Mesas de debate
Ponto central do evento é o espaço para o debate do tema do Fórum – Fora de Casa, Fora do Eixo, Exílios e Migrações na Fotografia – e de questões da fotografia latino-americana e mundial.
Apresentadores: Luis Weinstein (Chile) e Iatã Cannabrava (Brasil)
outubro 2010
quinta 21 20h às 22h
mesa Fora de casa
Curadores, pesquisadores e pensadores que atuam ou atuaram fora de seus países de origem discutem as mudanças de percepção ao trasladar o olhar para o estrangeiro. As reflexões abordam o papel do exílio e da migração no processo de criação.
moderador
Eder Chiodetto (Brasil) é jornalista e curador independente.
debatedores
Cecilia Fajardo-Hill (Venezuela) é curadora do Museum of Latin American Art (Molaa), nos Estados Unidos.
Juan Antonio Molina (Cuba) é crítico de arte e curador independente. Atualmente vive no México.
Rubens Fernandes Junior (Brasil) é professor e diretor da Faculdade de Comunicação da Faap, São Paulo, jornalista, pesquisador e curador de fotografia.
sexta 22 20h às 22h
mesa Como nos vemos e como somos vistos – a diluição da identidade nacional
Na busca por encontrar uma identidade na fotografia latino-americana, nos esquecemos de buscar várias. Não temos apenas uma identidade, temos todas. Nessa discussão, três curadores, de origens e estilos diversos, apresentam uma visão da fotografia dita latino-americana, polemizando sobre a real necessidade dessa nomenclatura.
moderador
Milton Guran (Brasil) é antropólogo, curador e diretor do Festival Internacional de Fotografia Foto Rio.
debatedores
Alfonso Morales Carrillo (México) é diretor da revista Luna Córnea, curador e pesquisador.
Claudi Carreras (Espanha) é fotógrafo, curador, pesquisador e professor.
Rodrigo Alonso (Argentina) é teórico em arte e tecnologia, professor e curador independente.
sábado 23 15h às 16h30
apresentação Revista Sueño de la Razón
A Sueño de la Razón, de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), é editada em sistema de rede por nove editores de sete países sul-americanos. O projeto foi gerado no 1º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, em 2007. Os editores produzirão o quarto número da revista durante esta edição.
apresentadores
Andrea Josch Krotki (Chile) é fotógrafa e diretora da Escola de Artes Visuais e Fotografia da Uniacc e da Sociedade Chilena de Fotografia, ambas em Santiago.
Fredi Casco (Paraguai) é coordenador editorial do El Ojo Salvaje – Mês da Fotografia no Paraguai, artista visual, escritor e editor.
Luis Weinstein (Chile) é fotógrafo e gestor cultural.
editores convidados
Daniel Sosa (Uruguai) é coordenador do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu (CMDF).
Pablo Corral Vega (Equador) é fotógrafo e fundador do site Nuestra Mirada.
Pio Figueroa (Brasil) é fotógrafo, integrante do coletivo Cia de Foto e cocurador da exposição Histórias de Mapas, Piratas e Tesouros, que integra o 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
sábado 23 17h30 às 19h
apresentação Projeto Fotolivro Latino-Americano
Os fotolivros podem ser considerados o objeto de desejo número 1 dos fotógrafos. Frutos de um trabalho em equipe, os livros de “autor” na fotografia propõem conjuntos que podem ser lidos e interpretados de diferentes maneiras. A partir dos contatos realizados durante o 1º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, em 2007, e após mais de dois anos de pesquisa, é apresentado o projeto Fotolivro Latino-Americano, cujo lançamento está previsto para 2011.
expositor
Horacio Fernandez (Espanha) é professor-titular de história da fotografía da Faculdade de Belas Artes de Cuenca, Espanha, e curador.
comentaristas
Cassiano Elek Machado (Brasil) é diretor editorial da Cosac Naify.
Lesley A. Martin (Estados Unidos) é diretora da Aperture Foundation.
Martin Parr (Inglaterra) é fotógrafo, curador e professor. Pesquisa e coleciona fotolivros.
Marcelo Brodsky (Argentina) é fotógrafo.
Ramón Reverté (México) é diretor da Editorial Reverté.
sábado 23 20h às 22h
mesa Fora do eixo – as novas plataformas
As fronteiras entre o audiovisual e a fotografia desapareceram. Longas-metragens são feitos em câmera fotográfica; videoclipes, em stop motion; slide shows e ferramentas multimídia em geral dominam a internet; cidadãos de todo o mundo fazem a cobertura jornalística de fatos em tempo real; e artistas plásticos e fotógrafos titubeiam entre se autoproclamar dessa forma ou como fotógrafos artistas. Do estático ao movimento, há uma revolução no fazer fotográfico ou esta é uma história antiga?
moderador
Ronaldo Entler (Brasil) é jornalista e professor da Faap, São Paulo. Doutorou-se em artes pela ECA/USP.
debatedores
Eduardo Brandão (Brasil) é diretor da Galeria Vermelho, São Paulo, e cocurador da exposição Histórias de Mapas, Piratas e Tesouros, que integra o 2º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo.
Giselle Beiguelman (Brasil) é artista, curadora e professora da pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC/SP.
Jorge Villacorta (Peru) é crítico de arte e curador independente.
domingo 24 17h30 às 19h
painel Divagações sobre o futuro
As novas tecnologias, a velocidade com que trafegam as informações, a multiplicação do acesso a elas, a produção desse bem para camadas sociais antes alijadas disso, e o volume de imagens criadas e veiculadas diariamente nos levam a questionar o futuro da imagem.
moderador
Iatã Cannabrava (Brasil) é fotógrafo, produtor cultural e curador do 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
debatedores
Joan Fontcuberta (Espanha) é artista visual, professor, crítico, curador e historiador.
Maria Iovino (Colômbia) é critica e curadora independente.
Mauricio Lissovsky (Brasil) é professor da UFRJ, pesquisador, historiador e roteirista.
Sala Itaú Cultural | 200 lugares
Curador especializado em arte contemporânea e novas mídias, Alonso investiga a fusão da arte com a tecnologia aplicada na América Latina, tema de livros seus, como Prácticas Fotográficas Contemporáneas desde América Latina (2008) e Prácticas Curatoriales para las Artes Tecnológicas – Calibrando/Diseñando Contextos (2009). Curador da mostra Tales of Resistance and Change, ocorrida em 2010 em Frankfurt, na Alemanha, Alonso acredita na capacidade da fotografia de criar imagens que ofereçam novas perspectivas para identificação de nosso universo visível.
Mestre em multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), é professor e coordenador de pós-graduação da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Atua como professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Unicamp. Trabalhou como fotojornalista entre 1987 e 1991, período em que participou de diversas exposições fotográficas. Foi também diretor artístico da área de fotografia da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos. Com Rubens Fernandes Junior, fundou o blog Icônica, um dos principais centros de reflexão da fotografia do país.
Fotógrafo e curador, estudou fotografia no Brooks Institute of Photography, em Santa Barbara, na Califórnia. Foi editor de fotografia da Revista da Folha e deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo. É sócio-proprietário da Galeria Vermelho. Atuou como curador nas mostras Iconógrafos (1991) e Imagética (2003). É cocurador das exposições do 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
Mestre em comunicação e artes pela Universidade de São Paulo, é fotógrafo e curador independente. Foi editor de fotografia do jornal Folha de S. Paulo, em que também atuou como crítico de fotografia. Curador de mostras referenciais, a exemplo de Bressonianas (2009) e A invenção de um mundo (2009), também atuou como cocurador das exposições Henri Cartier-Bresson Fotógrafo (2009) e Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer (2009). É autor do livro O lugar do Escritor (Cosac Naify, 2003) e organizador da coleção Fotoportátil (Cosac Naify). Também atua como curador do Clube de Fotografia do Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo.
Diretor da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, é doutor em comunicação e semiótica e atua como professor. Participa do Conselho Curador da Coleção Pirelli, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde já trabalhou como curador de fotografia. Organizou, entre outros, os livros dos fotógrafos Geraldo de Barros, Otto Stupakoff e Thomaz Farkas, todos publicados pela editora Cosac Naify. Recebeu o prêmio de Melhor Curadoria da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo seu trabalho como curador da mostra de fotografias de Geraldo de Barros, (As)simetrias, (2006).
Criou, em 2004, a editora RM Verlag, responsável pela edição de mais de 150 livros relacionados às artes visuais. Entre os mais destacados em fotografia estão edições como Helmut Newton – Autobiografía, Polaroids, Manuel Alvarez Bravo, escrito por Collette Álvarez Urbajte, e Khalo – Sus Fotos, com fotografias feitas pela pintora mexicana. Dedicando-se ao mercado editorial há décadas, Ramón Reverté também é responsável no México pela editora Reverté, em atuação há mais de 60 anos. Catalão de Barcelona, vive desde 1998 no México, após ter morado nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina.
Fotógrafo colaborador de revistas como National Geographic, Smithsonian, Traveller e The New York Times Sunday, seu portfólio visita países a exemplo do Brasil, da Austrália, do Camboja e da Romênia, entre tantos outros. Corral Vega é o fundador do site Nuestra Mirada (www.nuestramirada.org), rede que concentra centenas de fotojornalistas da América Latina e já expôs em Perpignan, Tóquio, Sevilha, Washington e Quito, entre outras cidades. Em um depoimento, o escritor peruano Mario Vargas Llosa disse que, nas imagens feitas por Corral Veja, identificam-se sempre a esperança, a afirmação pela vida e um desejo de sobreviver mesmo diante das piores adversidades.
Fotógrafo e antropólogo, é realizador e coordenador geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. Em 2006, fez parte do Comitê internacional do Mois de la Photo, em Paris. Cocurador, juntamente com Jean-Luc Monterosso, da participação brasileira no Photoquai (Musée du Quai Branly, 2007) e curador convidado da Maison Européenne de la Photographie – MEP (Paris) para exposição do Mois de la Photo (2010), Guran é também membro da diretoria executiva da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil. Mestre em comunicação social pela Universidade de Brasília – UnB, é pesquisador do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense.
É historiador, roteirista e professor de roteiros para cinema e teoria visual da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), onde também desenvolve pesquisa em tecnologia da comunicação e estética. Dedica-se ao estudo das relações entre imagem e história, sobretudo na imagem fotográfica. Entre seus trabalhos mais importantes está Escravos Brasileiros do Século XIX na Fotografia de Christiano Jr. (Editora Ex-Libris Ltda., São Paulo), escrito em parceria com Paulo Azevedo, sobre a maior e mais antiga coleção de fotografias de escravos no Brasil. Seu livro Retratos Modernos (Editora Arquivo Nacional, Rio de Janeiro), sobre o arquivo oitocentista do Arquivo Nacional, constitui uma importante obra para o entendimento da fotografia brasileira.
O fotógrafo inglês é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Foi a responsável por desenvolver o curso de artes visuais da Pontifícia Universidade Javeriana (em Bogotá), onde também foi diretora do Departamento de Artes Visuais. Graduada em história universal pela Universidade de Los Andes e em crítica da arte pela Universidade do Rosario, ambas na capital colombiana, Maria Iovino integrou a equipe de direção do Museu de Arte Moderna de Bogotá. Entre suas pesquisas sobre arte e fotografia se destacam En Este Lugar, dedicada à obra do fotógrafo mexicano Alfredo de Stefano (Jorge Pinto Books, Nova York); e Através de las Sombras (Americas Society de Nova York, 2009), sobre o fotógrafo colombiano Fernell Franco; além de Territorios de Infinitud (Pinacoteca de São Paulo, 2010), sobre a obra do artista brasileiro Daniel Senise. Foi coordenadora, na Colômbia, do projeto Recovering Sources of Modern Latin American Art, do Museum of Fine Arts Houston.
Argentino, tornou-se fotógrafo no exílio em Barcelona nos anos 1980, durante a ditadura militar em seu país. Foi aluno de Manel Esclusa, famoso fotógrafo de retratos catalão, no Centro Internacional de Fotografia. Paralelamente, graduou-se em economia pela Universidade de Barcelona. Sua obra traz uma constante abordagem política, expressa em exposições como Los Condenados de la Tierra, Buena Memória e Nexo. Na obra Imágenes contra la Ignorancia, fez uma intervenção pública contra o nazismo, em Hannover, na Alemanha. Foi curador da famosa mostra Estéticas de la Memoria (Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires) e um dos organizadores do 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, em 2007, e do encontro Bienal de São Paulo-Valência, na Espanha.
Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.
É diretora de conteúdo da Aperture Foundation, onde também atua como editora do programa de edição de livros dessa importante ONG dedicada à fotografia. Pelas suas mãos foram editados aproximadamente 65 importantes livros, a exemplo de Paul Strand in Mexico, On the Beach, de Richard Misrach, e Reflex – A Vik Muniz Primer, com obras e comentários do artista. Considerada umas das 15 pessoas mais influentes do mercado editorial fotográfico internacional, é professora adjunta na School Of Visual Arts e também ensina no International Center of Photography, ambos em Nova York.
Estudou história da arte na Universidade de Havana, em Cuba, onde já foi curador da celebrada Bienal de Havana e da Fototeca Nacional de Cuba. Durante quatro anos, deu aulas na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Autónoma del Estado de Morelos, no México, e foi editor da revista de arte e literatura Fisura. Atuou como cocurador da antológica mostra Fotografia Latinoamerica (1991-2002), organizada pelo Instituto de Cultura de Barcelona. Atualmente, mora no México e acredita que “o panorama da fotografia contemporânea latino-americana é um bom exemplo do comportamento de um sistema de dialetos no espaço artístico. É a expansão do campo linguístico; ceticismo e irreverência se dirigindo rumo à história”.
Catalão de Barcelona, é um caso raro na fotografia internacional. Fotógrafo criativo, é também um pensador sem limites, que vem se destacando desde os anos 1970, quando se formou na Universidad Autónoma de Barcelona, onde foi professor na Facultad de Bellas Artes. Daí para a frente, percorreu escolas importantes, como a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Fundador da revista Photovision, uma das mais marcantes na história contemporânea, é autor de vários livros, como El Beso de Judas (Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 1997), no qual propõe que o mundo real foi substituído por um fictício, onde só existem aparências, e discute a chamada realidade da imagem fotográfica. Em Zonas de Penumbra (Actar, Madri, 2000), o fotógrafo discute a crítica fotográfica em meio à produção da arte contemporânea e percorre outras investigações. Pensamentos indo ao encontro de uma inquietação íntima e suas reverberações na imagética internacional.
Iniciou a carreira de produtor cultural em 1989, presidindo a União dos Fotógrafos do Estado de São Paulo. Foi criador de projetos importantes como o Encontro de Coletivos Fotográficos Latino-Americanos (2008), Foto São Paulo (2001) e Povos de São Paulo – Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica (2004). Coordenou o I Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, promovido pelo Itaú Cultural em 2007, e está à frente do Festival Paraty em Foco desde 2006. Como fotógrafo, tem uma obra calcada na transformação das cidades através de sua arquitetura e embate social. Participou de mais de 40 exposições e tem 8 livros publicados.
Professora da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) na área de comunicação e semiótica, seu trabalho artístico é referenciado em importantes antologias que abordam os multimeios digitais. Desenvolve projetos com comunicação móvel desde 2001. Trabalhos como Wop Art foram elogiados pela imprensa internacional, em comentários do diário inglês The Guardian e da revista italiana Neural, uma das maiores referências da media art. Outras obras foram referenciadas por publicações da Library Research Guide for Mass Media, da Universidade Yale. Expôs na 25a Bienal de São Paulo e na 3a Bienal de Sevilha, entre outros grandes eventos.
Paraguaio, é fotógrafo, escritor e coordenador editorial do festival El Ojo Salvaje – Mes de La Fotografía en Paraguay. Faz parte da experiência Sueño de la Razón, criada no 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Trata-se de uma edição produzida por sete países latino-americanos. É codiretor da Ediciones de la Ura, editora sem fins lucrativos aberta a todos os campos experimentais e destinada ao cruzamento de múltiplas práticas culturais. Uma de suas obras mais importantes é o trabalho feito com imagens pesquisadas na época da ditadura Stroessner e em sua decadência. Sobre ela, escreveu o pesquisador e crítico Ticio Escobar, atual ministro da Cultura do Paraguai, que não se trata de criticar a precariedade da cena oficial, mas sim de revelar aspectos que ficaram obscuros pelos discursos da história e da política.
Uruguaio, o fotógrafo e professor Daniel Sosa foi um dos criadores do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, onde atua como coordenador desde 2002. Importante entidade de difusão da fotografia da América Latina, o centro mantém um acervo de mais de 100 mil fotografias históricas do período entre 1840 e 1990, e mais de 15 mil imagens contemporâneas criadas desde 1990 até os dias de hoje. Um dos editores da revista Sueño de la Razón, coordena permanentemente três salas de exposição onde são expostos trabalhos de fotógrafos contemporâneos uruguaios e de outros países. Também produz um programa semanal na televisão, o F/22, dedicado à reflexão e à promoção da fotografia. O programa é coproduzido pela rede de televisão Ciudad, onde Sosa foi editor de programação entre 1997 e 2002.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Anglo-venezuelana, é curadora do Museum of Latin American Art, em Long Beach, nos Estados Unidos, desde junho de 2009. Estabelece conexões entre produções bastante diferentes, como a de Marcel Duchamp e a de artistas contemporâneos das Américas. Une, ainda, obras de artistas de gerações diferentes, como do mexicano Gabriel Orozco e do dinamarquês Olafur Eliasson, ambos nascidos nos anos 1960, às do japonês Hiroshi Sugimoto e da libanesa Mona Hatoum, dos anos 1940 e 1950.
A interligação sem fronteiras da arte contemporânea é uma das possibilidades imaginadas pela curadora, que foi responsável pela Cisneros Fontanals Art Foundation, organização sem fins lucrativos para arte na América Latina.
Jornalista, é diretor editorial da Cosac Naify, editora cujos títulos publicados sobre fotografia se tornaram relevantes para a compreensão da imagem brasileira. Foi redator e repórter da Folha de S.Paulo por nove anos, redator-chefe da revista Trip e integrou a equipe inicial da revista Piauí, da qual foi repórter e editor por dois anos. É graduado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e em cultura espanhola pela Universidad Complutense, de Madri. Foi diretor de programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2007.
Com 37 anos, a fotógrafa chilena impressiona pelo vasto currículo, calcado na cultura visual do Chile e de outros países da América Latina. É diretora da Escuela de Artes Visuales y Fotografía de la Universidad Uniacc (de artes, ciências e comunicação) e diretora da Sociedad Chilena de Fotografía, ambas em Santiago. Suas preocupações imagéticas vão ao encontro da formatação do coletivo para o alcance de sua expressão fotográfica e intelectual, bem como da ocupação de mídias eletrônicas e mais contemporâneas. Fundou o grupo La Nave, do qual também foi coordenadora, e criou o site Ojozurdo (http://ojozurdo.cl). Com Luiz Weistein, é responsável pela elaboração da revista Sueño de la Razón, editada em sete países latino-americanos.
Diretor da importante revista Luna Córnea, publicada pelo Centro de la Imagen, no México, e curador da Coleção de Fotografias da Fundação Televisa, também no México, publicou livros de ensaio, como Los Recursos de la Nostalgia, e de análise da trajetória de fotógrafos mexicanos históricos, como José Bustamante, em El Gran Lente. O primeiro número de Luna Córnea, publicado em 1992, faz uma análise da obra de Manuel Alvarez Bravo e do contato desse fotógrafo com contemporâneos como Edward Weston, Henri Cartier-Bresson e Paul Strand, mostrando os caminhos da aproximação de uma arte fotográfica já sem fronteiras, preocupação maior deste 2o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.




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