A fotografia desconstruída de Gordon Matta-Clark
Dentre as várias formas de diálogo que a fotografia estabelece com outras linguagens no âmbito da arte contemporânea, uma delas parece ser particularmente desconfortável: quando as experiências dos artistas resultam em obras efêmeras ou inacessíveis ao público. Nesse caso, recorre-se com frequência ao registro fotográfico para levá-las ao espaço expositivo. Essas imagens parecem explorar de modo insuficiente o potencial estético da fotografia.
O artigo de Amarí Peliowski observa que essa situação é recorrente na produção dos anos 60 e 70, e discute particularmente a presença da fotografia no trabalho de Gordon Matta-Clark (1943-1978).
Expoente novaiorquino dessa geração, filho do pintor chileno Roberto Matta, ficou conhecido por recortes e intervenções em edifícios em demolição, em diferentes cidades.
Se o registro não basta para caracterizar a fotografia como uma obra de arte, a pesquisadora nota no entanto que Matta-Clark chegou a explorar de modo crescente as possibilidades criativas desse meio. Das documentações iniciais às fotomontagens que passa a realizar, o artista constrói uma reflexão que questiona tanto o espaço articulado pela arquitetura quanto aquele construído na fotografia pelo código da perspectiva.
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Gordon Matta-Clark: desconstrucción de un espacio arquitectónico y fotográfico
Autor: Amarí Peliowski (Chile)
Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris, França
Artigo disponível na Revista Bifurcaciones n. 9, Julho/2009.
Neste momento, os trabalhos do artista podem ser vistos na retrospectiva Gordon Matta Clark: Deshacer el Espacio. A exposição permanece até 7 de novembro de 2010 no Museo de Arte de Lima (MALI), depois de ter passado por Santiago e São Paulo.
Fragmento:
La desestructuración del punto de vista clásico será abordada por Matta-Clark de diversas maneras en sus trabajos forográficos, a través de imágenes a las cuales constantemente se debe inquirir acerca de la posición del fotógrafo y de sus coordenadas espaciales, a fin de entender dónde está el suelo, el cielo y la cámera. La tentativa es la de reproducir la experiencia desestabilizante, dinámica y carente de coordenadas que las obras generan en su recorrido. Son fotografías que intentan trascender el encuadre singular con la inclusión de encuadres múltiples, tanto en el encuadre de la imagen fotográfica multiplicada en las fotografías compuestas (collage) , como en la insisténcia en retratar los encuadres de umbrales de puertas, ventanas, extracciones de nuros y agujeros, de sus trabajos escultóricos.
Festival Internacional de Fotografía de Valparaíso
Valparaíso é considerada uma das cidades mais fotogênicas do Chile e quem já foi não pode negar. Mas, ao que parece, agora é hora de mostrar o que esta cidade chilena vem produzindo como fotógrafa e não mais como modelo queridinha dos turistas.
Pois bem, aí vem vindo o Primer Festival Internacional de Fotografía de Valparaíso – FIFV 2010. De 25 de outubro a 01 de novembro a cidade será ocupada por novas propostas fotográficas a partir do espaço criativo e urbano portenho. De acordo com os organizadores, o FIFV 2010 é uma ação cultural de alcance internacional que visa a criação, difusão e divulgação das disciplinas ligadas à fotografia em todas as suas vertentes.
Nesta primeira edição acontecem workshops, exposições a céu aberto, projeções, fotomaratona, leituras de portfólio, produção de uma revista que dará suporte à difusão das obras e atividades relacionadas ao festival, além das chamadas “brigadas fotográficas”. Nestas, grupos de fotógrafos formarão pequenos coletivos para criar uma obra que será construída e exposta dentro do espaço público. Agora, o mais legal de tudo, são os workshops destinados à professores de escolas públicas da cidade. A ideia é passar conhecimento a 15 docentes de cinco escolas municipais que disseminarão o aprendizado aos estudantes dentro das salas de aula. Bacana, né?
Dentre as várias mãos que estão lapidando mais esta super ação, está o querido Luis Wenstein, figurinha carimbada na sessão “Residência” do Fórum Virtual e cheio de coisas bacanas pra falar. Abaixo um vídeo-convite de Rodrigo Gómez Rovira, um dos gestores da coisa toda. Vida longa ao FIFV!
Imágenes de La resistência
O projeto Imágenes de La Resistencia é uma viagem super interessante aos anos da ditadura militar chilena. São cerca de 3 mil fotografias em preto e branco feitas entre 1981 e 1991 pelo fotógrafo Juan Carlos Cárceres.
Com o respaldo financeiro da FONDART, DIBAM e o Archivo Nacional, as imagens desta época puderam ser digitalizadas, organizadas e dispostas na internet para que mais e mais pessoas pudessem ter um testemunho visual do que foi a transição da repressão para a democracia no Chile.
Divididas em três séries, as fotografias retratam os personagens políticos, os protestos populares e a repressão militar e policial. Juan Carlos Cárceres nasceu em Santiago e abandonou os estudos na Universidad Católica de Chile para fotografar os conflitos entre o regime militar e a sociedade chilena que começava a se rebelar contra a ditadura nos anos 80.
Um belo arquivo que merece ser visitado.
Revista Arte Al Límite
Com circulação nacional e internacional, a revista Arte Al Límite é editada no Chile. A publicação é impressa, mas tem também um site com pinceladas digitais do que está no papel. São inúmeras fotografias, desenhos, entrevistas, reportagens, tendências, destaques e atualidades que envolvem o vasto mundo das artes.
Na página da web, ainda estão disponíveis listas com algumas galerias importantes, um catálogo de artistas recomendados, agenda com atividades culturais para gregos e troianos e notícias mil sobre todas as sete artes.
Se gostar muito e não se contentar com a versão “internética”, pode assinar a revista e receber direto na sua casa mesmo se você não está no Chile, existem também assinaturas internacionais!
Sachiyo Nishimura
Como é sério pensarmos que sempre o que vemos é representação. Quando algo sugere uma relação de reconhecimento, o conforto visual é imediato. No entanto, quando a simplicidade do objeto fotografado é a protagonista da criação, passamos a questionar o que pode vir a impressionar. Há trabalhos nos quais a apresentação final discorre com mais contundência do que o próprio registro fotográfico. Bom, mas por que nos inquietamos com fios e mais fios que convergem no ensaio da fotógrafa chilena Sachiyo Nishimura?
Se a fotografia não é apenas o fim, mas o meio para decompor-se e criar novas paisagens, cabe à percepção deixar emaranhar-se na profusão dos “mosaicos” deste motivo fotográfico tão inanimado. Observar as soluções que determinada obra dispõe para transmitir sua póetica e fruição, é mais um esboço do exercício de compreensão diante da imagem.
O húngaro Lászlo Moholy Nagy (1895-1946) costumava fazer de sua criação um campo minado de insinuações e montagens. Percebia que a vida representada poderia fazer parábolas mais instigantes do que a provável condição de realismo. De outra maneira, mas nesse mesmo eixo de intenção, Nishimura aborda a paisagem com fotomontagens e formalmente na montagem expositiva da imagem. Com prolongamentos, junções, detalhes e ampliações quase matemáticas, o espaço reinventado surpreende pela escala e domesticação da composição. Descontrói para desconstruir ainda mais.
Para Sachiyo Nishimura, seu ensaio explicita “paisajes que, a pesar de ocupar grandes extensiones espaciales, se han vuelto casi imperceptibles en el contexto cotidiano, reconocibles pero no identificables, ocupando un lugar insignificante en la memoria. Como artista, intento reactivar la apariencia pasiva de estos paisajes por medio del fotomontaje, re-presentándolos con una identidad más retenible, más recordable”.
O requinte dessas visões passa a ser a emboscada para o tal reconhecimento da realidade do nosso entorno. Ao simular novas perspectivas espaciais, o trabalho vai além dos conceitos sobre a urbes inerentes às imagens. Inevitável não pensarmos em como os sentidos da fotografia podem burlar a própria técnica da câmera e encontrar na expansão física dessa imagem como propulsora de uma outra técnica: a da ilusão plástica. Nisso, o experimento pós tomada, é também o que torna a fotografia tão sedutora e imbricada. Que venham os fios e seus horizontes. Eles nos levam a algum lugar, de alguma maneira.
Fiesta de fotógrafos
En setiembre de 2009 Roxana Moyano, Directora del Centro Cultural Simón I. Patiño, nos convocaba en Santa Cruz de la Sierra a un grupo de fotógrafos sudamericanos. Se echaba a andar nuestro proyecto editorial, Sueño de la razón:
Una perspectiva de trabajo sobre la fotografía inserta en la cultura de nuestras comarcas; una búsqueda en la fotografía, como un componente simbólico en nuestra sociedad de masas, y también en la especificidad técnica de sus operadores. Primera pregunta, ¿para qué hacer fotos? ¿sirven para algo? Cuando Cia de Foto le preguntó a Claudia Linhares si acaso pensaba que la fotografía transformaba, contestó apasionada “vai dizer que nunca sentiu uma fotografía desviar seu caminho?”.
Asi y todo, respecto de los programas de los ’60 y ’70 hemos pasado de pretender rebelar a intentar revelar las masas. ¿Tiene relación el oficio del fotógrafo con despertar algo en el espectador? Si no es así, ¿para qué molestarse en hacer festivales, meses, foros,… de fotografía?
Somos varios los que sospechamos de las capacidades de este medio, que más que un medio es como tres cuartos (parafraseando a Cortázar). Por un lado imágenes que tienen un fuerte impacto emocional; por el otro un mensaje equívoco, descontextualizado. Cada foto es como una cabeza cortada de su cuerpo que avanzara rodando y gritando palabras en cada salto: Dice cosas, muchas, pero quién sabe qué significan exactamente o en qué dirección rueda.
Tal vez este oficio tiene que ver con domar esas cabezas rodantes, llevar un rebaño de imágenes hacia un lugar, like a complete unknown/ like a rolling stone.
Con todo, asi como en las fotos no hay muchas certezas en el lenguaje y su gramática, sí hay cifras duras que hablan del interés por ver fotografías. Los museos en Chile, por ejemplo, se evaluan por su desempeño. Se considera, entre muchos indicadores, el público visitante. El punto es que los directores solicitan a la subdirección nacional que les envíe exposiciones de fotografías, pues es una disciplina que atrae multitudes…
Por eso, los festivales, meses, semanas o foros de la fotografía son como grandes fiestas, con mucha gente movilizada por la actividad cultural propuesta.
Este año, a pesar de lamentar la ausencia de FotoAmérica, tendremos varias posibilidades de participar en Chile de fiestas de este tipo. El 27 de febrero, un terremoto que desplazó el eje de la Tierra, remeció la zona de Concepción. Muchos fotógrafos llegaron a reportear el área, los medios nos saturaron de estas imágenes. Me quedo con algunas como el notable trabajo de Nicolás Sáez: fotografías de interiores devastados, con una línea natural, producida por el nivel del tsunami. Sobre esta marca, el decorado anterior del lugar; abajo el caos de la destrucción. Fotografías sutiles y potentes. Para agosto el “día Nacional de la fotografía” se celebra en esa ciudad, gracias al empuje de fotógrafos locales como Fernando Melo. En setiembre está la feria Ch.A.Co en Santiago – Arte contemporáneo con gran presencia de la fotografía – y en octubre, justo al terminar el forum de Sao Paulo, damos inicio al Festival Internacional de Fotografía de Valparaíso.
En la ciudad donde recaló la fragata L’Orientale comenzó la fotogafía chilena. No pediremos que la gente acuda a las galerías: la montaña irá a Mahoma. Estamos conformando “brigadas de acción fotográfica” para pegar en el centro histórico del puerto varios trabajos fotográficos, todos ellos concebidos especialmente para este evento de intervención urbana. Tendremos brigadas internacionales, de estudiantes, aficionados y fotógrafos profesionales, todos voluntarios, soñando y razonando para remover la cara de la ciudad y sacudir a sus habitantes con estas imágenes montadas en las calles. Están invitados a participar, es gratis y abierto a iniciativas.
Para terminar, la versión brasilera de Joe Vasconcelos para un hit del Pacífico que los entusiasme a venir:
Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
El oficio del fotógrafo #2
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
(Sólo para gozadores profesionales), ¿qué vió Newton Mendonça en ese retrato en 6×6? ¿cómo se le reveló la enorme ingratidao? El retrato, definido en forma amplísima como “fotografía de personas”, estoy seguro que representa más del 90 % de las fotografías realizadas. Basta sumar las cédulas de identidad, matrimonios, sociales y bautizos para hacerse una idea de la cantidad producida. Pero ¿son retratos fotográficos equivalentes la foto de Darwin por Julia M. Cameron y la imagen del pasaporte de don Charles ?¿o el del astrónomo Herschel? ¿estos retratos “funcionales” (pasaportes, anuarios escolares, páginas sociales,…) son imágenes donde puede hablarse también del fotógrafo como autor?
Caí sobre un libro muy entretenido del historiador Manuel Vicuña, la “Historia del espiritismo en Chile”, una perspectiva que presenta al movimiento espiritista como una estrategia femenina, para acceder a un espacio de poder en una época aún más machista que la actual. En la bibliografía se reseña la exposición alucinante, en el sentido literal, que se presentó en Europa y USA.
The Perfect Medium: Photography and the Occult. Es un tipo de construcción de imagen que hoy muestra todas sus costuras, pero igual apunta a una idea no superada en el fondo. Tengo recuerdo de muchos textos que refieren cómo se lee el “alma” del retratado en su imagen fotográfica, por de pronto Barthes en su cámara lucida persigue a su mamá en los retratos. O bien fotógrafos que al retratar están “esperando que lo inesperado y misterioso aparezca como un relámpago en el brillo de sus ojos.”
http://luispoirot.blogspot.com/2006_09_01_archive.html … La metafísica colándose entre pixeles y átomos de plata metálica en las palabras de algunos fotógrafos…
Otros artistas, como Novalis en sus escritos y Gonzalo Diaz en sus obras, dudan de la capacidad del hombre de percibir más que “cosas”, “objetos”. Me tocó la suerte de exponer en el Museo de Arte Contemporáneo de Santiago al mismo tiempo que Díaz presentaba su “Tratado del entendimiento humano”. Varias veces fui a ver la muestra (confieso que casi siempre estaba yo solo en mi sala,…) pero desde el balcón podía ver la instalación con el texto: “WIR SUCHEN ÜBERALL DAS UNBEDINGTE UND FINDEN IMMER NUR DINGE”. En traducción del filósofo Pablo Oyarzún significa: “BUSCAMOS POR DOQUIER LO INCONDICIONADO Y ENCONTRAMOS SIEMPRE SOLO COSAS”.
Me acordé de lo que me costó encontrar fotos para los encargos del Informe de Desarrollo Humano del PNUD. Un problema de fotógrafo: ¿Qué foto proponer para capítulos tipo “Cultura”? ó ¿”El chileno solidario”? ó ¿” aceptación del conflicto”?… finalmente sólo fotografiamos “cosas”, es lo único que refleja luz, pero queremos referirnos a conceptos con nuestras imágenes. ¿soporta un concepto un plano de papel blanco impreso con puntitos negros? Porque, vista con lupa, una página de revista es sólo eso, manchitas de tinta sobre un soporte claro. A propósito ¿no es curioso que a los niños se los haga trabajar con puntitos de colores en el colegio, pero se les prohiba ver revistas porno, que finalmente no son sino puntitos de tinta de colores? Pero claro, el tamaño importa, tanto para calificar a los que leen como para agrupar los puntitos en formas distinguibles. Sin embargo, el problema de fondo sigue siendo el mismo, esto es, ¿qué vemos al mirar una foto?
A través de este mismo blog se pueden enviar propuestas para la edición #4 de “Sueño de la razón” sobre Profissao fotografo. Buscamos trabajos que apunten al oficio del fotógrafo, que investiguen sobre el quehacer de los que nos dedicamos a esto.
Volviendo al inicio tengo una pregunta ¿se puede fotografiar la música? Hasta aquí conozco fotos de músicos y de gente bailando o escuchando música, vale decir, más bien caen en la categoría de retratos, pero fotografiar la música misma…, o el sonido, eso es otra cosa.
Por Luis Weinstein/Sueño de la Razón.
Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.
Sobre encargos y desapariciones
A necessidade de conhecer a história da fotografia – seja de qual país for – reflete-se no esforço de “domesticar” a linha do tempo e todos os seus fatos, artifícios estéticos e soluções causais do suporte fotográfico diante da sociedade e seus aspectos de produção, ideologia e recepção. Contar a história diacrônica da fotografia é como lidar com as contingências e problematizações de uma época e seus usos da linguagem fotográfica.
Sobre Encargos y Desapariciones – Breve panorama de la Historia de la Fotografía chilena, texto de Andrea Jösch e José Pablo Concha, originalmente publicado no livro Fotografía Chilena Contemporánea 01 (Consejo Nacional de la Cultura y las Artes: Chile, 2009) traz a síntese da inserção da fotografia desde a aplicação do registro como investigação etnográfica, da fotografia enquanto testemunho de mudanças urbanas e de progresso, até a forte relação da fotografia com a realidade política chilena.
O texto introduz nomes relevantes da fotografia chilena e as especificidades críticas e reflexivas por décadas, equalizando assim tendências, movimentos e estratégias conceituais que nos ajudam a entender os fatos históricos da fotografia e seu contexto contemporâneo. “La fotografía documental cazada o apropiada reivindica, en este periodo histórico, la importancia crítica para la sociedad del autor, del artista; la fotografía, sino la imagen de un sistema político”, explica os autores.
Aos poucos a difusão da pesquisa passa a ser fonte de discussão e compreensão.
PDF do texto: Sobre encargos y desapariciones
Fotografia Mapuche
Mais do que uma representação etnográfica ou um registro documental, a fotografia Mapuche revela o início da construção de uma estética cultural protagonizada por alguns fotógrafos do século XIX e começo do XX. Para entender mais sobre o assunto e divulgar a importância deste imaginário iconográfico, a Pontificia Universidad Católica de Chile desenvolveu um site que reúne alguns resultados das pesquisas em torno do tema “La fotografía Mapuche como configurador de la identidad étnica”.
Os mapuches são um povo indígena da região centro-sul do Chile e sudoeste da Argentina. Após anos de resistência ao domínio espanhol, conseguiram autonomia territorial reconhecida pela coroa deste país. Décadas depois, foram invadidos pelos estados chileno e argentino que estabeleceram uma série de “reduções” (Chile) e “reservas” (Argentina) onde muitos foram confinados. As populações mapuches do século XXI são geralmente urbanas, mas mantém vínculos com suas comunidades de origem e subsistem em suas reivindicações por território e reconhecimento de suas especificidades culturais.
Além de uma galeria com imagens compiladas de arquivos nacionais e internacionais, o site apresenta os três fotógrafos “fundadores” da estética mapuche: Christian Valck (DE), Gustavo Milet (CL) e Obder Heffer (CA). Também é possível percorrer as técnicas fotográficas empregadas naquela época, os tipos de equipamento usados e os recursos dramáticos, as poses e montagens empregados na construção desse imaginário. Vale o passeio!
Lima Photo 2010
Um encontro super bacana e bem parecido com o nosso SP-Arte acontece em Lima, no Peru, entre os dias 10 e 15 deste mês. O Lima Photo 2010 é a primeira feira internacional de galerias de arte especializadas em fotografia neste país.
São cerca de 21 galerias da Argentina, Chile, Peru e Uruguai reunidas no Centro de la Imagen. Além dos espaços expositivos, a feira oferece uma grade interessante de conferências cujas temáticas abordam o colecionismo, venda de fotografias e edição de livros.
Também acontece, no dia 13, uma homenagem ao fotógrafo Martín Chambi com mesa redonda sobre seu trabalho, discussões em torno do imenso arquivo por ele deixado e a fotografia histórica no sul andino, na qual Chambi teve importante participação. Alguém me dá uma carona?





































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