Entrevista – Alec Soth
Sentados na primeira fila do auditório, Martin Parr e Alec Soth passariam despercebidos em qualquer aeroporto brasileiro. Sim, aeroporto, pois do alto de mais de 1,80m, pele extremamente branca, mas vermelhamente queimada de um sol desconhecido para um nativo da Inglaterra e usando papetes pretas, Martin é o gringo por excelência. Já Alec tem um aspecto um pouco mais conhecido, moreno, barba não tão comprida, mascando chiclete insistentemente até pouco antes do início da mesa, vestindo calças escuras, camisa pólo idem e um boné possivelmente de um time de beisebol… Ou seja, para um olhar um pouco mais apurado, ele deve ser gringo.
Assim que estão em cima do palco, Martin e Alec começam a mostrar suas identidades. Com um forte sotaque e um humor inglês característico, Martin inicia a entrevista da mesa aberta pontualmente às 17h30 e logo lança a brincadeira de que Alec é o cara: “Alec is hot”. Dando espaço para segundas intenções da platéia que ri e Alec gosta, pedindo a Martin que fale mais sobre ele ser quente. Falando em temperatura, o ar-condicionado nesta mesa de sexta-feira está um pouco mais forte, provavelmente para tornar o ambiente mais ameno, já que todas as cadeiras estão ocupadas, inclusive o mezanino do local. Para a plateia, calientes ou não, esta é a palestra dos caras.
Enquanto Alec começa a mostrar seu trabalho e sua trajetória como fotógrafo, Martin permanece com a expressão imóvel olhando fixamente para as imagens, como se nunca as tivesse visto. Ambos com as pernas cruzadas e recostados às cadeiras começam a conversa, sim, conversa, pois Alec dirige suas respostas diretamente a Martin, dando total atenção ao “colega” como o mesmo havia feito minutos antes com ele. E Alec responde a todas as perguntas sem hesitar, fala inclusive da questão do uso de equipamentos profissionais e do significado que a fotografia tem em sua vida. “A fotografia é secundária, me interesso cada vez mais em comunicar aquela ideia de movimento”. E Martin e a plateia acompanham pelo projetor o caminho que a fotografia de Alec vem trilhando, desde o Rio Mississipi, seguindo por Nova York, na sede da Magnum, parando no New York Times, passando pela viagem à Colômbia para adoção da filha e todos os desdobramentos que esta experiência trouxe e tem trazido.
Com o projetor já desligado e após mais algumas perguntas, agora da plateia, Alec finaliza sua fala e segue com sua fotografia, mesmo que nas palavras dele, secundária.
O fotógrafo inglês é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Garapa entrevista Soth
Na obra de Alec Soth, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Workshop – Alec Soth
Desta vez a língua falada não é o “portunhol selvagem”, é o inglês mesmo.
No segundo andar da Casa das Rosas está o americano Alec Soth, seu computador, e uma mesa cheia de livros de diversos autores, inclusive dele, é claro! Ao seu redor, de ouvidos em pé, estão fotógrafos já “gente grande”, conhecidos do público e com trabalhos já bem sólidos. O que todo mundo veio aprender, afinal, foi dar vazão aos seus projetos, transformá-los em livros.
E parece que disso o cara entende bem. Várias referências como Paul Graham, Nan Goldin e Raymond Meeks, passam pelo telão. Os livros na mesa rodam de lá pra cá, as perguntas começam a sair e pequenos focos de discussão sobre o tema aparecem. A língua estrangeira não parece ser problema, duas tradutoras de plantão tratam de repassar tudo aos que não acompanham o inglês.
Soth também colabora à sua maneira: com gráficos cheios de bolinhas, linhas, cores e poucas palavras, o gringo se faz entender quase que como uma fotografia.
Leia aqui entrevista de Soth para o Fórum Virtual.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Alec Soth
Entrevista com Alec Soth realizada por Yasmina Reggad.
Soth estará no Fórum Latino em Entrevistas e ministrando um workshop.
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A sala de recepção da mente
Frequentemente, tenho conversas secretas com artistas. Outras vezes, monólogos.
Aqui se trata de um diálogo metafórico que acontece com o artista polifônico Alec Soth cuja obra inspirou algumas “idéias que abriram caminho, e são sugeridas à mente, por todos os meios da sensação e da reflexão” (J. Locke).
Heterônimos
Yasmina Reggad:
O espaço entre nós
Yasmina Reggad:
Flâneur
Yasmina Reggad:
Yasmina Reggad:
Geração da perda
Yasmina Reggad:
“Algumas coisas eu encontrei para ser verdadeiro. Se você deixar de fora coisas importantes ou eventos que você conhece, a história é reforçada. Se você deixar ou ignorar alguma coisa, porque você não conhece, a história vai ser inútil. O teste para qualquer história é quanto boas são as coisas que você, não seus editores, omita.” E. Hemingway in The Art Of the Short Story.
Para ver o ensaio “Ash Wednesday, New Orleans”
Yasmina Reggad:
“Se um escritor de prosa sabe o bastante sobre o assunto do qual está falando, ele pode omitir coisas que sabe e o leitor, se o escritor está escrevendo com verdade suficiente, terá uma sensação mais forte do que se o escritor declarasse tais coisas. A dignidade do movimento do iceberg é devida ao fato de apenas um oitavo de seu volume estar acima da água. Um escritor que omite coisas porque não as conhece apenas cria lugares vazios na sua escrita.” E. Hemingway in Death in the Afternoon.
Educação sentimental ou a enamorada invisível
Yasmina Reggad:
Menos de seis semanas antes de sua morte, Fernando Pessoa escreveu o seguinte poema com um dos seus heterônimos, Álvaro de Campos.
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Au Revoir, Sticky
By Lester B. Morrison
The next time
my imaginary mistress
demands a love poem,
I’m going to untangle the lines from my gills and
plunge the hook into her sweet
exfoliated cheek -
A Post-It from the Son of Sam:
“I’m not a wemon hater,
but a monster..”
The next time she whispers,
Sing a love song from your cell,
I won’t wail like a lonely tranny.
I’ll kiss off to Caucasus,
drink butter and moonshine
till the kidnapped maiden cries,
“me hoot, it hurts, sonny boy.”
This is my music,
Sweet sticky,
This is the song for my no-see-ums,
The chubby behemoth is pushing off,
Mr. Bones bids farewell,
Bon nuit
and sweet dreams.
Amores perros
Yasmina Reggad:
Caça ao tesouro
Yasmina Reggad:

© Félicie Haymoz, 2010 – Commissioned by Yasmina Reggad for http://thedignityofmovemenoftheiceberg.wordpress.com
Musée imaginaire
Yasmina Reggad:
Isso é o meu sonho. Uma casa-árvore. Uma corda. Uma gruta. Eu a chamo Lost Boy Mountain. Durmo na casa-árvore. Trabalho na gruta – o meu museu subsolo. Para meus olhos apenas. Tudo esta conectado. Assim eu a imagino:
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Workshops e leituras de portfólio no Fórum
Quem anda ligado Fórum Virtual já percebeu que, de uns tempos pra cá, nosso menu ganhou um item bem especial e esperado por muitos, o “Inscrições”.
Até 5 de setembro toda e qualquer pessoa pode tentar uma vaguinha nas oficinas e leituras de portfólio que irão rolar entre os dias 20 e 24 de outubro no Itaú Cultural e na Casa das Rosas, em São Paulo.
Tem muita coisa e gente boa para aproveitar: Alec Soth, Claudi Carreras, Juan Antonio Molina, Luis González Palma, Roberto Huarcaya, Joan Fontcuberta, Pablo Corral Veja, Ramón Reverté, Diógenes Moura e vários outros nomes super interessantes da fotografia.
O melhor de tudo é que os interessados não gastam um tostão para participar, todas as oficinas e leituras são gratuitas.
As inscrições acontecem unicamente no Fórum Virtual e o edital completo pode ser lido aqui.
Nos vemos por lá!
Graduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), em cinema pelo Instituto Italiano de Cultura de Lima, e em fotografia pelo Centro del Video y la Imagen, de Madri, Huarcaya é diretor do Centro de la Imagen, em Lima, entidade da qual foi fundador. Já participou de eventos como PhotoEspaña (Espanha), Recontres d’Arles (França), Fotoamerica (Chile) e Photofest (Houston), de exposições importantes como as bienais de Havana e de Veneza, e realizou dez exposições individuais. Parte de seu trabalho pode ser vista em www.robertohuarcaya.com.
Criou, em 2004, a editora RM Verlag, responsável pela edição de mais de 150 livros relacionados às artes visuais. Entre os mais destacados em fotografia estão edições como Helmut Newton – Autobiografía, Polaroids, Manuel Alvarez Bravo, escrito por Collette Álvarez Urbajte, e Khalo – Sus Fotos, com fotografias feitas pela pintora mexicana. Dedicando-se ao mercado editorial há décadas, Ramón Reverté também é responsável no México pela editora Reverté, em atuação há mais de 60 anos. Catalão de Barcelona, vive desde 1998 no México, após ter morado nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina.
Fotógrafo, é autor de, entre outros livros, Il Silenzio dei Maya (Pelliti Associati, Photo & Co, Verona, 1998), uma compilação de retratos teatralizados de nativos maias, trabalho que lhe assegurou reconhecimento internacional. Suas mostras percorreram países como Austrália, Inglaterra, México, Itália, Estados Unidos e França. Em 1996, participou da 23a Bienal de Arte de São Paulo. Nascido na Guatemala, vive na Argentina. Seu trabalho, contudo, percorre suas raízes, como afirmou o crítico e escritor Santiago B. Olmo ao dizer que González Palma modelou seu olhar através daquele de seus personagens, dividindo com eles consciência e sensibilidade baseadas no silêncio e na dor, tidos como lugares de confluência de histórias pessoais com a cultura de exclusão que tem caracterizado a Guatemala.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Catalão de Barcelona, é um caso raro na fotografia internacional. Fotógrafo criativo, é também um pensador sem limites, que vem se destacando desde os anos 1970, quando se formou na Universidad Autónoma de Barcelona, onde foi professor na Facultad de Bellas Artes. Daí para a frente, percorreu escolas importantes, como a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Fundador da revista Photovision, uma das mais marcantes na história contemporânea, é autor de vários livros, como El Beso de Judas (Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 1997), no qual propõe que o mundo real foi substituído por um fictício, onde só existem aparências, e discute a chamada realidade da imagem fotográfica. Em Zonas de Penumbra (Actar, Madri, 2000), o fotógrafo discute a crítica fotográfica em meio à produção da arte contemporânea e percorre outras investigações. Pensamentos indo ao encontro de uma inquietação íntima e suas reverberações na imagética internacional.
Escritor, jornalista e roteirista, notabiliza-se pelo pensamento crítico fotográfico e artístico, exposto em textos sobre obras de grandes fotógrafos – fluxo de seu trabalho como curador na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi premiado em três edições pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e recebeu, em 2009, o prêmio de Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite. Autor de livros de ficção e poesia, entre eles Drão de Roma – Dezembro Caiu (Editora Diógenes de Moura, 2006), foi curador de mostras como A Procura de um Olhar, Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil (2009) e Fotografia como Memória, German Lorca. É também curador do festival A Gosto da Fotografia, em Salvador, que integra a Rede de Festivales y Encuentro de la Fotografía Latinoamericana.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.






































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