Entrevistas
Conversas com grandes nomes e revelações da fotografia, especialmente os latino-americanos. Para entrevistar esses fotógrafos, foram convidados pensadores, jornalistas, entre outros.
outubro 2010
quarta 20
15h às 16h30
Luis González Palma (Guatemala) é entrevistado por Alejandro Castellote (Espanha)
17h30 às 19h
Claudia Andujar (Brasil) é entrevistada por Rubens Fernandes Junior (Brasil)
quinta 21
15h às 16h30
Guadalupe Ruiz (Colômbia) é entrevistada por Marcelo Brodsky (Argentina)
17h30 às 19h
Abelardo Morell (Cuba/Estados Unidos) é entrevistado por Georgia Quintas (Brasil)
sexta 22
15h às 16h30
Paolo Gasparini (Venezuela) é entrevistado por Horacio Fernandez (Espanha)
17h30 às 19h
Alec Soth (Canadá) é entrevistado por Martin Parr (Inglaterra)
Sala Itaú Cultural | 200 lugares
Diretor da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, é doutor em comunicação e semiótica e atua como professor. Participa do Conselho Curador da Coleção Pirelli, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde já trabalhou como curador de fotografia. Organizou, entre outros, os livros dos fotógrafos Geraldo de Barros, Otto Stupakoff e Thomaz Farkas, todos publicados pela editora Cosac Naify. Recebeu o prêmio de Melhor Curadoria da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo seu trabalho como curador da mostra de fotografias de Geraldo de Barros, (As)simetrias, (2006).
Nascido na pequena cidade de Gorizia, na Itália, Gasparini viajou para Venezuela em 1995, onde então morava seu pai, e começou a trabalhar profissionalmente fotografando arquitetura, tema de vários de seus livros, a exemplo de Megalopolis – Los Angeles, Mexico, San Paolo (Centro di Ricerca e Archivazione della Fotografia, 2000). A convite da Unesco, viajou por vários países para retratar os diversos aspectos da arquitetura latino-americana. Influenciado pelo fotógrafo americano Paul Strand (1890-1976), voltou-se para o neorrealismo e para o registro da sociedade. Viveu em Cuba de 1961 a 1965, onde trabalhou com o escritor Alejo Carpentier, no Consejo Nacional de la Cultura. Uma amostra do que produziu nessa época está em seu livro La Ciudad de las Columnas (Editora Espasa Calpe, 2004). Nas décadas de 1980 e 1990, dedicou-se à pesquisa da construção de imagens sequenciais, discutindo desse modo a linguagem fotográfica.
O fotógrafo inglês é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Argentino, tornou-se fotógrafo no exílio em Barcelona nos anos 1980, durante a ditadura militar em seu país. Foi aluno de Manel Esclusa, famoso fotógrafo de retratos catalão, no Centro Internacional de Fotografia. Paralelamente, graduou-se em economia pela Universidade de Barcelona. Sua obra traz uma constante abordagem política, expressa em exposições como Los Condenados de la Tierra, Buena Memória e Nexo. Na obra Imágenes contra la Ignorancia, fez uma intervenção pública contra o nazismo, em Hannover, na Alemanha. Foi curador da famosa mostra Estéticas de la Memoria (Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires) e um dos organizadores do 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, em 2007, e do encontro Bienal de São Paulo-Valência, na Espanha.
Fotógrafo, é autor de, entre outros livros, Il Silenzio dei Maya (Pelliti Associati, Photo & Co, Verona, 1998), uma compilação de retratos teatralizados de nativos maias, trabalho que lhe assegurou reconhecimento internacional. Suas mostras percorreram países como Austrália, Inglaterra, México, Itália, Estados Unidos e França. Em 1996, participou da 23a Bienal de Arte de São Paulo. Nascido na Guatemala, vive na Argentina. Seu trabalho, contudo, percorre suas raízes, como afirmou o crítico e escritor Santiago B. Olmo ao dizer que González Palma modelou seu olhar através daquele de seus personagens, dividindo com eles consciência e sensibilidade baseadas no silêncio e na dor, tidos como lugares de confluência de histórias pessoais com a cultura de exclusão que tem caracterizado a Guatemala.
Fotógrafa colombiana cuja obra pode transitar tanto por um confronto urbano e humano, como nas fotografias da série La Fucking Family, que encena o cotidiano de uma família e sua vizinhança, quanto por paisagens que se acomodam em um forte estilo romântico e extremamente pictórico, próximo ao dos contemporâneos alemães. Em 1995, com 17 anos, mudou-se para a Suíça, onde estudou na École Cantonal d’Art de Lausanne, graduando-se em fotografia. Fez pós-graduação na Universidade de Artes de Zurique, cidade em que vive desde 2002. Recebeu duas vezes o Prêmio Kiefer Hablitzel e atualmente trabalha numa publicação sobre seu trabalho Bogotá D.C., patrocinado pelo Centro de Fotografia de Genebra.
Pernambucana, é doutora em antropologia pela Universidad de Salamanca, na Espanha. Obteve seu mestrado pela Universidade Federal de Pernambuco e tem pós-graduação em história da arte pela Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo. É coautora do blog Olhavê (www.olhave.com.br). Curadora do Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM, em Recife; e autora do livro Man Ray e a Imagem da Mulher (2008), Georgia também faz parte do Conselho Curatorial deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
Nascida na Suíça, Claudia escolheu, desde a década de 1950, o Brasil para viver. Fotógrafa documental, produz uma obra capaz de misturar arte com engajamento político, produzindo fortes efeitos em todas as suas variantes. Publicou imagens em revistas antológicas, como a brasileira Realidade e a americana Life. Dedicou-se ao fotojornalismo entre os anos de 1965 e 1970, e a partir de então envolveu-se com proteção dos direitos dos índios ianomâmis, motivo de importantes livros seus, como Yanomami (Práxis, 1988) e Marcados (Cosac Naify, 2009). Teve fundamental importância na fundação da Comissão pela Criação do Parque Yanomami. Também tem presença significativa na documentação da Amazônia, registrada em livro e exposições, como The Amazon, publicado na Holanda em 1973, em parceria com o fotógrafo George Leary Love (1937-1995), com quem foi casada.
Iniciou sua atuação como curador nas Jornadas Universitárias de Fotografia, na capital espanhola. Foi responsável pela área de Fotografia do Círculo de Belas Artes de Madri, onde, por 12 anos, organizou workshops, seminários e exposições. Participou de cinco edições do Festival Foco (Fotografia Contemporânea em Madri). Criou a Sala Minerva de Fotografia, na mesma cidade, destinada a jovens fotógrafos. Fundador do festival internacional PhotoEspaña, foi diretor artístico nas três primeiras edições do evento. Atualmente, é curador independente de fotografia e editor de fotografia contemporânea da Lunwerg Editores, que publicou títulos antológicos como Mapas Abiertos Fotografia Latinoamericana 1991-2002. Colabora com diversas publicações internacionais, entre elas a C Photo Magazine.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Busca sua técnica e sua sintaxe em formatos que remontam a 100 anos de tradição, como o negativo de grande formato. Opõe-se ao mainstream e à evolução tecnológica. Nascido em Cuba, imigrou com os pais para os Estados Unidos em 1962. É formado pela Bowdoin College, no Maine, nos Estados Unidos, e tem mestrado em fine arts pela Universidade Yale. Camera Obscura (2000), uma de suas séries mais importantes, é um exemplo de como conduz sua construção e da adequação de espaços simples – seu ambiente doméstico, um quarto de hotel – e cenários para a extrapolação de uma imagética contundente, graficamente elaborada, e de um poderoso conceito. Além de publicar livros e expor em instituições internacionais, é professor na Massachusetts College of Art, em Boston, nos Estados Unidos.




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