Garapa entrevista Sosa
Uruguaio, o fotógrafo e professor Daniel Sosa foi um dos criadores do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, onde atua como coordenador desde 2002. Importante entidade de difusão da fotografia da América Latina, o centro mantém um acervo de mais de 100 mil fotografias históricas do período entre 1840 e 1990, e mais de 15 mil imagens contemporâneas criadas desde 1990 até os dias de hoje. Um dos editores da revista Sueño de la Razón, coordena permanentemente três salas de exposição onde são expostos trabalhos de fotógrafos contemporâneos uruguaios e de outros países. Também produz um programa semanal na televisão, o F/22, dedicado à reflexão e à promoção da fotografia. O programa é coproduzido pela rede de televisão Ciudad, onde Sosa foi editor de programação entre 1997 e 2002.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Uruguaio, o fotógrafo e professor Daniel Sosa foi um dos criadores do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, onde atua como coordenador desde 2002. Importante entidade de difusão da fotografia da América Latina, o centro mantém um acervo de mais de 100 mil fotografias históricas do período entre 1840 e 1990, e mais de 15 mil imagens contemporâneas criadas desde 1990 até os dias de hoje. Um dos editores da revista Sueño de la Razón, coordena permanentemente três salas de exposição onde são expostos trabalhos de fotógrafos contemporâneos uruguaios e de outros países. Também produz um programa semanal na televisão, o F/22, dedicado à reflexão e à promoção da fotografia. O programa é coproduzido pela rede de televisão Ciudad, onde Sosa foi editor de programação entre 1997 e 2002.
Garapa entrevista Parr
Martin Parr é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
O fotógrafo inglês é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Mesa – Como nos vemos e como somos vistos
Chegamos ao final do terceiro dia de Fórum Latino-Americano de Fotografia. Foram dois workshops e duas entrevistas intensas, cheias de discussões interessantes. A última atividade do dia é a mesa que vem para debater um dos pilares deste Fórum: Como nos vemos e como somos vistos – A diluição da identidade nacional.
Mas não de forma tão simples assim, como uma afirmação. Nos parece que temos muito mais perguntas do que respostas para esta questão. E é para isso que contamos com Claudi Carreras, Alfonso Morales Carrillo e Rodrigo Alonso, para botar lenha na fogueira de interrogações ou, quem sabe, arriscar respostas para o “dilema” da nossa identidade (ou a dissolução dela?).
Todos os participantes vêm munidos de referências teóricas, citações, recorridos históricos e reafirmam a dinâmica das mesas como lugar de discussões “de gente grande”. Com mediação de Milton Guran, os curadores vão, cada qual à sua maneira, dando seu parecer sobre a tal identidade latino-americana, sua dissolução, seus exemplos dentro da fotografia e seus conflitos.
O que chama atenção, paralelamente à tudo o que está sendo falado pelos convidados, é a sala cheia de gente. Mesmo sem o dinamismo de imagens rodopiando em um telão, o jogo de perguntas e respostas, vídeos e conversas soltas, as cadeiras estão todas ocupadas. Parece que muita gente está esperando por respostas, sofremos mesmo de um problema de identidade, fato!
Leia aqui a entrevista de Claudi Carreras para o Fórum Virtual.

- O curador espanhol Claudi Carreras
Curador especializado em arte contemporânea e novas mídias, Alonso investiga a fusão da arte com a tecnologia aplicada na América Latina, tema de livros seus, como Prácticas Fotográficas Contemporáneas desde América Latina (2008) e Prácticas Curatoriales para las Artes Tecnológicas – Calibrando/Diseñando Contextos (2009). Curador da mostra Tales of Resistance and Change, ocorrida em 2010 em Frankfurt, na Alemanha, Alonso acredita na capacidade da fotografia de criar imagens que ofereçam novas perspectivas para identificação de nosso universo visível.
Fotógrafo e antropólogo, é realizador e coordenador geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. Em 2006, fez parte do Comitê internacional do Mois de la Photo, em Paris. Cocurador, juntamente com Jean-Luc Monterosso, da participação brasileira no Photoquai (Musée du Quai Branly, 2007) e curador convidado da Maison Européenne de la Photographie – MEP (Paris) para exposição do Mois de la Photo (2010), Guran é também membro da diretoria executiva da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil. Mestre em comunicação social pela Universidade de Brasília – UnB, é pesquisador do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense.
Catalão, está à frente do projeto Laberinto de Miradas, iniciado em 2007 com o objetivo de mapear a imagem produzida pelos países ibero-americanos. O trabalho teve como uma de suas ações a articulação de encontros em São Paulo reunindo os coletivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos e Cooperativa Sub. Pesquisador da Universidade de Barcelona e editor da revista Invisible Photo, foi o diretor do projeto E.CO, produzido pelo governo espanhol e que gerou o 1o Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2010).
Criado em 2003, o coletivo propõe novas leituras fotográficas por diferentes meios. Entre eles, destacam-se a curadoria da Semana Internacional de Fotografia FNAC (2008) e o conselho curatorial do Paraty em Foco (2009) e deste 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Também participam de exposições nas quais apresentam ensaios conceituais. Mantém suas obras representadas pela Galeria Vermelho, de São Paulo. Fazem parte do conselho editorial da revista Sueño de la Razón e atuam também no mercado editorial e de publicidade.
Diretor da importante revista Luna Córnea, publicada pelo Centro de la Imagen, no México, e curador da Coleção de Fotografias da Fundação Televisa, também no México, publicou livros de ensaio, como Los Recursos de la Nostalgia, e de análise da trajetória de fotógrafos mexicanos históricos, como José Bustamante, em El Gran Lente. O primeiro número de Luna Córnea, publicado em 1992, faz uma análise da obra de Manuel Alvarez Bravo e do contato desse fotógrafo com contemporâneos como Edward Weston, Henri Cartier-Bresson e Paul Strand, mostrando os caminhos da aproximação de uma arte fotográfica já sem fronteiras, preocupação maior deste 2o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo.
Entrevista – Alec Soth
Sentados na primeira fila do auditório, Martin Parr e Alec Soth passariam despercebidos em qualquer aeroporto brasileiro. Sim, aeroporto, pois do alto de mais de 1,80m, pele extremamente branca, mas vermelhamente queimada de um sol desconhecido para um nativo da Inglaterra e usando papetes pretas, Martin é o gringo por excelência. Já Alec tem um aspecto um pouco mais conhecido, moreno, barba não tão comprida, mascando chiclete insistentemente até pouco antes do início da mesa, vestindo calças escuras, camisa pólo idem e um boné possivelmente de um time de beisebol… Ou seja, para um olhar um pouco mais apurado, ele deve ser gringo.
Assim que estão em cima do palco, Martin e Alec começam a mostrar suas identidades. Com um forte sotaque e um humor inglês característico, Martin inicia a entrevista da mesa aberta pontualmente às 17h30 e logo lança a brincadeira de que Alec é o cara: “Alec is hot”. Dando espaço para segundas intenções da platéia que ri e Alec gosta, pedindo a Martin que fale mais sobre ele ser quente. Falando em temperatura, o ar-condicionado nesta mesa de sexta-feira está um pouco mais forte, provavelmente para tornar o ambiente mais ameno, já que todas as cadeiras estão ocupadas, inclusive o mezanino do local. Para a plateia, calientes ou não, esta é a palestra dos caras.
Enquanto Alec começa a mostrar seu trabalho e sua trajetória como fotógrafo, Martin permanece com a expressão imóvel olhando fixamente para as imagens, como se nunca as tivesse visto. Ambos com as pernas cruzadas e recostados às cadeiras começam a conversa, sim, conversa, pois Alec dirige suas respostas diretamente a Martin, dando total atenção ao “colega” como o mesmo havia feito minutos antes com ele. E Alec responde a todas as perguntas sem hesitar, fala inclusive da questão do uso de equipamentos profissionais e do significado que a fotografia tem em sua vida. “A fotografia é secundária, me interesso cada vez mais em comunicar aquela ideia de movimento”. E Martin e a plateia acompanham pelo projetor o caminho que a fotografia de Alec vem trilhando, desde o Rio Mississipi, seguindo por Nova York, na sede da Magnum, parando no New York Times, passando pela viagem à Colômbia para adoção da filha e todos os desdobramentos que esta experiência trouxe e tem trazido.
Com o projetor já desligado e após mais algumas perguntas, agora da plateia, Alec finaliza sua fala e segue com sua fotografia, mesmo que nas palavras dele, secundária.
O fotógrafo inglês é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Entrevista – Paolo Gasparini
A primeira entrevista do terceiro dia do Fórum de Fotografia começa com o habitual trio já comum à platéia do auditório Itaú Cultural: Iatã Cannabrava, Luis Weinstein e sua fiel escudeira câmera fotográfica, sempre dependurada no braço direito, como se fosse mesmo a sua continuação. Seguindo a “tradição”, Iatã é o cara dos números, lembretes, agradecimentos e da programação, Weinstein apresenta os convidados da vez: o fotógrafo italiano Paolo Gasparini e o crítico/curador espanhol Horacio Fernandez.
De longe parecem irmãos: mesma estatura, mesma idade e o mesmo corte de cabelo (lê-se aqui: a falta dele!). Horacio parece muito a vontade ao lado de Paolo e fala de forma solta e firme sobre o trabalho do fotógrafo. “Uma das definições da arte é ser algo que amplia a experiência limitada dos seres humanos, por meio dela sabemos mais sobre o mundo. E o trabalho de Paolo é assim, nos conta mais sobre um mundo que não podemos ver”.
As luzes se apagam, os dois deixam o palco e começa a projeção de um vídeo de Gasparini sobre a cidade de São Paulo, produzido em parceria com a Unicamp. São imagens em PB do centro da cidade, de personagens urbanos, contrastes sociais, propagandas em outdoors que se revezam com citações de Walter Benjamin, Foucault, Aristóteles e outros pensadores. A trilha sonora é em grande parte assinada por Chico Buarque e outros artistas brasileiros. A narração em espanhol espalha textos de Laymert Garcia dos Santos, palavras críticas, fortes e pesadas sobre São Paulo e a dissolução dela.
Luzes “on”, a dupla retorna ao palco e parece pronta para começar as perguntas. Será? Como percebeu o próprio Gasparini, estamos todos atônitos depois do que acabamos de ver.
Nascido na pequena cidade de Gorizia, na Itália, Gasparini viajou para Venezuela em 1995, onde então morava seu pai, e começou a trabalhar profissionalmente fotografando arquitetura, tema de vários de seus livros, a exemplo de Megalopolis – Los Angeles, Mexico, San Paolo (Centro di Ricerca e Archivazione della Fotografia, 2000). A convite da Unesco, viajou por vários países para retratar os diversos aspectos da arquitetura latino-americana. Influenciado pelo fotógrafo americano Paul Strand (1890-1976), voltou-se para o neorrealismo e para o registro da sociedade. Viveu em Cuba de 1961 a 1965, onde trabalhou com o escritor Alejo Carpentier, no Consejo Nacional de la Cultura. Uma amostra do que produziu nessa época está em seu livro La Ciudad de las Columnas (Editora Espasa Calpe, 2004). Nas décadas de 1980 e 1990, dedicou-se à pesquisa da construção de imagens sequenciais, discutindo desse modo a linguagem fotográfica.
Chileno de Santiago, é produtor e coordenador do FotoAmerica e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso. Também é editor da revista Sueño de la Razón, da qual participam sete países, numa dinâmica de trabalho nascida durante o 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Em sua vasta atuação inclui-se a participação como fotógrafo em dezenas de mostras; como produtor, foi responsável pela mostra de Henri Cartier-Bresson em Santiago (2004). Atua como professor e diretor de fotografia em filmes de longa metragem.
Iniciou a carreira de produtor cultural em 1989, presidindo a União dos Fotógrafos do Estado de São Paulo. Foi criador de projetos importantes como o Encontro de Coletivos Fotográficos Latino-Americanos (2008), Foto São Paulo (2001) e Povos de São Paulo – Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica (2004). Coordenou o I Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, promovido pelo Itaú Cultural em 2007, e está à frente do Festival Paraty em Foco desde 2006. Como fotógrafo, tem uma obra calcada na transformação das cidades através de sua arquitetura e embate social. Participou de mais de 40 exposições e tem 8 livros publicados.
Garapa entrevista Soth
Na obra de Alec Soth, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Em sua obra, percebemos ecos da de Walker Evans, Stephen Shore e Thomas Struth, como aponta o crítico Vince Aletti, da revista The New Yorker. Em entrevista a James Miller, Soth declarou que sentia que estávamos chegando ao fim de uma era “inacreditável” e que ele queria registrar esse momento. Muitos de seus trabalhos e livros surgem de ideias que não são concebidas como longos projetos, e outras derivadas de seus assignments.
Dos portraits às paisagens, a obra desse americano nascido na pequena e fria Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, navega entre diferentes linguagens que nunca se acomodam e quase nunca se repetem, fruto de um instigante desejo de migrar. Segundo suas palavras: “Se a fotografia documenta alguma coisa, é o espaço que está entre mim e meu assunto”. É associado da Magnum Photos desde 2006.
Garapa entrevista Casco
Fredi Casco, paraguaio, é fotógrafo, escritor e coordenador editorial do festival El Ojo Salvaje — Mes de La Fotografía en Paraguay. Faz parte da experiência Sueño de la Razón, criada no 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Trata-se de uma edição produzida por sete países latino-americanos. É codiretor da Ediciones de la Ura, editora sem fins lucrativos aberta a todos os campos experimentais e destinada ao cruzamento de múltiplas práticas culturais. Uma de suas obras mais importantes é o trabalho feito com imagens pesquisadas na época da ditadura Stroessner e em sua decadência. Sobre ela, escreveu o pesquisador e crítico Ticio Escobar, atual ministro da Cultura do Paraguai, que não se trata de criticar a precariedade da cena oficial, mas sim de revelar aspectos que ficaram obscuros pelos discursos da história e da política.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Paraguaio, é fotógrafo, escritor e coordenador editorial do festival El Ojo Salvaje – Mes de La Fotografía en Paraguay. Faz parte da experiência Sueño de la Razón, criada no 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Trata-se de uma edição produzida por sete países latino-americanos. É codiretor da Ediciones de la Ura, editora sem fins lucrativos aberta a todos os campos experimentais e destinada ao cruzamento de múltiplas práticas culturais. Uma de suas obras mais importantes é o trabalho feito com imagens pesquisadas na época da ditadura Stroessner e em sua decadência. Sobre ela, escreveu o pesquisador e crítico Ticio Escobar, atual ministro da Cultura do Paraguai, que não se trata de criticar a precariedade da cena oficial, mas sim de revelar aspectos que ficaram obscuros pelos discursos da história e da política.
Garapa entrevista Morell
Abelardo Morell busca sua técnica e sua sintaxe em formatos que remontam a 100 anos de tradição, como o negativo de grande formato. Opõe-se ao mainstream e à evolução tecnológica. Nascido em Cuba, imigrou com os pais para os Estados Unidos em 1962. É formado pela Bowdoin College, no Maine, nos Estados Unidos, e tem mestrado em fine arts pela Universidade Yale. Camera Obscura (2000), uma de suas séries mais importantes, é um exemplo de como conduz sua construção e da adequação de espaços simples — seu ambiente doméstico, um quarto de hotel — e cenários para a extrapolação de uma imagética contundente, graficamente elaborada, e de um poderoso conceito. Além de publicar livros e expor em instituições internacionais, é professor na Massachusetts College of Art, em Boston, nos Estados Unidos.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Busca sua técnica e sua sintaxe em formatos que remontam a 100 anos de tradição, como o negativo de grande formato. Opõe-se ao mainstream e à evolução tecnológica. Nascido em Cuba, imigrou com os pais para os Estados Unidos em 1962. É formado pela Bowdoin College, no Maine, nos Estados Unidos, e tem mestrado em fine arts pela Universidade Yale. Camera Obscura (2000), uma de suas séries mais importantes, é um exemplo de como conduz sua construção e da adequação de espaços simples – seu ambiente doméstico, um quarto de hotel – e cenários para a extrapolação de uma imagética contundente, graficamente elaborada, e de um poderoso conceito. Além de publicar livros e expor em instituições internacionais, é professor na Massachusetts College of Art, em Boston, nos Estados Unidos.
Workshop – Roberto Huarcaya

- Fotos: Aretuza Revota – Workshop de Roberto Huarcaya
“Soy un poco lento, en realidad, muy lento. Todos pasan por delante de mí.” Assim Roberto Huarcaya começa seu workshop, expondo um pouco de sua forma de trabalhar “más compasada” para que todos os participantes também se sintam à vontade para falar e mostrar suas produções.
Logo um pen drive é conectado no notebook ligado ao projetor e corpos nus passam em sequência ou pelo menos tentam passar, já que a tecnologia dá as caras e mostra que também tem vontade própria e naquele momento – sem nenhum motivo aparente – estava com vontade de não funcionar.
Mas não era isso que prejudicaria o andamento do workshop, pois logo são “sacados” exemplos de experiências que Roberto teve em exposições que quase foram um desastre quando a tecnologia resolveu mostrar que tinha vontade própria. Tão misteriosamente quando parou, a projeção volta a funcionar e as fotos seguem e mais corpos tentam se exibir, mas Roberto pede um momento para a dona do material e comenta que os processos, independente de como se comecem, têm que ter consciência do que estão tentando comunicar.
E a pretensa lentidão inicial de sua forma de trabalhar dá lugar a uma fala rápida, com exemplos e citações denotando a empolgação do assunto, a ponto de Roberto admitir “Me acelere un poquito” e o tom logo é ajustado para que todos compreendam o portuñol selvage dominante no Fórum.
Aos poucos não somente as fotos são mostradas, mas falas começam a surgir da boca dos aparentemente mais tímidos. Ouve-se vindo do fundo da sala um “Posso contar uma história” e assim uma nova experiência é compartilhada. No projetor, a tecnologia pronta para funcionar agora espera, assim como o dorso nu estampado também aguarda a vez para ser melhor apreciado, pois agora a vontade que conta é a dos participantes em falar e assim segue o workshop.
Graduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), em cinema pelo Instituto Italiano de Cultura de Lima, e em fotografia pelo Centro del Video y la Imagen, de Madri, Huarcaya é diretor do Centro de la Imagen, em Lima, entidade da qual foi fundador. Já participou de eventos como PhotoEspaña (Espanha), Recontres d’Arles (França), Fotoamerica (Chile) e Photofest (Houston), de exposições importantes como as bienais de Havana e de Veneza, e realizou dez exposições individuais. Parte de seu trabalho pode ser vista em www.robertohuarcaya.com.
Workshop – Joan Fontcuberta
Quando chego à sala 02 da Casa das Rosas, para cobrir o workshop “Por uma fotografia sem qualidade”, encontro Fontcuberta e um assistente da produção discutindo problemas técnicos. Sempre acontece. Ao fundo, ouço um forró animadíssimo que, a princípio, acredito vir do lado de fora da sala. Pois bem, este é o problema! Quebrando o gelo do primeiro encontro entre “o cara” e os participantes da oficina, uma interferência sonora atrevida invade o ambiente e canta mais alto que a voz comedida do fotógrafo.
Pois bem, resolvido o problema e calada a música, ele retoma a dinâmica de perguntar o nome das pessoas e anotá-las num caderninho de capa colorida. Nem eu escapo e, mesmo dizendo que era uma mera “reportera”, meu nome vai para o bloco de anotações.
A turma é basicamente formada por fotógrafos e um deles despencou de Córdoba (AR) para participar do Fórum. Sala bem cheia.
Fontcuberta me parece um pouco nervoso, ao menos bem diferente das outras vezes que o vi falando em público munido de palco e microfone. Sei lá, talvez a coisa da proximidade assuste um pouco… Mas esta sensação dura pouco, já em um segundo momento, o cara desenrola o espanhol bem rápido e aí percebemos que ele vem com tudo.
A capacidade de argumentar, de transitar por referências mil, fatos históricos e datas é impressionante. A linha de raciocínio dele é hipnotizante e todo mundo assiste compenetrado.
“Só há dois tipos de fotografia: uma decorativa e outra pensada, estamos aqui para buscar uma boa má fotografia”. E ele vai… e fala sobre os pilares da fotografia (verdade, memória, identidade), sobre seu trabalho de ficção, apresenta imagens no telão e vai dando o gostinho dos exercícios que pretende propor à turma.
E eu saio da sala, com uma vontade enorme de ficar mais um pouco.
































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