio no Fórum
Quem anda ligado Fórum Virtual já percebeu que, de uns tempos pra cá, nosso menu ganhou um item bem especial e esperado por muitos, o “Inscrições”.
Até 5 de setembro toda e qualquer pessoa pode tentar uma vaguinha nas oficinas e leituras de portfólio que irão rolar entre os dias 20 e 24 de outubro no Itaú Cultural e na Casa das Rosas, em São Paulo.
Tem muita coisa e gente boa para aproveitar: Alec Soth, Claudi Carreras, Juan Antonio Molina, Luis González Palma, Roberto Huarcaya, Joan Fontcuberta, Pablo Corral Veja, Ramón Reverté, Diógenes Moura e vários outros nomes super interessantes da fotografia.
O melhor de tudo é que os interessados não gastam um tostão para participar, todas as oficinas e leituras são gratuitas.
As inscrições acontecem unicamente no Fórum Virtual e o edital completo pode ser lido aqui.
Nos vemos por lá!
Graduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), em cinema pelo Instituto Italiano de Cultura de Lima, e em fotografia pelo Centro del Video y la Imagen, de Madri, Huarcaya é diretor do Centro de la Imagen, em Lima, entidade da qual foi fundador. Já participou de eventos como PhotoEspaña (Espanha), Recontres d’Arles (França), Fotoamerica (Chile) e Photofest (Houston), de exposições importantes como as bienais de Havana e de Veneza, e realizou dez exposições individuais. Parte de seu trabalho pode ser vista em www.robertohuarcaya.com.
Criou, em 2004, a editora RM Verlag, responsável pela edição de mais de 150 livros relacionados às artes visuais. Entre os mais destacados em fotografia estão edições como Helmut Newton – Autobiografía, Polaroids, Manuel Alvarez Bravo, escrito por Collette Álvarez Urbajte, e Khalo – Sus Fotos, com fotografias feitas pela pintora mexicana. Dedicando-se ao mercado editorial há décadas, Ramón Reverté também é responsável no México pela editora Reverté, em atuação há mais de 60 anos. Catalão de Barcelona, vive desde 1998 no México, após ter morado nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina.
Fotógrafo, é autor de, entre outros livros, Il Silenzio dei Maya (Pelliti Associati, Photo & Co, Verona, 1998), uma compilação de retratos teatralizados de nativos maias, trabalho que lhe assegurou reconhecimento internacional. Suas mostras percorreram países como Austrália, Inglaterra, México, Itália, Estados Unidos e França. Em 1996, participou da 23a Bienal de Arte de São Paulo. Nascido na Guatemala, vive na Argentina. Seu trabalho, contudo, percorre suas raízes, como afirmou o crítico e escritor Santiago B. Olmo ao dizer que González Palma modelou seu olhar através daquele de seus personagens, dividindo com eles consciência e sensibilidade baseadas no silêncio e na dor, tidos como lugares de confluência de histórias pessoais com a cultura de exclusão que tem caracterizado a Guatemala.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Catalão de Barcelona, é um caso raro na fotografia internacional. Fotógrafo criativo, é também um pensador sem limites, que vem se destacando desde os anos 1970, quando se formou na Universidad Autónoma de Barcelona, onde foi professor na Facultad de Bellas Artes. Daí para a frente, percorreu escolas importantes, como a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Fundador da revista Photovision, uma das mais marcantes na história contemporânea, é autor de vários livros, como El Beso de Judas (Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 1997), no qual propõe que o mundo real foi substituído por um fictício, onde só existem aparências, e discute a chamada realidade da imagem fotográfica. Em Zonas de Penumbra (Actar, Madri, 2000), o fotógrafo discute a crítica fotográfica em meio à produção da arte contemporânea e percorre outras investigações. Pensamentos indo ao encontro de uma inquietação íntima e suas reverberações na imagética internacional.
Escritor, jornalista e roteirista, notabiliza-se pelo pensamento crítico fotográfico e artístico, exposto em textos sobre obras de grandes fotógrafos – fluxo de seu trabalho como curador na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi premiado em três edições pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e recebeu, em 2009, o prêmio de Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite. Autor de livros de ficção e poesia, entre eles Drão de Roma – Dezembro Caiu (Editora Diógenes de Moura, 2006), foi curador de mostras como A Procura de um Olhar, Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil (2009) e Fotografia como Memória, German Lorca. É também curador do festival A Gosto da Fotografia, em Salvador, que integra a Rede de Festivales y Encuentro de la Fotografía Latinoamericana.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Laberinto de Miradas no México
A exposição Laberinto de Miradas, do curador espanhol Claudi Carreras, está em cartaz no México, de 15 de julho a 05 de setembro. O projeto se divide em três exposições diferentes que retratam a fotografia documental da América Latina, Espanha e Portugal sob três temas distintos: “Identidades y fronteras”, “Fricciones y conflictos” e “Colectivos fotográficos”. A novidade é que, desta vez, as três mostras se apresentam juntas em um mesmo espaço, o Centro Cultural de Espanha, na Cidade do México.
Durante dois anos foram 24 exposições itnerando por 18 países da Ibero América, num total de 45.497 km percorridos. São Paulo também fez parte desta rota sediando, em 2008, o Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos e atualmente, ainda em cartaz no CCSP, a mostra E-Co. Os trabalhos apresentados agora se estão juntos no livro “Laberinto de Miradas” que reúne imagens de 76 fotógrafos e 16 coletivos.
Paralelamente à exposição e ao lançamento do livro no México, será realizada uma série de mesas redondas e workshops no Centro de La Imagen.
A Cia de Foto, coletivo fotográfico brasileiro que também faz parte do projeto, participa de uma mesa redonda com os “hermanos” do No Photo (ES), Mondaphoto (MX) e ministra uma oficina de “Fotojornalismo e edição”. A programação completa pode ser conferida no próprio site da instituição.
Abaixo, um vídeo do Claudi Carreras falando um pouco sobre o Laberinto de Miradas. O material foi produzido pela própria Cia de Foto na Guatemala, durante a itnerância de uma das mostras em 2009.
claudi carreras : laberinto de miradas from ciadefoto on Vimeo.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.

































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