Em um mesmo espaço, cinco exposições diferentes para agradar a gregos e troianos. O Centro de La Imagen, no México, expõe trabalhos individuais dos fotógrafos Lorenzo Armendariz, Antonio Turok, Paolo Gasparini (que participará do 2º Fórum Latino Americano de Fotografia) e Enrique Villaseñor.
Ainda no mesmo local, está em cartaz a coletiva “La mirada invisible”, reunião do trabalho de 15 fotógrafos cegos procedentes dos EUA, Escócia, França, Eslovênia e México. Nesta mostra, o curador norte americano Douglas McCullo divide os trabalhos em três diferentes posturas: os fotógrafos que capturam o que imaginam, os que utilizam a câmera para dar conta da sua percepção de mundo e aqueles parcialmente cegos que usam a fotografia para enxergar melhor.
As cinco exposições ficam em cartaz até dia 08 de agosto no Centro de La Imagen (Plaza de la Ciudadela 2, Centro Histórico, México D.F.) e têm entrada gratuita.
Nascido na pequena cidade de Gorizia, na Itália, Gasparini viajou para Venezuela em 1995, onde então morava seu pai, e começou a trabalhar profissionalmente fotografando arquitetura, tema de vários de seus livros, a exemplo de Megalopolis – Los Angeles, Mexico, San Paolo (Centro di Ricerca e Archivazione della Fotografia, 2000). A convite da Unesco, viajou por vários países para retratar os diversos aspectos da arquitetura latino-americana. Influenciado pelo fotógrafo americano Paul Strand (1890-1976), voltou-se para o neorrealismo e para o registro da sociedade. Viveu em Cuba de 1961 a 1965, onde trabalhou com o escritor Alejo Carpentier, no Consejo Nacional de la Cultura. Uma amostra do que produziu nessa época está em seu livro La Ciudad de las Columnas (Editora Espasa Calpe, 2004). Nas décadas de 1980 e 1990, dedicou-se à pesquisa da construção de imagens sequenciais, discutindo desse modo a linguagem fotográfica.





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