Olhares em busca de outros portos

Moisés Ruiz. Serie Cartagenas y Cartagos del Mundo, 1994

José Fernando Casillas tem dedicado suas pesquisas à história e ao desenvolvimento da fotografia na região de Murcia, na Espanha. Mesmo focado na produção regional, a inquietude dos fotógrafos que analisa acaba por lançar seu olhar a outras partes do mundo, dentre elas, a América Latina.

Casillas inicia este pequeno artigo destacando o modo como a fotografia, desde sua origem, convida às experiências de viagem. Em seguida, nos apresenta três fotógrafos contemporâneos de Cartagena (cidade portuária da região de Murcia) que realizaram documentações em países da América: Carlos Gallego na Nicarágua e no Chile; Juan Manuel Díaz Burgos na República Dominicana e em Cuba; Moisés Ruiz na Colombia, Cuba, Costa Rica, Chile, Perú, Panamá e México. O nome de um dos ensaios apresentados, “Cartagena e outras Cartagos” (de Burgos e Ruiz), já sugere como é possível reencontrar em qualquer tempo e lugar, as marcas peculiares de um certo território, de uma certa história.

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Una Ventana al mundo. El viaje fotográfico: Dudamérica como âmbito de Expressión

Autor: José Fernando Vázquez Casillas  Professor do Departamento de Historia da Arte da Universidade de Murcia
Diretor do Centro Histórico Fotográfico de la Región de Murcia

Publicado originalmente em Cuadernos de Turismo, n. 15, 2005 (Universidad de Murcia, Espanha)

Fragmento:

La andadura iniciada en el siglo XIX se amplía y se extiende durante el siglo XX y se documentan todos los acontecimientos y lugares donde el hombre estuviera presente. El avance de la imagen la conducirá irremediablemente a multitud de tendencias y aplicaciones, así como a determinar su propia naturaleza. Los fotógrafos se definen como realizadores de un arte y expresan a través de sus reproducciones conceptos, ideales y reflexiones. La idea de su función primaria, que se centra en captar un testimonio, para servir de testigo inmutable al registrar un evento, comienza a ser acompañada, a finales de este siglo, de la subjetividad del artífice, en la que empieza a exteriorizarse la individualidad del que elabora la acción, sin que ello lleve a la imagen a perder el carácter de documento. En este sentido, los fotógrafos muestran la necesidad de expresarse abiertamente y se produce una imagen documental cargada de la particular visón del artífice. 

Juan Manuel Díaz Burgos. Serie Malecón de La Habana, 1995

Carlos Gallego. Víctima de una manifestación contra Pinochet. Série Chile, 1988

ArteBo 2010

Foto: Divulgação

A Feira Internacional de Arte de Bogotá chega este ano em sua 6ª edição. Bem assim como a brasileira SPArte, o evento traz tendências e expressões da pintura, fotografia, performance, instalações e vídeo.

São cerca de 50 galerias da América Latina, Estados Unidos, Canadá e Espanha reunidas entre os dias 21 e 25 de outubro em Bogotá. Dentre as diversas atividades realizadas dentro da feira, destaca-se a chamada Programación Académica – série de palestras, seminário e workshops ligados à arte e ao colecionismo.

Outra coisa bacana é o pavilhão infantil, onde as crianças (e também aqueles niños já bem crescidinhos!) podem aprender sobre arte contemporânea latino-americana jogando, desenhando, interagindo e se divertindo.

No site da ArtBo estão mais um bocado de informações sobre a feira, as atividades paralelas, galerias participantes, projetos de jovens artistas selecionados por convocatórias e coisa e tal.

Foto: Divulgação

Imagem e memória

O livro Image and Memory nasceu de um conjunto de exposições sobre a fotografia latinoamericana, realizadas no Fotofest 1992, em Houston. Em sua apresentação, a curadora Wendy Watriss é bastante cuidadosa ao expor os limites desse projeto, que não pretende ser confundido com um mapeamento ou uma história da produção do continente. É bastante explícito o desejo de evitar, desta vez, os riscos enfrentados por outras tentativas de abordar esse mesmo tema.

Assim, Watriss se antecipa ao assumir ausências importantes, sobretudo de obras do Chile e do México, seja por questões de espaço, seja porque alguns trabalhos já haviam aparecido em exposições recentes. Em contrapartida, é evidente a preocupação de dar o devido espaço a uma produção experimental que foi excluída de curadorias anteriores sobre a America Latina.

Com ótima qualidade gráfica, o livro traz pequenas séries de cinquenta artistas, escolhidos a partir de temáticas pontuais e agrupados por país.  O resultado é assumidamente fragmentário, ao modo mesmo de uma série de exposições autônomas, amarradas apenas pelo amplo recorte geográfico.

Além da apresentação de Watriss, o livro traz três excelentes ensaios (disponíveis também em espanhol, apesar do titulo do livro em inglês):

La fotografia en Latinoamérica en el siglo XIX, de Boris Kossoy, descreve as primeiras experiências realizadas no continente, a afirmação do mercado, alguns nomes de destaque, e analisa o modo como as expectativas estrangeiras determinaram essas primeiras décadas da produção latinoamericana.

Sobre la fotografia latinoamericana contemporânea, de Fernando Castro, passa em revista as tentativas anteriores de situar uma marca própria da fotografia latinoamericana, discute as razões da recorrente prioridade dada a uma fotografia documental e politicamente engajada e, como o titulo sugere, destaca trabalhos experimentais que caminham na direção de uma arte contemporânea internacional.

El espejo de Quetzalcóatl. Reflexiones sobre la imagen fotográfica en América Latina, de Lois Parkinson Zamora, situa a fotografia numa história cultural mais ampla das Américas, discutindo suas raízes pré-hispânicas, as heranças da colonização, e o sentido possível para  o que se chama de identidade latinoamericana.

O livro se encerra com a apresentação de uma extensa bibliografia e uma apresentação biográfica de cada um dos artistas que integraram as exposições.

Image and Memory. Photography from Latin America: 1866-1994, de Wendy Watriss (org.). Houston: Fotofest / University of Texas Press, 1994.

Fragmentos do livro estão disponíveis no Google Books.

 

Alexander Apostol. Sin título. Venezuela, 1989

 

Cassio Vasconcellos. Faces. Brasil, 1991

 

Eduardo Gil. Esqueletos, Hospital Psiquiátrico. Argentina, 1985

 

Miguel Chani. Alegoría Patriota. Peru, c. 1900

Prêmio Itaú Cultural Argentina

Foto: Mariano Grebnicoff, selecionado na edição de 2009.

 

Premio Itaú Cultural de Artes Visuais é um concurso destinado a artistas jovens e emergentes da Argentina. Em sua primeira edição, que aconteceu no ano passado, a instituição recebeu mais de 1300 inscrições.

A premiação é feita em dinheiro e os valores são bem gordinhos: 20 mil pesos para o primeiro lugar, 15 mil pesos para o segundo e 10 mil pesos para o terceiro colocado. Além dos valores em dinheiro, os vencedores e selecionados farão parte de uma exposição coletiva no Itaú Cultural.

Ainda dá tempo de se inscrever e enviar trabalhos, o edital fica aberto até 15 de outubro e pode ser lido na íntegra clicando aqui. Ah! Mas vale lembrar que apenas argentinos e residentes neste país podem participar.

 

Foto: Valeria Maggi, artista selecionada no prêmio do ano passado.

Fotógrafos paraguaios na WIP

Foto: Carlos Bittar

A revista WIP é uma publicação online produzida na Grécia e carrega em seu nome a essência da coisa toda. WIP são as iniciais do termo “Work in Progress”, conhecido por meio mundo de qualquer vertente artística. Nela estão trabalhos não publicados de diversos fotógrafos do mundo, tanto aqueles que começaram e foram parar na gaveta quanto os que estão nascendo agora e ainda sem saber o rumo que irão tomar.

A edição número 6 desta revista traz uma série de imagens produzidas por sete fotógrafos paraguaios que foram compilados por Fredi Casco. Aliás, o mesmo Fredi já esteve aqui no Fórum Virtual com uma bela passagem pela sessão “Residência”.

A WIP está disponível para download gratuito na internet e é possível ver a edição com os hermanos aqui.

Foto: Jorge Saenz

 

 

Trasatlántica, segundo año de actividades en Latinoamérica

Foto: Aguilar

Este es el segundo año que, desde PHotoEspaña, ponemos en marcha Trasatlántica, un foro de fotografía y artes visuales para Iberoamérica.

Estamos arrancando con actividades y programas al otro lado del Atlántico, lo que nos hace estar muy satisfechos. Y es que hasta que nació Trasatlántica nuestra actividad se circunscribía a exposiciones, actividades y programas en Madrid o a una distancia relativamente cercana como podía ser nuestro OpenPHoto en Cuenca o las exposiciones en el Museu Berardo de Lisboa.

Cuando decidimos mirar más allá de nuestras fronteras, hace ya más de un año, nuestros ojos cayeron el Latinoamérica. Allí, además de existir la atmósfera perfecta para unos encuentros fotográficos de este tipo, contábamos con la ayuda inestimable de la AECID, con la que ya habíamos colaborado el año anterior en unos visionados de porfolios fotográficos en Lima y México.

Con estos dos pilares como base decidimos comenzar con la andadura de Trasatlántica con el objetivo de promover el encuentro profesional y crear redes de trabajo en el ámbito de la fotografía y las artes visuales en Iberoamérica. Conocíamos el funcionamiento de un Festival en Madrid, sabíamos qué sentido tenía… al plantearnos hacer un Foro fuera de España había que darle un giro a todas estas preguntas, aunque las respuestas fueron llegando rápidamente.

Así, el año pasado llevamos a cabo un Encuentro de críticos y comisarios en México, visionados de porfolios en Guatemala y Sâo Paulo, un  certamen de comisariado on line y un encuentro de editores gráficos en Casa de América de Madrid. También hicimos una plataforma digital para difundir todas aquellas exposiciones de fotografía de artistas iberoamericanos que tenían lugar en ese momento.

Este año acabamos de arrancar con esta segunda edición que tendrá su primera cita en Uruguay. Los días 7 y 8 de octubre celebramos en el Centro Cultural de España en Montevideo el Encuentro de críticos y comisarios.

Hace dos meses abrimos la convocatoria para recibir las ponencias por medio de nuestra página web a partir del tema Face contact. Retrato y comunicación. Recibimos un total de 52 ponencias, de las que un comité formado por Adrienne Samos -Directora de arpa (Fundación Arte>Panamá)-, Tadeu Chiarelli -Director del Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC)- y Gabriel Peluffo Linari -Director del Museo Municipal de Bellas Artes Juan Manuel Blanes, Montevideo-. seleccionó  nueve ponencias. Estos participantes seleccionados viajarán a Montevideo para exponer sus ensayos en una cita abierta al público y sus trabajos serán publicados en nuestra web. Os contaremos todos los detalles…

Estamos muy contentos de participar en este intercambio de blogs con el Foro Latinoamericano de fotografía de Sâo Paulo…compartiremos también nuestras experiencias e ideas en este espacio.

¡Saludos desde Madrid!

Inés Ruiz del Árbol, coordinadora PHE.es

Foto: Ulises Castellanos

Foto: Ulises Castellanos

María Iovino

 

Entrevista com María Iovino realizada por Andrea Jösch (Sueño de la Razón)

María Iovino,  nacida en Colombia, es una de las investigadoras y curadoras de arte contemporáneo más importantes en la actualidad. Esta entrevista fue realizada vía correo electrónico para el blog del Foro Latinoamericano de Fotografía, en el cual participara en Octubre.

 

 

Adriana Arenas – "Desrealidad", 2009

 

Andrea Jösch – María, se puede decir que existe un arte latinoamericano o nuestras diversidades raciales, étnicas, políticas, sociales  hacen urgente otro tipo de definición? 

María Iovino – Es afortunado que se estén rompiendo y que estén ya vencidas muchas fronteras que han marcado diferencias radicales e innecesarias por años y siglos. Muchas de ellas han fundado lecturas desafortunadas, en las que se han formado miradas prejuiciosas hacia cuestiones como la raza o la cultura, sosteniendo reprobables desprecios, o aprecios que poco aportan por ser exotistas o caritativos, con los cuales además se ha distorsionado y mal educado mucho.

La presente es una etapa de encuentros, mucho más intensa que otras que han ocurrido antes, y debido a las mismas ventajas de la comunicación y de la información con las que se cuenta hoy, como se ha insistido de todas las formas posibles, ocurren consecuencias indeseadas de homogenización, reduccionismos y, en tanto, empobrecimientos. No obstante, creo que no hay lugar al pánico ni al pronóstico catastrofista, en la medida en que problemas paralelos, como son los ecológicos, que también se pueden conocer mucho mejor gracias al encuentro planetario, están despertando una clara consciencia de la importancia que tienen el lugar en que se habita y el entorno al que por tanto se responde. Hay más conocimientos de los mundos a los que se pertenece: el físico en el que estamos parados y las cientos de esferas de toda clase que envuelven ese lugar hasta inmensidades difíciles de determinar.

Naturalmente, ante conocimientos y exigencias investigativas de este tipo las viejas categorías se hacen crecientemente desuetas. Que existe este continente en el que estamos parados es una realidad innegable, como lo es el que nos cobija una historia muy similar de sucesivas colonizaciones. Pero también es innegable que los más recientes acercamientos en todo tipo de encuentros nos demuestran que a pesar de que nos parecemos, somos bastante diferentes y que esas diferencias no son simples ni descartables. No nos conocemos y tratar de hacerlo respetuosamente supone una tarea exigente y responsable de estudio e investigación, en la que por supuesto hay que poner en revisión preceptos cansados como el de lo latinoamericano. No creo que desde ya sea conveniente cambiar estas definiciones cansadas por otras que parezcan más nuevas. Creo que en primera instancia se trata de aceptar que son anacrónicas, insuficientes e inclusive, costumbristas, y enfrentarse al trabajo excitante de reconocer el mundo.

Andrea Jösch  – En un texto tuyo para los Encuentros Abiertos de Fotografía-Festival de la Luz, en Argentina, postulaste que existe una sobrepoblación de propuestas artísticas que ya no discriminan la diferencia entre ejercicio y obra y que, además, existe una sobreabundancia de curadores. Como vez este escenario específicamente hablando en el territorio de la  fotografía contemporánea en Latinoamérica?

María Iovino – Ese es un texto, de 2004, y desde entonces he pensado y revisado muchas otras cosas. Sin embargo, sigo creyendo que hay un comportamiento inflacionario en el mundo del arte, que por supuesto tiene que ver no sólo con la avalancha de exposiciones y con un alucinado e irresponsable aviso de promesas artísticas y de inversión, sino también, con muy pobres proposiciones curatoriales. Llenar la desorbitada aparición de escenarios ha supuesto abrir el espacio a todo tipo de oportunismos, entre los cuales sin duda el mercado ha jugado un papel nefasto. Pero hay acontecimientos que no se pueden evitar. Tenía que ser así, porque el mundo estrecho es absurdo y aburrido, y cuando se ensancha, el desconcierto en el que siempre andamos se incrementa. Pienso que ya son claras las manifestaciones de reacción, los cansancios hacia el interminable titular de triunfo y de la grandeza que acompaña a muchos de los enunciados promisorios en el mundo de la curaduría y del mercado del arte, y que por lo mismo, se prepara un importante momento de revisión. En pocos años la cantidad de personas que han ganado herramientas críticas y formativas es también muy superior.

La fotografía ha sido uno de los campos más maltratados en este sentido. Es uno de los medios de expresión visual menos entendido, porque es uno de los que con mayor pobreza se han tratado en el campo filosófico. Eso tiene que ver con lo difícil que es entender este medio, entre otras cosas, por su multiplicidad de orientaciones, posibilidades y utilidades, pero también, porque exige mucho conocimiento técnico y de la historia del arte, de la imagen y del pensamiento. Pensar la fotografía es demasiado complejo. Pero soy optimista sobre el futuro. Hace varios años mi trabajo se ha enfocado hacia los grupos más jóvenes y también hacia los creadores que trabajan con muy escasos soportes materiales, y puedo decir por esa razón que soy testigo de un impresionante y aceleradísimo crecimiento del conocimiento y en consecuencia, de la capacidad crítica, interpretativa y creativa.

 

Contratextos, 2008

 

Andrea Jösch  – En varias de tus propuestas curatoriales aludes a la contraposición entre el medio, la imagen y su interpretación, apuntando, según tus propias palabras a “un cambio en los códigos de interpretación y nuevas posibilidades de creación de sentido. Bajo esta problemática, cuál sería el rol de la imagen en nuestra sociedad actual?

María Iovino – El rol de la imagen en esta y en cualquier sociedad es cuestión de incalculables implicaciones. La imagen está relacionada con la consolidación de un paradigma, pero también con el aviso de otros nuevos, más hoy, cuando la imagen no puede cesar por un instante de anunciar descubrimientos, mundos inéditos y errores de interpretación de años pasados, en los que hemos vivido sumidos y de los que en tanto, hemos sido víctimas. Estamos entrando a otros paradigmas, a otras ideas de realidad. El siglo XX comenzó con 3 dimensiones, Einstein anunció la cuarta en 1905, y ese anuncio cambió para siempre al mundo del arte y al de la imagen. Hubo que vivir siglos de siglos para que esos cambios tan importantes se produjeran y, no fue sino avisarlos, y enseguida se supo que había bastante más de cuatro dimensiones. Al finalizar el siglo XX y en lo que va corrido de esta década, la física ha reconocido en unos casos diez dimensiones, en otros once y en otros doce. Es demasiado aventurado arriesgarse a hacer predicciones ante cambios de semejante envergadura. Lo más importante es reconocer que entramos en otro mundo a través de sus más importantes síntomas y ellos, se están expresando a través de las imágenes de la cotidianeidad. Ver la cotidianeidad como a una rutina repetitiva, aún cuando abunden las reiteraciones, es un desperdicio de inteligencia.

Andrea Jösch  – Cuales iniciativas teóricas o de gestión curatorial te parecen importantes y destacables  en el Latinoamérica?

María Iovino – He observado que son muchas las nuevas proposiciones que se están abriendo paso. Antes que nada, me parece valioso el movimiento, así arrastre boberías y absurdos que ya pronto quedaran atrás. No quiere decir que lo inútil y lo descartable va a desaparecer, pero creo que antes que hacer un juicio acerca de lo que vale y no vale la pena entre lo naciente es importante observar el panorama para reconocer a qué fortalezas apostarle. Algo que me parece muy positivo es que las instituciones y programas más viejos de repente se ven excesivamente viejos y que ahí hay un reto muy grande para el renacimiento o para reconocer que ha llegado su final.

Andrea Jösch  – Para el Foro de Sao Paulo el tema de las mesas de debates es Fuera de Casa, Fuera del Eje, Exilios y Migraciones en la Fotografía, y tú estás invitada junto a Fontcuberta y Lissovsky específicamente a una denominada Divagaciones sobre el futuro. Mencionas en la entrevista la velocidad del cambio de paradigma en el cual estamos insertos, pero qué implicaciones tiene esto en la producción de obra? 

María Iovino – Esta es una pregunta extensa. Naturalmente si quiero ser breve dejaré por fuera muchísimas consideraciones. Si hay un cambio de paradigma o de paradigmas, que creo que es más nuestro caso, por fuerza eso viene de la mano de un cambio en la apreciación y producción de la imagen. Nunca hubo como hoy la posibilidad de la múltiple convergencia, ni proyecciones tan complejas de la simultaneidad. Tampoco hubo la posibilidad de acceder a infinidad de herramientas y de tener voz con ellas, como ocurre hoy en el mundo de los sistemas y en el espacio cibernético. Un espectador corriente está enfrentado a cuantas versiones de un mismo tema esté capacitado para consultar en la web, y no estamos hablando de pocos temas, sino de cientos de miles posibles. Son fenómenos inaprehensibles conceptualmente. Se necesita tiempo y mucha observación para articularlos y tratar de entenderlos. Se avecinan cambios políticos radicales. Nuestras fronteras políticas ante nuestras posibilidades actuales de conocimiento y comunicación son asombrosamente obsoletas. Es muy probable que la imagen con la que estamos familiarizados hoy sea un asunto arcaico en diez años. Pronosticar estados de la materia es muy aventurado, reconocer el cambio ya exige mucha integración.

Andrea Jösch – Por qué te interesa trabajar con creadores que trabajan con escasos soportes materiales?

María Iovino – Cuando hablo de jóvenes que trabajan con escasos soportes materiales me refiero a personas muy destacadas, muy sobresalientes, que no habrían tenido oportunidad de expresarse y de ser reconocidas en su dimensión, si no existieran las oportunidades de expresión que, debido a los cambios que menciono, han ocurrido en los últimos años. Todavía estamos habituados al viejo relato en el que el mundo se podía explorar de la mano de una o de unas pocas narrativas. Hoy, por fortuna, existe la posibilidad de que sean escuchadas, o de que por lo menos hagan todo lo posible por hacerse escuchar, muchas voces y entre esas están las más desplazadas o las que han sido menos valoradas, las que han estado bajo opresión o aprisionadas. Encuentro fascinante atender, reconocer y valorar esa sonoridad para tratar de integrarla. No busqué ese trabajo. Por fortuna me fue llegando a través de otros que he hecho en los últimos años y hoy ha tomado una dimensión muy grande entre los proyectos que realizo. 

 

Contratextos, 2008

 

Lia Chaia – Exposição "Exactitudes Errantes", 2009

El Ojo Salvage

Foto: Wolfram Hahn

Agora é a vez do hermano Paraguai ser palco de um super festival de fotografia. A segunda edição do El Ojo Salvage acontece até 23 de outubro em Assunção.

São mais de 10 exposições individuais e coletivas espalhadas em diferentes espaços da cidade. Dentre os diversos nomes estão já alguns bons e “velhos” conhecidos como a Cooperativa Sub, Alejandro Chaskielberg (que esteve ministrando workshop no Paraty em Foco), Jorge Sáenz, entre outros tantos.

Também rolam workshops durante toda a programação e, entre eles, um ministrado pelos brasileiros da Cia de Foto. Projeções e mesas redondas com Fredi Casco e Claudi Carreras (que já marcaram presença aqui no Fórum Virtual) fazem parte das atividades confirmadas para o festival. Bom, né?

Foto: Atelier Reflexe

Foto: Hugo Aveta

Revista Arte Al Límite

Foto: Capa da edição 43 da revista, com o trabalho Oleg Dou

Com circulação nacional e internacional, a revista Arte Al Límite é editada no Chile. A publicação é impressa, mas tem também um site com pinceladas digitais do que está no papel. São inúmeras fotografias, desenhos, entrevistas, reportagens, tendências, destaques e atualidades que envolvem o vasto mundo das artes.

Na página da web, ainda estão disponíveis listas com algumas galerias importantes, um catálogo de artistas recomendados, agenda com atividades culturais para gregos e troianos e notícias mil sobre todas as sete artes.

Se gostar muito e não se contentar com a versão “internética”, pode assinar a revista e receber direto na sua casa mesmo se você não está no Chile, existem também assinaturas internacionais!

Proyecto Cabaret

Foto: David Rodríguez

Uma das possibilidades mais fantásticas da fotografia, para mim e acho que para meio mundo, é poder reviver fragmentos de um tempo do qual não se pode participar. O Proyecto Cabaret é um site chileno que nos transporta para um fragmento muito peculiar da cultura chilena: a boemia dos anos 50 e 60.

Em 1953 foi inaugurado, no Teatro Ópera, o espetáculo Bim Bam Bum, protagonizando por lindas mulheres, muitas plumas, lantejoulas e glamour. Durante cerca de 20 anos o espetáculo foi o epicentro da boemia santiaguina e toda a região se transformou em um emaranhado de bares, teatros, boites e restaurantes que varavam a madrugada recebendo homens e mulheres bem vestidos e endinheirados.

Graças ao fotógrafo chileno David Rodríguez, ainda hoje é possível se ter uma ideia dos protagonistas de toda essa festa. Seu arquivo com cerca de 5 mil fotografias foi encontrado três décadas depois de sua morte, em 1968, e boa parte das imagens se encontra no Poryecto Cabaret.

É ótimo (e um grande alívio!) poder lembrar que nem sempre as mulheres e suas performances foram frutas e funk!

Foto: David Rodríguez
Foto: David Rodríguez