Os Piratas no subsolo

Propina from ciadefoto on Vimeo.

Ação-Performance no 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.

Artistas:

Cia de Foto
Guab
Marcelo Pedroso
João Castilho
Galeria Experiência

Confira a ação dos Piratas no segundo subsolo do Itaú Cultural.

Exposição “Histórias de mapas, piratas e tesouros”

Fotos: Olga Lislov

Foi aberta, agorinha mesmo, a exposição “Histórias de mapas, piratas e tesouros”, que integra a programação do Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Com curadoria de Eduardo Brandão e co-curadoria de Cia de Foto, a mostra fica em cartaz até dia 19 de dezembro. Vale a pena conferir!

De um para o outro

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + Tiago Santana"

A imagem que desencadeia outras imagens suscita aspectos deste campo mágico e dialógico que, porque não dizermos, promove o saber sensível da fotografia.

O transcurso em contemplar, apreender e vislumbrar sentidos alinha-se ao constructo dialógico de nossa memória e repertório visual. Olhar e lembrar, olhar e sugerir, olhar e encantar-se, olhar e imaginar, enfim, olhar e pensar são relações profundas que vigoram como impulso ao processo de compreensão de uma fotografia.

A partir do outro, da imagem fotográfica que nos “alimenta”, reorganizamos, reconsideramos e criamos narrativas correlatas de sentido para as imagens alheias. “Simbolicamente e imaginariamente, são os diversos discursos por trás e sobre uma revelação que elaboram uma imagem. Ela é assim produto de uma polifonia de olhares que refletem e remetem a códigos que estão além dela própria”, reflete o sociólogo Mauro Guilherme Koury.

O exercício sintomático das associações visuais perfaz um corpus metafísico no qual a percepção fotográfica passa a ser um ato espontaneamente colaborativo, de discurso simbólico compartilhado.

O livro Correspondências com Pablo Ortiz Monasterio, do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky, essencialmente um fotolivro que trava diálogos entre imagens-missivas, instaurou para o coletivo Cia de Foto a dinâmica de não fechar-se em suas páginas.

A força da contigüidade das fotografias fizeram a Cia de Foto lembrar, associar, desalinhavar a imaginação… Qualquer um de nós pode acrescentar lembranças a esse percurso de troca imagética.  Apropriar-se subjetivamente de fotografias é um ato intrínseco ao olhar.  Basta recordar do que  se admira, do que enleva nossos pensamentos ou das imagens que fazem parte de nós.

Assim continuamos esse diálogo inventivo e pulsante.

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + Breno Rotatori"

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + João Castilho"

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + Man Ray"

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + Pedro David"

Cia de Foto – "Monasterio + Brodsky + João Castilho"

El Ojo Salvage

Foto: Wolfram Hahn

Agora é a vez do hermano Paraguai ser palco de um super festival de fotografia. A segunda edição do El Ojo Salvage acontece até 23 de outubro em Assunção.

São mais de 10 exposições individuais e coletivas espalhadas em diferentes espaços da cidade. Dentre os diversos nomes estão já alguns bons e “velhos” conhecidos como a Cooperativa Sub, Alejandro Chaskielberg (que esteve ministrando workshop no Paraty em Foco), Jorge Sáenz, entre outros tantos.

Também rolam workshops durante toda a programação e, entre eles, um ministrado pelos brasileiros da Cia de Foto. Projeções e mesas redondas com Fredi Casco e Claudi Carreras (que já marcaram presença aqui no Fórum Virtual) fazem parte das atividades confirmadas para o festival. Bom, né?

Foto: Atelier Reflexe

Foto: Hugo Aveta

Fotografias dentro da mochila ou tecnologias iluminadas

Este post foi feito por várias mãos.

Mesmo antes de começar o Fórum Virtual, conheci a pesquisadora Claudia Linhares Sanz no FestFotoPoa e convidei ela para colaborar com o blog. Claudia é uma pesquisadora com bagagem e conhecimento de causa. E gente boa!

Já com a Residência de Carlos Carvalho rolando, um dos posts dele seria sobre o trabalho de Claudia que foi selecionado para o encontro de críticos do PhotoEspaña. Porém, ganhamos um presente e Claudia nos enviou um texto diferente.

Carlos fez um abre e, para ilustrar o post, pensei em algumas fotos da Cia de Foto que estão no Flickr dos meninos. Outro presente para o Fórum Virtual. A Cia enviou quatro trabalhos inéditos.

Os dois vídeos e o dois trípticos foram produzidos especialmente para ilustrar o texto de Claudia. E a outra foto pela primeira vez é mostrada.

Agradeço Carlos Carvalho, Cia de Foto e Claudia Linhares pela colaboração com o Fórum Virtual.

Alexandre Belém.

***

Fiquei devendo aqui, o texto da Claudia Linhares, que teve seu trabalho de crítica e reflexão selecionado para o PhotoEspaña 2009. Entre idas e vindas, a Claudia enviou o texto a seguir. Evito comentários, porque são desnecessários. Ressalvo apenas que é imperdível, embora longo. Mas o que é longo?…

PDF com o artigo completo: Fotografias dentro da mochila ou tecnologias iluminadas

Por Carlos Carvalho.

Fotos: Cia de Foto

“Foi aquela menina do colégio público que me fez ficar o dia inteiro com esse incômodo. Por que carregar uma máquina fotográfica na mochila, todos os dias, junto com seu ipod? Todos os dias? A menina apareceu em reportagem de um telejornal sobre “acompanhantes” eletrônicos dos adolescentes no cotidiano. Mas por que fotografar, todos os dias, eventos que não são nem especiais nem inéditos? Por que, afinal, carregar e apontar a câmera para o cotidiano, na mesmice desse passar dos dias? Será que ela não poderia anotar na agenda, ocasionalmente, seus encontros com os amigos, como eu e minha irmã fizemos?”

 

“Pronto, cansei. Talvez eu não faça nada mesmo com as minhas fotos. Nem impressão, nem tratamento, nem filminho, nem postagem. Mas pelo menos as fotos eu continuo fazendo – vou continuar carregando na mochila a possibilidade permanente da foto (igualzinho à adolescente do colégio).”

“Para ser sincera, continuo com uma pontadinha de dúvida: por que levar a máquina para a cama, para o banheiro e para a cozinha? Por que a câmera se tornou o personagem central de nossos circuitos de prazer? Fico pensando quantas máquinas dentro da mochila.”

Para o texto de Claudinha 1 from ciadefoto on Vimeo.

“Indegavelmente, o desafio de pensar o elo entre imagem, pensamento e tecnologia ganha, de fato, uma dimensão significativa na atualidade diante do caráter inovador de certos aparelhos tecnológicos. No entanto, o novo na mania fotográfica contemporânea não parece tratar apenas dos temas que escolhemos hoje para clicar.”

Para o texto de Claudinha 2 from ciadefoto on Vimeo.

Centro de la Imagen, México

Foto: Vinicius Assencio

Centro de la Imagen, México from Malu Teodoro on Vimeo.

Por Cia de Foto.

A Cia de Foto realizou um workshop no Centro de La Imagem, na Cidade do México. Atividade ligada e abertura da exposição Laberinto de Miradas, do curador Claudi Carreras. Entre os alunos, pessoas do México, Chile, Brasil, Equador, entre outros. Essa diversidade nos fez pensar que o próprio Centro é um ponto de encontro e referência para a fotografia mundial.

A idéia de que o Centro é feito pelas pessoas que lá passam: visitantes, professores, fotógrafos, etc.Iniciamos, então, uma reportagem fotográfica colaborativa sobre o próprio centro.

A turma realizou um vídeo que mostra frequentadores e funcionários que passaram por lá em um domingo e convida todos que já estiveram lá a mandarem fotografias do local para construir essa reportagem.

Se você esteve no Centro, pode participar mandando sua imagem para a comunidade do Facebook.

A terceira margem do tempo fotográfico…

Ensaio "manélud", Breno Rotatori

Quando recebi o convite do Alexandre Belém para “ocupar” o território virtual do 2º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo, bateu um sentimento duplo. A alegria pela oportunidade aberta, e a certeza de que a responsabilidade aumentou. Atuar no Fórum faz parte desse novo momento que vive a fotografia brasileira, onde os festivais de fotografia espalhados país afora, se tornaram a plataforma onde todas as questões relacionadas com a fotografia encontram espaço de trocas e formação de redes.

Coordenar um festival de fotografia – no nosso caso o FestFotoPoA – é antes de tudo, buscar caminhos que permitam que as teias dessa rede se encontrem e formem novas camadas. Camadas com “jeito de layers”, como seja, no alfabeto contemporâneo. É com esse pensamento de novas camadas, que abro esse primeiro post do Fórum Virtual, trazendo aqui, as propostas que jogamos para o público na edição 2010 do FestFotoPoA.

a terceira margem do tempo fotográfico… o território da fotografia…

Com esse tema, o FestFotoPoA 2010 – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre abriu suas mesas para uma reflexão que pretendeu debater as transformações promovidas pelas novas tecnologias no campo do fazer da fotografia e as mudanças causadas na geografia do território fotográfico. Paisagens que antes escapavam do senso comum e que hoje são trilhas abertas, embora conhecer o caminho não significa saber percorrê-lo. Sabemos que o tempo está na prática fotográfica desde o seu surgimento.

Além da necessária obediência ao cronômetro para obtenção dos melhores resultados no artesanato da imagem, na fotografia estabelece o manuseio de distintas temporalidades, e no contemporâneo amplia sua faixa de atuação e abre uma nova margem, atuando como elemento de uma nova sintaxe fotográfica. Ao pensar o tempo e não mais a geometria, como instrumento de sua criação, o artista do novo milênio se depara com ecos visuais que deixaram marcas em toda a história da representação catalogada pela humanidade.

Ao permitir que tempo e luz ocupem novos espaços de criação no território fotográfico, as novas tecnologias evidenciam o estado da arte na obra fotográfica e abrem uma terceira margem para novas experiências, que se estruturam mais pelo movimento do que pela geometria. No contemporâneo, a idéia de uma fotografia que congela o tempo é questionada pela proposta do tempo como experiência no presente. Ao exibir os trabalhos de Breno Rotatori, Cia de Foto e Denise Helfenstein, o FestFotoPoA 2010 partilhou com o público exemplos de uma nova margem criativa que tem em sua gênese a relação com o tempo repensada em possibilidades contemporâneas.

Na foto de família, a mais comum do alfabeto fotográfico, Breno Rotatori apresenta sutil e magistralmente toda a psiquê da história da fotografia, tudo envolto numa atmosfera tipicamente fotográfica: “a da alegria de ter seu retrato”. Em outro front mas na mesma direção, tirando partido do miss-san-cene do retrato, a Cia de Foto cria uma genial metáfora do tempo ao submeter o retratado a um ritual de alargamento do “tempo de espera do clic”, transformando o retratado no “avesso do avesso do fotograma” e contraditoriamente, fixando e “retratando” o movimento do retratado, movimento esse que em priscas eras da fotografia era evitado usando-se o artifício de cenários montados nos estúdios fotográficos para dar firmeza ao corpo e não resultar em uma “imagem tremida”. A provocação em relação a esse teatro do princípio fotográfico, possibilitada por novas tecnologias, nos joga para dentro do “tempo fotográfico” e nos deixa lá também aguardando algum clic que abra alguma porta.

Denise Helfenstein, nos proporciona o prazer de reviver sua experiência e nos aconchega em uma poltrona, com um fone de ouvido onde podemos ouvir o som ambiente do momento da captura de suas imagens através de pin-hole. Suas imagens desfilam diante de nossos olhos e com elas o tempo atravessa nossos ouvidos e nosso corações. Por alguns instantes, somos o próprio pin-hole. Esses três exemplos representam uma espécie de espinha dorsal da proposta visual do FestFotoPoA 2010. Mas teve muito mais e nos próximos posts vamos mostrar uma seleção de trabalhos que acreditamos vão em breve fazer parte de uma comunidade maior de fotografia contemporânea brasileira.

Por Carlos Carvalho.

retrato from breno rotatori on Vimeo.

longa exposição : hector babenco from ciadefoto on Vimeo.

Laberinto de Miradas no México

Foto: Sergi Cámara/Pandora
Foto: Garapa – Laberinto de Miradas em São Paulo

A exposição Laberinto de Miradas, do curador espanhol Claudi Carreras, está em cartaz no México, de 15 de julho a 05 de setembro. O projeto se divide em três exposições diferentes que retratam a fotografia documental da América Latina, Espanha e Portugal sob três temas distintos: “Identidades y fronteras”, “Fricciones y conflictos” e “Colectivos fotográficos”. A novidade é que, desta vez, as três mostras se apresentam juntas em um mesmo espaço, o Centro Cultural de Espanha, na Cidade do México.

Durante dois anos foram 24 exposições itnerando por 18 países da Ibero América, num total de 45.497 km percorridos. São Paulo também fez parte desta rota sediando, em 2008, o Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos e atualmente, ainda em cartaz no CCSP, a mostra E-Co. Os trabalhos apresentados agora se estão juntos no livro “Laberinto de Miradas” que reúne imagens de 76 fotógrafos e 16 coletivos.

Foto: Divulgação

Paralelamente à exposição e ao lançamento do livro no México, será realizada uma série de mesas redondas e workshops no Centro de La Imagen.

A Cia de Foto, coletivo fotográfico brasileiro que também faz parte do projeto, participa de uma mesa redonda com os “hermanos” do No Photo (ES), Mondaphoto (MX) e ministra uma oficina de “Fotojornalismo e edição”. A programação completa pode ser conferida no próprio site da instituição.

Abaixo, um vídeo do Claudi Carreras falando um pouco sobre o Laberinto de Miradas. O material foi produzido pela própria Cia de Foto na Guatemala, durante a itnerância de uma das mostras em 2009.

claudi carreras : laberinto de miradas from ciadefoto on Vimeo.