Um dia no Paraty em Foco

 

O Paraty em Foco deste ano não deixou nadinha a desejar, muita gente bacana, muita atividade interessante. O difícil mesmo era acompanhar tudo o que rolava nas ruelas históricas da cidade mas, num surto de onipresença, consegui registrar algumas coisas bacanas do sábado! Para acompanhar a cobertura completa, dê um pulo no blog do Paraty em Foco.

09h30 – O dia amanhece nublado e o vento brinca com as imagens da instalação “Por um fio”, da mostra OFF Paraty.

 

Foto: Manu Melo Franco

 

09h40 – Começa a leitura de portfólios no Lounge do Visitante, um espaço que abrigou diversas atividades bacanas durante o festival.

Foto: Manu Melo Franco

 

10h - Maureen Bisilliat passeia pelas ruas de Paraty.

Foto: Manu Melo Franco

 

10h15 - Obra de Daniela Conti e Isabela Kassow, artistas selecionadas pelo edital de ocupações urbanas.

Foto Manu Melo Franco

 

10h50 - Bob Wolfenson, um dos convidados do festival, dá entrevista ao lado da obra de Georges Rousse.

Foto: Manu Melo Franco

 

11h30 - Começa o movimento na exposição Consequências, da Noor, na tenda da praça matriz.

Foto: Manu Melo Franco

 

12h – A galera do Lixo em Foco faz campanha de reciclagem na tenda central ao mesmo tempo em que João Castilho e Francilins  dão entrevista na Casa da Cultura. Quem não conseguiu entrar no auditório, assistiu do lado de fora tomando cafezinho. E, lá no Lounge do Visitante, ainda rola leitura de portfólio…

Fotos: Manu Melo Franco

 

13h10 – A fotógrafa Marlene Bergamo prepara sua intervenção no festival, máscaras com imagens de grandes nomes da fotografia são distribuídas ao público.

Fotos: Manu Melo Franco

 

13h20 – Alguém diz “SIM” e aceita ser feliz para sempre na capelinha de Paraty!

Foto: Manu Melo Franco

 

13h30 - “Aulas” livres de fotografia acontecem nas ruas da cidade. A Garapa edita material do seu workshop, o escritório da produção segue a todo vapor , Carol, Ivi, Pio e seus pequenos em momento de prosa boa.

Fotos: Manu Melo Franco

 

15h – Duas instalações bacanas,  mini fotos nas paredes de uma casa do centro e o trabalho de Felipe Lopez na entrada do Cinema.

Fotos: Manu Melo Franco

 

16h15 – O Foto Escambo vai de vento em popa e as pessoas trocam fotos de autores desconhecidos no Espaço Multimídia.

Foto: Manu Melo Franco

 

17h – Silvio Tendler filma “Caçadores da Alma II”,  com participação de Miguel Chikaoka.

Foto: Manu Melo Franco

 

17h30 - Enquanto rola a projeção da entrevista da Noor dentro do Cinema, Maureen Bisilliat vende e autografa seu livro.  Também na tenda matriz, mais um lugar para assistir as mesas da Casa da Cultura.

Fotos: Hugo Ruax

 

19h - Dentre as diversas manifestações fotográficas do festival, projeção de imagens nas paredes das casas e restaurantes.

Foto: Hugo Ruax

 

20h – Na casa da Cultura, o Leilão de Fotografias do festival. E, na tenda central, a coisa começa a esquentar para a festança da noite! Termino por aqui, bateria esgotada, hora de ir pra casa (festa!).

Fotos: Galeria Experiência e Hugo Ruax

Nuestra Mirada

 

Foto: Jaime Anaya

 

NuestraMirada.org nació hace dos años como un proyecto del Centro Knight para los Medios Internacionales de la Universidad de Miami. Yo había sido invitado como Profesional Residente de la Escuela de Periodismo y propuse desarrollar con Kim Grinfeder, el experto en internet de la Facultad, un sitio web para conectar a los fotógrafos iberoamericanos.

El sitio creció rápidamente gracias a los contactos que he cultivado durante las últimas décadas con fotógrafos en casi todos los países de iberoamérica. Ahora reune a más de 1500 fotoperiodistas de todos los países del continente y ha servido como plataforma para la publicación de decenas de miles de imágenes. Lo que más me enorgullece es que nuestramirada.org ha conectado a los fotógrafos de la región. Hace apenas dos años pocos nos conocíamos.

En enero de este año se publicó la RevistaNuestraMirada.org, un espacio virtual para publicar trabajos sobre temas específicos (Buenos Aires y México fueron los primeros temas) seleccionados por los editores del sitio original. Esta revista va a aparecer cada seis meses.

Nuestra Mirada, tiene como misión promover la fotografía iberoamericana y ayudar a mejorar el nivel de la fotografía periodística. Como parte de esta meta, vamos a organizar en América Latina, Pictures of the Year (POYi), el concurso más antiguo del mundo y uno de los más respetados. El juzgamiento va a ser probablemente en Colombia o Ecuador en Marzo de 2011. Y alrededor de POYi vamos a organizar una serie de talleres y encuentros.

Cuando se revisa el material publicado en nuestramirada.org, se descubre muchas imágenes excepcionales que no han sido publicadas. Es una herramienta muy poderosa para los fotógrafos de la región. Una cordial invitación a los fotógrafos del Forum a integrarse a este espacio y a usar las herramientas gratuitas que nos ofrece.

Por Pablo Corral Vega.

 

Foto: Carolina Camps

 

Foto: Christian Rodrigues

 

Foto: Eduardo Valenzuela

 

Foto: Juan Farías Espinosa

 

Foto: Kena Betancour

 

Foto: Lorenzo Moscia

 

Foto: Marco Antonio Cruz

 

Foto: Rodolfo Parraga Quiroz

 

Foto: Rodrigo Cruz

 

Foto: Tino Soriano

 

Foto: Ulises Rodriguez

Desconstruir o testemunho para construir a crítica

 

Daniel Cruz, d.cruz a.cruz, 2002

 

Mesmo com tantos esforços teóricos para compreender a especifidade da fotografia, cada vez menos reconhecemos no mundo uma linguagem qualquer que possa existir em estado puro. A pesquisa do artista Daniel Cruz assume o desafio de pensar a fotografia num contexto em que as novas tecnologias e a comunicação de massa confrontam e embaralham definitivamente nossas experiências com as imagens. Em seu trabalho, essa complexidade é quase assumida como método: ainda que parta da história e das teorias sobre a fotografia, suas análises se constróem num lugar de passagem que envolve outros meios como o cinema, o videogame, a internet, a televisão e o jornalismo, tomados sempre em seus usos corriqueiros, sem nenhuma idealização.

Cada bloco de discussões é acompanhado por trabalhos plásticos de sua autoria. Por um lado, Daniel Cruz aponta para a desestabilização do valor testemunhal da fotografia e se identifica com suas possibilidades mais ficcionais. Por outro, não abandona o desejo de colocar a imagem em diálogo com a realidade que o cerca. Tanto as obras que destaca quanto aquelas que produz navegam por possibilidades muito livres que incluem a apropriação de imagens, vídeo e performance, para discutir criticamnete a história do Chile, a relação da pessoas com a paisagem de sua cidade (Santiago) e os fatos noticiados pela imprensa internacional.

O percurso pode às vezes parecer caótico quando pensamos nas exigências de uma pesquisa científica. Mas faz interagir uma produção artística experimental e uma reflexão teórica de um modo como raramente encontramos no universo acadêmico.

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Inscripciones Intermedias, Instancias Mediales

Autor: Daniel Cruz Valenzuela

Orientadores: Enrique Matthey Pablo Chiuminatto

Trabalho de Graduação em Artes Visuales – Universidad de Chile – Facultad de Artes – Santiago, Chile, 2004

PDF do trabalho: cruz_d

Fragmento:

“Al establecer el simulacro y su fricción sobre el contenido indicial, se presenta la oscilación entre el real y la ficción, presentando una plataforma que instala un nuevo marco en la comprensión y producción de imágenes, cuyo contenido permite establecer nexos con las operaciones constructivas de las artes visuales y la difusión de los mass media. De esta forma, se plantea que todo contenido visual coexiste por lo tanto tiene el mismo valor en su significación. Ante esto, la comprensión de la imagen se dinamiza, por lo cual surge un estado transmedial en la producción.”

 

Daniel Cruz, 60´s CUT, 2003

 

Daniel Cruz, Overall, caso tres, 2003

 

Daniel Cruz, Picture Perfect, 2000

Javier Ucles

A cada ensaio aqui apresentado, aprofundamos linguagens e poéticas. E a cada forma de apresentar um tema, torna-se claro que a fotografia se constitui de várias virtudes. Uma delas nos leva para o domínio do deleite e do mistério icônicos. Encontramos nas imagens não apenas idéias e formas, mas histórias encobertas, veladas… Como que as imagens tentassem persuadir a nossa percepção para nos relacionássemos melhor como o mundo ao nosso redor.

Urban Shadows de Javier Ucles, fotógrafo guatemalteco, realizado em Madri (2009) traz a fragilidade do fotógrafo diante do fotografado. Ou melhor, coloca a teatralidade de que as coisas seguem seu percurso natural diante da presença de uma câmera. As cenas de Urban Shadows são dicotômicas, pois abrem feixes de interiorização na relação do contraste entre o claro e o escuro, entre o “real” e o que de modo tênue obscurece o “próximo passo” do transeunte fotografado por Ucles.

O tema é recorrente. Como não recordar dos retratos no metrô e na rua do clássico Walker Evans. Contudo, há dinâmica e fruição de sentidos no ensaio. A sombra para Javier Ucles é um artefato de linguagem que encaminha o olhar do espectador para o vazio, para a ausência de referentes e de ficções indiscriminadas através de cada retrato. O fugidio aparente no ensaio de Javier Ucles é o simulacro de que a câmera observa como um voyeur e apreende o que vemos. No entanto, esse é um propósito empírico armazenado em nós. Para o pensamento, o efeito é outro: o da ordem simbólica.

Uma das mais belas reflexões sobre filosofia e arte, foi colocada pela filósofa Suzanne Langer, no qual ela fala de sentimentos icônicos. Fácil compartilhar esta colocação com a imagem fotografia: “O que é importante na vida humana é a sensação, lembrada ou antecipada, temida ou procurada, até mesmo imaginada e evitada. É a percepção moldada pela imaginação que nos fornece o mundo exterior que conhecemos”. Esse trecho de Langer (Feeling and Form,1953) se alinha ao movimento de claro e escuro contemplado no ensaio. E não seria o vaguear por entre cada “personagem” quase que um ato espectral da memória pelo outro. Como que em um movimento que tenta reconhecer ou viver aquela luz e adentrar no escuro para compreender melhor essas sensações.

Gran Angular Proyectos Curatoriales

Foto: Fernando Montiel Klint

Foto: Alfredo de Stefano

Claro que é muito mais comum encontrar websites de artistas e galerias do que de curadores ou críticos (aliás, o que é difícil hoje em dia é peneirar tanta poeira internética e filtrar o que realmente vale minutos de atenção!).  

Pois um projeto no México vale ser conhecido: o  Gran Angular Proyectos Curatoriales.

A ideia é bem simples e prática: promover jovens fotógrafos mexicanos e proporcionar o intercâmbio destes artistas com galerias e espaços expositivos. É mais que sabido, e no mundo inteiro, que ser artista e empreendedor ao mesmo tempo é tarefa quase impossível, salvas algumas exceções bem sucedidas. Assim, se o cara tem um ensaio lindo, não sabe como nem onde expor e não tem contatos suficientes para dar vazão ao projeto, a Gran Angular entra em ação e viabiliza o trabalho.

E parece que essa “mãozinha” aos fotógrafos desprovidos de veia vendedora tem dado certo. Em dois anos de funcionamento, a empresa já produziu exposições de mais de 50 artistas de diferentes países e do México. No site é possível acompanhar o calendário das mostras em cartaz e de outras passadas.

Fotografias dentro da mochila ou tecnologias iluminadas

Este post foi feito por várias mãos.

Mesmo antes de começar o Fórum Virtual, conheci a pesquisadora Claudia Linhares Sanz no FestFotoPoa e convidei ela para colaborar com o blog. Claudia é uma pesquisadora com bagagem e conhecimento de causa. E gente boa!

Já com a Residência de Carlos Carvalho rolando, um dos posts dele seria sobre o trabalho de Claudia que foi selecionado para o encontro de críticos do PhotoEspaña. Porém, ganhamos um presente e Claudia nos enviou um texto diferente.

Carlos fez um abre e, para ilustrar o post, pensei em algumas fotos da Cia de Foto que estão no Flickr dos meninos. Outro presente para o Fórum Virtual. A Cia enviou quatro trabalhos inéditos.

Os dois vídeos e o dois trípticos foram produzidos especialmente para ilustrar o texto de Claudia. E a outra foto pela primeira vez é mostrada.

Agradeço Carlos Carvalho, Cia de Foto e Claudia Linhares pela colaboração com o Fórum Virtual.

Alexandre Belém.

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Fiquei devendo aqui, o texto da Claudia Linhares, que teve seu trabalho de crítica e reflexão selecionado para o PhotoEspaña 2009. Entre idas e vindas, a Claudia enviou o texto a seguir. Evito comentários, porque são desnecessários. Ressalvo apenas que é imperdível, embora longo. Mas o que é longo?…

PDF com o artigo completo: Fotografias dentro da mochila ou tecnologias iluminadas

Por Carlos Carvalho.

Fotos: Cia de Foto

“Foi aquela menina do colégio público que me fez ficar o dia inteiro com esse incômodo. Por que carregar uma máquina fotográfica na mochila, todos os dias, junto com seu ipod? Todos os dias? A menina apareceu em reportagem de um telejornal sobre “acompanhantes” eletrônicos dos adolescentes no cotidiano. Mas por que fotografar, todos os dias, eventos que não são nem especiais nem inéditos? Por que, afinal, carregar e apontar a câmera para o cotidiano, na mesmice desse passar dos dias? Será que ela não poderia anotar na agenda, ocasionalmente, seus encontros com os amigos, como eu e minha irmã fizemos?”

 

“Pronto, cansei. Talvez eu não faça nada mesmo com as minhas fotos. Nem impressão, nem tratamento, nem filminho, nem postagem. Mas pelo menos as fotos eu continuo fazendo – vou continuar carregando na mochila a possibilidade permanente da foto (igualzinho à adolescente do colégio).”

“Para ser sincera, continuo com uma pontadinha de dúvida: por que levar a máquina para a cama, para o banheiro e para a cozinha? Por que a câmera se tornou o personagem central de nossos circuitos de prazer? Fico pensando quantas máquinas dentro da mochila.”

Para o texto de Claudinha 1 from ciadefoto on Vimeo.

“Indegavelmente, o desafio de pensar o elo entre imagem, pensamento e tecnologia ganha, de fato, uma dimensão significativa na atualidade diante do caráter inovador de certos aparelhos tecnológicos. No entanto, o novo na mania fotográfica contemporânea não parece tratar apenas dos temas que escolhemos hoje para clicar.”

Para o texto de Claudinha 2 from ciadefoto on Vimeo.

La poderosa magia de mirar con bondad y poesía

Este es un artículo que fue publicado en el primer número de la Revista Sueño de la Razón, hace seis meses, sobre la situación actual de la fotografía. Los temas a los que me refiero nos afectan directamente de una manera cada vez más profunda.

Fotos: Pablo Corral Vega – Habana, Cuba

La poderosa magia de mirar con bondad y poesía

Por Pablo Corral Vega.

Como en la memorable escena del Mago de Oz, se ha descorrido el velo de la fotografía. El mago, alquimista, poderoso conjurador de imágenes, artista de los reveladores y de los grises, es en realidad un hombre cualquiera. Sus antiguos trucos han perdido el poder de asombrar.

Lo que estamos viviendo es una radical democratización de la fotografía. La revolución digital ha permitido que millones de personas tengan acceso a una cámara de fotos. Un aficionado ayudado por la enorme calidad de los nuevos sensores digitales y los automatismos, puede conseguir una calidad técnica similar a la de los profesionales más refinados.

David Alan Harvey, uno de los grandes fotógrafos de la National Geographic, me decía hace unos años que exponer la película a la perfección, como aprendimos a hacer nosotros -luego de años de trabajo- no va a tener ninguna importancia en el futuro. Cualquiera va a poder hacerlo sin el menor esfuerzo.

En el blanco y negro, supuestamente más artístico que el color, la popularización del medio es aún más desmitificadora. He visto fotos en blanco y negro tomadas por aficionados con una gama tonal tan rica como las de Ansel Adams. Ya ni siquiera es necesario capturar la imagen en blanco y negro. Lo ideal, desde el punto de vista técnico, es registrarla en color y convertirla posteriormente a la escala de grises.

Hace tan sólo unos años la fotografía de calidad profesional era el reducto de unos pocos que poseíamos un equipo caro y difícil de manejar, que podíamos comprar la película y que sabíamos exponerla correctamente, que teníamos acceso a los laboratorios especializados.

Algunos fotógrafos sostienen aún que la película es muy superior a la imagen capturada por un sensor digital. Esto era cierto hasta hace poco. Ahora, con la última generación de cámaras profesionales, la calidad supera con creces a la de la mayor parte de los negativos o slides. Con mi Canon digital de cuadro completo consigo mejor resolución que la que conseguía con la mítica Hasselblad y su película de formato medio.

Los fotógrafos profesionales nos hemos quedado sin piso, perdimos en un corto tiempo la ventaja que nos había dado el conocer una técnica críptica y que guardábamos con celo. Cualquiera puede comprar ahora a un precio razonable la misma cámara que un gran profesional usa y conseguir idénticos resultados técnicos.

La fotografía es un lenguaje como cualquier otro, y siempre habrá maestros, grandes artistas, poetas. La técnica es similar a la gramática. El hecho de que podamos escribir con corrección no significa que nuestra descripción se va a convertir en una obra de arte. Pero en el caso de la fotografía, escribir con corrección era algo que sólo unos pocos podíamos hacer. La popularización y democratización de la fotografía necesariamente va a obligarnos a cambiar todos los paradigmas.

¿Es la nuestra una profesión en peligro de extinción? ¿Nos va a ocurrir lo mismo que a los herreros y a los talabarteros, y más recientemente a esos maestros que hacían nuestras ampliaciones de color en el cuarto oscuro? ¿Alguien va a necesitar de nuestros servicios como fotógrafos cuando hay infinidad de aficionados talentosos dispuestos a regalar su trabajo?

Para mi uno de los fenómenos más desconcertantes es la trivialización de la fotografía.  Hay incontables imágenes publicadas en la red. Las buenas se confunden con las malas, las extraordinarias están perdidas entre las mediocres. El volumen, el grado de masificación de la imagen es un fenómeno absolutamente nuevo. El concepto de calidad está desapareciendo rápidamente para ser reemplazado por el de inmediatez. La foto está sujeta a las mismas reglas del “reality show”.  Las fotos en el internet se vuelven populares de manera viral, las redes coronan algunas a un fugaz estrellato.

Merida, Venezuela

Montecristi, Ecuador

Estamos inundados de imágenes y es difícil reconocer las pocas que cuentan y evocan y transforman y dicen, las que aún están cargadas de poesía. Las hay y muchas, sin duda. Ahora podemos verlas y compartirlas. Y somos muchos más los que ahora contribuimos a construir ese acervo visual. Pero para encontrar esas fotos especiales se necesita de un silencio que se va haciendo cada ves más escaso.

La última vez que fui al Festival de Fotografía Periodística de Perpignan tuve la sensación de que no me era posible mirar más fotos de hambrunas y tragedias, de guerras y desastres naturales, de injusticias e inquietantes fenómenos sociales. Las personas que van al Festival acaban completamente saturadas. ¿Este exceso de imágenes de denuncia acaba por desensibilizarnos?

Me comentaba hace poco mi amigo Marco Gatica, Director de Fotografía del diario El Mercurio de Chile, que han hecho varios experimentos para determinar cuántas fotos ven los internautas. Me decía que las personas llegan a hacer click en cincuenta y más fotos si el tema es interesante. El límite al número de imágenes que se podía publicar en las versiones impresas, aquel que obligaba a escoger, a editar con cuidado, ha desaparecido en el mundo virtual.

No creo que existan estadísticas confiables, pero tengo la impresión de que sólo unas pocas fotos se llegan a imprimir. La mayor parte de las imágenes están encontrando usos nuevos, absolutamente impensados hace apenas unos años. No hay límites al número de fotos que podemos tomar: son tantas y estamos tan ocupados en seguir retratando nuestra vida, que nunca llegamos a escoger aquellas especiales, raras, diferentes que nos llegan como regalo del azar y de la obsesiva insistencia.  Es más fácil guardarlas todas, compartirlas todas: acabamos inundados, saturados por el exceso.

La transformación más radical no está en la manera en que capturamos las imágenes, sino en la manera en que las compartimos. Antes teníamos que imprimir las fotografías en papel -un proceso costoso- y teníamos que enviarlas fisicamente. Eso necesariamente limitaba la cantidad de lectores de la imagen. Ahora las personas envían sus fotos por correo electrónico, las cuelgan de sitios como Flickr, las añaden a sus redes sociales como My Space o Facebook, o las exponen en sitios de arte ciudadano como DeviantArt.
Al hablar sólo del aspecto técnico, estoy metiendo en el mismo saco la fotografía de los aficionados y el fotoperiodismo, aquella que hacemos de los amigos y la artística. Cada género está sujeto a particulares retos, pero todos están siendo replanteados gracias a este crecimiento exponencial del hecho de fotografiar. Y particularmente, a la posibilidad  inédita que ahora tenemos de compartir lo que fotografiamos.

Quiero referirme de manera breve al mundo en el que yo me muevo, el fotoperiodismo.  Me pregunto sinceramente si mi profesión es sostenible en el mediano plazo. Los clientes de aquellos que hacemos fotografía periodística son los medios escritos. La crisis económica y el internet han significado un debilitamiento dramático de periódicos y revistas. En el pasado había escasos fondos para financiar la exploración fotográfica. Pero hoy incluso los medios internacionales más poderosos, aquellos que giraban en torno de la imagen, están recortando sus presupuestos o están en serio peligro de desaparecer. Y para hacer más difícil la situación hay incontables jóvenes que armados por cámaras digitales buscan encontrar trabajo en un medio tan hostil.

Las imágenes que no se publicaban se vendían a través de agencias de stock que compartían regalías con los fotógrafos. Ahora las agencias más exitosas venden las fotos de los profesionales junto a las de los aficionados, en muchos casos por cantidades irrisorias.

Gran parte del trabajo periodístico se va a mudar a internet, eso lo sabemos todos, pero los medios no han encontrado aún la forma de recibir ingresos por su presencia online.

El internet es un medio totalmente distinto al papel. Para aprovechar el soporte, las imágenes deben ser enriquecidas con sonido, video y múltiples formas de interactividad. El poder de una foto fija en un espacio que invita al movimiento y a la interactividad está disminuido. Estamos viendo un rápido desplazamiento de la foto fija al multimedia.

Los fotoperiodistas estamos acostumbrados a justificar nuestro trabajo con una cierta autosuficiencia moral. Muchos creemos que estamos contribuyendo a despertar la conciencia de la gente, a revelar lo que está escondido o podrido en nuestras sociedades, a cambiar el mundo. Y es cierto, algunas fotos a lo largo de la historia han logrado ese despertar.

Sajama, Bolivia

Salasaca, Ecuador

La crisis nos va a obligar a recuperar la humildad y hacernos una pregunta básica y urgente: ¿por qué fotografiamos? El dinero o la fama no van a ser ciertamente razones para seguir este camino. Me pregunto ¿cuántos profesionales van a poder seguir viviendo de su trabajo?

La mayor parte de personas fotografían simplemente porque quieren recordar, afirmar los afectos, dejar un testimonio de sus vínculos, una prueba visible de que fueron y de que amaron y celebraron. Algunos lo hacemos porque queremos denunciar la belleza, pedir a los otros que miren con asombro este mundo complejo -doloroso y maravilloso a la vez. Fotografiamos porque queremos compartir, porque queremos decir a los otros “mira, presta atención, mis ojos enriquecen a los tuyos”.

La magia de la fotografía tal vez es más simple de lo que pensábamos. No requiere de herramientas poderosas ni de alquimias secretas. Es un lenguaje como los otros para hablar de lo humano, para que nos reconozcamos el uno en el otro, para que recordemos la importancia de mirar con bondad y poesía.

TenantCreek, Australia

Resultado I Concurso Fotolibro Latinoamerica 2010

 

Foto: Carlos Cazalis

Foto: Carlos Cazalis

A Editoral RM, do México, divulgou o resultado do I CONCURSO FOTOLIBRO LATINOAMERICA 2010.

O vencedor foi o fotógrafo mexicano Carlos Cazalis com um trabalho intitulado Occupy São Paolo. Nele, Cazales  retrata os problemas habitacionais de uma das maiores cidades do mundo subdividindo este “estudo” intenso em ocupações, moradores de rua, futuro e outras questões relacionadas ao caos urbano de São Paulo.

Este tipo de premiação super bacana da editora (que aliás, junto com o CMDF Uruguai, é pioneira neste tipo de iniciativa gloriosa!) é aberta á todos os residentes da América Latina e o tema é livre. Os artistas premiados recebem seu trabalho publicado em um livro editado em inglês/espanhol e distribuído mundialmente.

Além do primeiro lugar de Carlos Cazales, outros cinco artistas foram selecionados: Gustavo di Mario (Argentina), Gladys Elisa Alvarado (Peru), Guadalupe Gaona e Ana Armendárez (Chile), Marion Sosa (México), Raúl Cañibano (Cuba).

Foto: Carlos Cazalis

4ta Bienal Argentina de Fotografía Documental

Foto: Ataúlfo Pérez Aznar, uma das muitas exposições na segunda Bienal.

A província de Tucumán, na Argentina, realiza sua 4ta Bienal de Fotografía Documental entre os dias 13 de outubro e 14 de novembro. Desde 2004 o evento movimenta o burburinho fotográfico com conferências, mesas de discussão, workshops, leituras de portfolio e exposições ancoradas sob o tema Bicentenario de la Revolución de Mayo, comemorado em 2010.

De acordo com a organização da Bienal, esta edição vem cheia de novos desafios uma vez que está crescendo e contando com a parceria de novas instituições como o Ministerio de Cultura de la Nación e a Casa Nacional del Bicentenario.

As mostras e seminários ganham uma proporção maior e novas atividades, como a feira de livro de autor, por exemplo, passam a integrar a programação e agregar valor ao festival. Outra novidade que vem vindo é o “1er Encuentro de cátedras universitarias de fotografía”, uma parceria entre universidades argentinas que levará uma pitada acadêmica para a Bienal.

Foto: Paco Chiquiure, imagem da exposição do coletivo Supay, em 2008.

“Parque de La Memoria”

Fotos: Marcelo Brodsky

A 29ª Bienal de Arte de São Paulo, que abre suas portas ao público no dia 25 de setembro, traz um trabalho muito bacana sobre o qual já falamos aqui no Fórum Virtual. Quem já leu a entrevista do argentino (quase brasileiro!) Marcelo Brodsky, conheceu um pouco do projeto “Parque de La Memória” e sabe da sua importante participação nesta “obra” construída a tantas mãos.

Na ocasião serão apresentadas várias peças: um filme documental de Eduardo Feller sobre  a origem do projeto, seu desenvolvimento e sua missão em relação à memória deste passado recente, exibição da obra “El Río de la Plata” (do próprio Brodsky) em diálogo com música do brasileiro Tenorinho, visita virtual em 3D ao Parque de La Memória, exibição do curta  “Reflexiones en torno al arte y la política” e um catálogo bilíngüe com ensaios sobre o projeto e outros temas relacionados.

Também acontecerão conferências onde Nora Hochbaum, Florencia Battiti, Cecília María Bouças Coimbre e Márcio Seligmann debaterão com Marcelo Brodsky, Alberto Varas e Paulo Herkenhoff os temas Parque, arte e memória. Não dá pra perder!