“Bloco de notas” sugere uma memória construída de fragmentos e sobreposições, portanto, repleta de brechas para o imaginário. É também o instrumento de registro dos viajantes que transforma suas experiências mais intensas em fábulas. Aqui, trata-se de um conjunto de documentos fotográficos intimistas, desconexos e imprecisos no que mostram, que constroem assim um recorte autobiográfico totalmente aberto à ficção. O “bloco de notas” é nesta pesquisa uma metáfora do tipo de memória que a fotografia é capaz de forjar, assim como uma espécie de método: também o texto de Breno Rotatori é construído a partir de uma coleção de fragmentos de teorias, citações literárias, filmes e entrevistas. No que chamou de “considerações (não) finais”, o autor encerra o trabalho com uma de crônica, espécie de imagem feita de palavras, tão enigmática quanto suas fotografias.
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Bloco de Notas
Autor: Breno Rotatori
Orientador: Eder Chiodetto
Bacharelado em Fotografia – Centro Universitário SENAC-SP – São Paulo, Brasil, 2009
Apresentação:
Em meu bloco de notas, aqui apresentado, a fotografia muitas vezes é operada dentro de um código que pode ser entendido como um “erro” se analisado pelo prisma dos manuais de técnica e de composição. Isso ocorre para que eu consiga extrair e sublinhar em determinadas cenas a atmosfera que me instiga entre luz, sombra e volumes, que têm primazia, na maior parte do tempo, sobre uma mimese perfeita do cenário abordado. A imagem resultante deste processo, portanto, é uma “mentira” por não se tratar de uma cópia fiel ou semelhante ao que de fato vi pelo visor em cada uma dessas situações.
Trabalho completo: TCC_BLOCODENOTAS_BRENOROTATORI
Imagens disponíveis: http://brenorotatori.wordpress.com/2009/04/19/bloco-de-notas/
Mestre em comunicação e artes pela Universidade de São Paulo, é fotógrafo e curador independente. Foi editor de fotografia do jornal Folha de S. Paulo, em que também atuou como crítico de fotografia. Curador de mostras referenciais, a exemplo de Bressonianas (2009) e A invenção de um mundo (2009), também atuou como cocurador das exposições Henri Cartier-Bresson Fotógrafo (2009) e Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer (2009). É autor do livro O lugar do Escritor (Cosac Naify, 2003) e organizador da coleção Fotoportátil (Cosac Naify). Também atua como curador do Clube de Fotografia do Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo.








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