Garapa entrevista Sosa
Uruguaio, o fotógrafo e professor Daniel Sosa foi um dos criadores do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, onde atua como coordenador desde 2002. Importante entidade de difusão da fotografia da América Latina, o centro mantém um acervo de mais de 100 mil fotografias históricas do período entre 1840 e 1990, e mais de 15 mil imagens contemporâneas criadas desde 1990 até os dias de hoje. Um dos editores da revista Sueño de la Razón, coordena permanentemente três salas de exposição onde são expostos trabalhos de fotógrafos contemporâneos uruguaios e de outros países. Também produz um programa semanal na televisão, o F/22, dedicado à reflexão e à promoção da fotografia. O programa é coproduzido pela rede de televisão Ciudad, onde Sosa foi editor de programação entre 1997 e 2002.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Uruguayo, el fotógrafo y profesor Daniel Sosa fue uno de los creadores del Centro Municipal de Fotografía de Montevideo, donde actúa como coordinador desde 2002. Importante entidad de difusión de la fotografía de América Latina, el centro mantiene un fondo de más de 100 mil fotografías históricas del periodo entre 1840 y 1990, y más de 15 mil imágenes contemporáneas creadas desde 1990 hasta los días actuales. Uno de los editores de la revista Sueño de la Razón, coordina permanentemente tres salas de exposición donde se exponen trabajos de fotógrafos contemporáneos uruguayos y de otros países. Además, produce un programa semanal en la televisión, F/22, dedicado a la reflexión y a la promoción de la fotografía. El programa es coproducido por la red televisiva Ciudad, donde Sosa fue editor de programación entre 1997 y 2002.
Garapa entrevista Parr
Martin Parr é “um cronista de nosso tempo”, afirma o curador alemão Thomas Weski. Para ele, as imagens de Parr oferecem a oportunidade de ver o mundo sob uma perspectiva única no turbilhão de registros divulgados pela mídia. Temas como consumo, prazer e comunicação são elementos básicos de sua imagética, por meio da qual ele se posiciona inclusive politicamente. Nascido em Epsom, pequena cidade do condado de Surrey, aprendeu a fotografar na infância, com seu avô. Estudou fotografia na Manchester Polytechnic, hoje parte da Manchester Metropolitan University, uma das quatro maiores universidades da Inglaterra. É um colecionador compulsivo de livros de fotografia, os quais busca pelo mundo inteiro, e autor de importantes livros, como Bored Couples (1993) e Think of England (2000), ambos uma crítica contundente ao way of life.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
El fotógrafo inglés es “un cronista de nuestro tempo”, afirma el curador alemán Thomas Weski. Para él, las imágenes de Parr brindan la oportunidad de ver el mundo desde una perspectiva única en el torbellino de registros divulgados por los medios de comunicación. Temas como consumo, placer y comunicación son elementos básicos de su imagética, por medio de la cual él se posiciona inclusive políticamente. Nacido en Epsom, una pequeña ciudad del condado de Surrey, aprendió a fotografiar en la infancia, con su abuelo. Estudió fotografía en Manchester Polytechnic, que hoy forma parte de Manchester Metropolitan University, una de las cuatro universidades más grandes de Inglaterra. Es un coleccionista compulsivo de libros de fotografía, a los que busca por todo el mundo, y autor de importantes libros, como Bored Couples (1993) y Think of England (2000), ambos una crítica contundente al way of life.
Mesa – Como nos vemos e como somos vistos
Chegamos ao final do terceiro dia de Fórum Latino-Americano de Fotografia. Foram dois workshops e duas entrevistas intensas, cheias de discussões interessantes. A última atividade do dia é a mesa que vem para debater um dos pilares deste Fórum: Como nos vemos e como somos vistos – A diluição da identidade nacional.
Mas não de forma tão simples assim, como uma afirmação. Nos parece que temos muito mais perguntas do que respostas para esta questão. E é para isso que contamos com Claudi Carreras, Alfonso Morales Carrillo e Rodrigo Alonso, para botar lenha na fogueira de interrogações ou, quem sabe, arriscar respostas para o “dilema” da nossa identidade (ou a dissolução dela?).
Todos os participantes vêm munidos de referências teóricas, citações, recorridos históricos e reafirmam a dinâmica das mesas como lugar de discussões “de gente grande”. Com mediação de Milton Guran, os curadores vão, cada qual à sua maneira, dando seu parecer sobre a tal identidade latino-americana, sua dissolução, seus exemplos dentro da fotografia e seus conflitos.
O que chama atenção, paralelamente à tudo o que está sendo falado pelos convidados, é a sala cheia de gente. Mesmo sem o dinamismo de imagens rodopiando em um telão, o jogo de perguntas e respostas, vídeos e conversas soltas, as cadeiras estão todas ocupadas. Parece que muita gente está esperando por respostas, sofremos mesmo de um problema de identidade, fato!
Leia aqui a entrevista de Claudi Carreras para o Fórum Virtual.

- O curador espanhol Claudi Carreras
Curador especializado en arte contemporáneo y nuevos medios, Alonso investiga la fusión entre el arte y la tecnología aplicada en América Latina, tema de libros suyos, como Prácticas Fotográficas Contemporáneas desde América Latina (2008) y Prácticas Curatoriales para las Artes Tecnológicas – Calibrando/Diseñando Contextos (2009). Curador de la muestra Tales of Resistance and Change, que tuvo lugar en 2010, en Frankfurt, Alemania, Alonso cree que la fotografía tiene la capacidad de crear imágenes que ofrecen nuevas perspectivas para la identificación de nuestro universo visible.
Fotógrafo y antropólogo, es el realizador y coordinador general de FotoRio – Encuentro Internacional de Fotografía de Río de Janeiro. En 2006 formó parte del comité internacional de Mois de la Photo, en París. Fue cocurador, junto con Jean Luc Monterosso, en la participación brasileña en Photoquai (Musée du Quai Branly, 2007) y curador invitado de la Maison Européenne de la Photographie (MEP), en París, para la exposición de Mois de la Photo de 2010. Guran es, además, miembro de la dirección ejecutiva de la Red de Productores Culturales de la Fotografía en Brasil. Tiene un máster en comunicación social por la Universidad de Brasília (UnB), es investigador del Laboratorio de Historia Oral e Imagen de la Universidad Federal Fluminense (UFF).
Catalán, está al frente del proyecto Laberinto de Miradas, iniciado en 2007 con el objetivo de estudiar la imagen producida por los países iberoamericanos. Una de las acciones del trabajo fue la articulación de encuentros en São Paulo, que reunieron los colectivos Cia de Foto, Rolê, No Photo, Blank Paper, Pandora, Kamera Photo, Monda Photo, Organización Nelson Garrido, Supay Fotos y Cooperativa Sub. Investigador de la Universidad de Barcelona y editor de la revista Invisible Photo, fue el director del proyecto E.CO, producido por el gobierno español y que generó el 1er Encuentro de Colectivos Fotográficos de Europa y América Latina (2010).
Creado en 2003, el colectivo propone nuevas lecturas fotográficas por diferentes medios. Entre ellos se destacan la curaduría de la Semana Internacional de Fotografía FNAC (2008) y el consejo curatorial de Paraty en Foco (2009) y de este 2º Foro Latinoamericano de Fotografía de São Paulo. Además, participa en exposiciones en las cuales presenta ensayos conceptuales. Mantiene sus obras representadas por la Galería Vermelho, de São Paulo. Forma parte del consejo editorial de la revista Sueño de la Razón y actúa también en el mercado editorial y de publicidad.
Director de la importante revista Luna Córnea, publicada por el Centro de la Imagen, en México, y curador de la Colección de Fotografías de la Fundación Televisa, también en México, publicó libros de ensayo, como Los Recursos de la Nostalgia, y de análisis de la trayectoria de fotógrafos mexicanos históricos, como José Bustamante, en El Gran Lente. El primer número de Luna Córnea, publicado en 1992, hace un análisis de la obra de Manuel Álvarez Bravo y del contacto de ese fotógrafo con conterráneos suyos, como Edward Weston, Henri Cartier-Bresson y Paul Strand, y enseña los caminos del acercamiento a un arte fotográfico ya sin fronteras, preocupación mayor de este 2o Foro Latinoamericano de Fotografía de São Paulo.
Entrevista – Alec Soth
Sentados na primeira fila do auditório, Martin Parr e Alec Soth passariam despercebidos em qualquer aeroporto brasileiro. Sim, aeroporto, pois do alto de mais de 1,80m, pele extremamente branca, mas vermelhamente queimada de um sol desconhecido para um nativo da Inglaterra e usando papetes pretas, Martin é o gringo por excelência. Já Alec tem um aspecto um pouco mais conhecido, moreno, barba não tão comprida, mascando chiclete insistentemente até pouco antes do início da mesa, vestindo calças escuras, camisa pólo idem e um boné possivelmente de um time de beisebol… Ou seja, para um olhar um pouco mais apurado, ele deve ser gringo.
Assim que estão em cima do palco, Martin e Alec começam a mostrar suas identidades. Com um forte sotaque e um humor inglês característico, Martin inicia a entrevista da mesa aberta pontualmente às 17h30 e logo lança a brincadeira de que Alec é o cara: “Alec is hot”. Dando espaço para segundas intenções da platéia que ri e Alec gosta, pedindo a Martin que fale mais sobre ele ser quente. Falando em temperatura, o ar-condicionado nesta mesa de sexta-feira está um pouco mais forte, provavelmente para tornar o ambiente mais ameno, já que todas as cadeiras estão ocupadas, inclusive o mezanino do local. Para a plateia, calientes ou não, esta é a palestra dos caras.
Enquanto Alec começa a mostrar seu trabalho e sua trajetória como fotógrafo, Martin permanece com a expressão imóvel olhando fixamente para as imagens, como se nunca as tivesse visto. Ambos com as pernas cruzadas e recostados às cadeiras começam a conversa, sim, conversa, pois Alec dirige suas respostas diretamente a Martin, dando total atenção ao “colega” como o mesmo havia feito minutos antes com ele. E Alec responde a todas as perguntas sem hesitar, fala inclusive da questão do uso de equipamentos profissionais e do significado que a fotografia tem em sua vida. “A fotografia é secundária, me interesso cada vez mais em comunicar aquela ideia de movimento”. E Martin e a plateia acompanham pelo projetor o caminho que a fotografia de Alec vem trilhando, desde o Rio Mississipi, seguindo por Nova York, na sede da Magnum, parando no New York Times, passando pela viagem à Colômbia para adoção da filha e todos os desdobramentos que esta experiência trouxe e tem trazido.
Com o projetor já desligado e após mais algumas perguntas, agora da plateia, Alec finaliza sua fala e segue com sua fotografia, mesmo que nas palavras dele, secundária.
El fotógrafo inglés es “un cronista de nuestro tempo”, afirma el curador alemán Thomas Weski. Para él, las imágenes de Parr brindan la oportunidad de ver el mundo desde una perspectiva única en el torbellino de registros divulgados por los medios de comunicación. Temas como consumo, placer y comunicación son elementos básicos de su imagética, por medio de la cual él se posiciona inclusive políticamente. Nacido en Epsom, una pequeña ciudad del condado de Surrey, aprendió a fotografiar en la infancia, con su abuelo. Estudió fotografía en Manchester Polytechnic, que hoy forma parte de Manchester Metropolitan University, una de las cuatro universidades más grandes de Inglaterra. Es un coleccionista compulsivo de libros de fotografía, a los que busca por todo el mundo, y autor de importantes libros, como Bored Couples (1993) y Think of England (2000), ambos una crítica contundente al way of life.
En su obra se notan ecos de la obra de Walker Evans, Stephen Shore y Thomas Struth, como señala el crítico Vince Aletti, de la revista The New Yorker. En una entrevista concedida a James Miller, Soth declaró que sentía que llegábamos al fin de una era “increíble” y que él quería registrar ese momento. Muchos de sus trabajos y libros surgen de ideas que no se conciben como largos proyectos y otras derivadas de sus assignments.
De los portraits a los paisajes, la obra de ese estadounidense nacido en la pequeña y fría Minneapolis, al Norte de los Estados Unidos, navega entre distintos lenguajes que nunca se acomodan y casi nunca se repiten, resultado de un instigador deseo de emigrar. Según sus palabras: “Si la fotografía documenta algo, es el espacio que está entre mí y mi tema. Es asociado de Magnum Photos desde 2006.
Entrevista – Paolo Gasparini
A primeira entrevista do terceiro dia do Fórum de Fotografia começa com o habitual trio já comum à platéia do auditório Itaú Cultural: Iatã Cannabrava, Luis Weinstein e sua fiel escudeira câmera fotográfica, sempre dependurada no braço esquerdo, como se fosse mesmo a sua continuação. Seguindo a “tradição”, Iatã é o cara dos números, lembretes, agradecimentos e da programação, Weinstein apresenta os convidados da vez: o fotógrafo italiano Paolo Gasparini e o crítico/curador espanhol Horacio Fernandez.
De longe parecem irmãos: mesma estatura, mesma idade e o mesmo corte de cabelo (lê-se aqui: a falta dele!). Horacio parece muito a vontade ao lado de Paolo e fala de forma solta e firme sobre o trabalho do fotógrafo. “Uma das definições da arte é ser algo que amplia a experiência limitada dos seres humanos, por meio dela sabemos mais sobre o mundo. E o trabalho de Paolo é assim, nos conta mais sobre um mundo que não podemos ver”.
As luzes se apagam, os dois deixam o palco e começa a projeção de um vídeo de Gasparini sobre a cidade de São Paulo, produzido em parceria com a Unicamp. São imagens em PB do centro da cidade, de personagens urbanos, contrastes sociais, propagandas em outdoors que se revezam com citações de Walter Benjamin, Foucault, Aristóteles e outros pensadores. A trilha sonora é em grande parte assinada por Chico Buarque e outros artistas brasileiros. A narração em espanhol espalha textos de Laymert Garcia dos Santos, palavras críticas, fortes e pesadas sobre São Paulo e a dissolução dela.
Luzes “on”, a dupla retorna ao palco e parece pronta para começar as perguntas. Será? Como percebeu o próprio Gasparini, estamos todos atônitos depois do que acabamos de ver.
Nacido en la pequeña ciudad de Gorizia, en Italia, Gasparini viajó a Venezuela en 1995, donde entonces vivía su padre, y comenzó a trabajar profesionalmente fotografiando arquitectura, tema de diversos de sus libros como, por ejemplo, Megalopolis – Los Angeles, Mexico, San Paolo (Centro di Ricerca e Archiviazione della Fotografia, 2000). Por invitación de la UNESCO, viajó por diversos países para retratar los diversos aspectos de la arquitectura latinoamericana. Influenciado por el fotógrafo estadounidense Paul Strand (1890-1976), se volvió al neorrealismo y el registro de la sociedad. Vivió en Cuba entre 1961 y 1965, donde trabajó con el escritor Alejo Carpentier, en el Consejo Nacional de la Cultura. Una muestra de lo que produjo en esa época está en su libro La Ciudad de las Columnas (Editorial Espasa Calpe, 2004). En las décadas de 1980 y 1990 se dedicó a la investigación de la construcción de imágenes secuenciales, discutiendo, así, el lenguaje fotográfico.
Chileno de Santiago, es productor y coordinador de FotoAmerica y organizador del Festival Internacional de Fotografía de Valparaíso. Además, es editor de la revista Sueño de la Razón, en la que participan siete países, en una dinámica de trabajo que nació durante el 1er Foro Latinoamericano de Fotografía de São Paulo. En su vasta actuación se incluye la participación como fotógrafo en decenas de muestras; como productor, fue el responsable de la muestra de Henri Cartier-Bresson en Santiago (2004). Actúa como profesor y director de fotografía en películas de largometraje.
Inició su carrera de productor cultural en 1989, cuando presidió la Unión de los Fotógrafos del Estado de São Paulo. Fue el creador de importantes proyectos como el Encuentro de Colectivos Fotográficos Latinoamericanos (2008), Foto São Paulo (2001) y Povos de São Paulo – Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica [Pueblos de São Paulo – Un Centenar de Miradas sobre la Ciudad Antropofágica] (2004). Coordinó el I Foro Latinoamericano de Fotografía de São Paulo, promovido por Itaú Cultural en 2007, y está al frente del Festival Paraty en Foco desde 2006. Como fotógrafo, tiene una obra basada en la transformación de las ciudades a través de su arquitectura y embate social. Participó en más de 40 exposiciones y tiene 8 libros publicados.
Garapa entrevista Soth
Garapa entrevista Casco
Fredi Casco, paraguaio, é fotógrafo, escritor e coordenador editorial do festival El Ojo Salvaje — Mes de La Fotografía en Paraguay. Faz parte da experiência Sueño de la Razón, criada no 1o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Trata-se de uma edição produzida por sete países latino-americanos. É codiretor da Ediciones de la Ura, editora sem fins lucrativos aberta a todos os campos experimentais e destinada ao cruzamento de múltiplas práticas culturais. Uma de suas obras mais importantes é o trabalho feito com imagens pesquisadas na época da ditadura Stroessner e em sua decadência. Sobre ela, escreveu o pesquisador e crítico Ticio Escobar, atual ministro da Cultura do Paraguai, que não se trata de criticar a precariedade da cena oficial, mas sim de revelar aspectos que ficaram obscuros pelos discursos da história e da política.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Paraguayo, es fotógrafo, escritor y coordinador editorial del festival El Ojo Salvaje – Mes de La Fotografía en Paraguay. Forma parte de la experiencia Sueño de la Razón, creada en el 1er Foro Latinoamericano de Fotografía de São Paulo. Se trata de una edición producida por siete países latinoamericanos. Es codirector de Ediciones de la Ura, editorial sin fines de lucro abierta a todos los campos experimentales y destinada al cruce de múltiples prácticas culturales. Una de sus obras más importantes es el trabajo realizado con imágenes investigadas en la época de la dictadura Stroessner y en su decadencia. Sobre ella, el investigador y crítico Ticio Escobar, actual ministro de Cultura de Paraguay, escribió que no se trata de criticar la precariedad de la escena oficial, sino de revelar aspectos que quedaron oscurecidos por los discursos de la historia y de la política.
Garapa entrevista Morell
Abelardo Morell busca sua técnica e sua sintaxe em formatos que remontam a 100 anos de tradição, como o negativo de grande formato. Opõe-se ao mainstream e à evolução tecnológica. Nascido em Cuba, imigrou com os pais para os Estados Unidos em 1962. É formado pela Bowdoin College, no Maine, nos Estados Unidos, e tem mestrado em fine arts pela Universidade Yale. Camera Obscura (2000), uma de suas séries mais importantes, é um exemplo de como conduz sua construção e da adequação de espaços simples — seu ambiente doméstico, um quarto de hotel — e cenários para a extrapolação de uma imagética contundente, graficamente elaborada, e de um poderoso conceito. Além de publicar livros e expor em instituições internacionais, é professor na Massachusetts College of Art, em Boston, nos Estados Unidos.
Sobre as entrevistas:
O video acima faz parte de uma série de 20 entrevistas que está sendo produzida pelo Coletivo Garapa durante o 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia de São Paulo. As câmeras Video DSLR, como a 5D Mark II que utilizamos, gravam no cartão um arquivo de no máximo 4 GB, interrompendo a gravação após aproximadamente 12 minutos.
Nossa proposta, portanto, é aproveitar essa limitação e realizar as entrevistas sem cortes durante o período que a gravação durar.
Veja todas as entrevistas da série no canal do Itaú Cultural no YouTube.
Busca su técnica y su sintaxis en formatos que remontan a 100 años de tradición, como el negativo de gran formato. Se opone a la corriente dominante y a la evolución tecnológica. Nació en Cuba e emigró junto con sus padres a los Estados UNIDOS EN 1962. Se licenció por la Bowdoin College, en Maine, en los Estados Unidos, y tiene un máster en fine arts por la Universidad Yale. Camera Obscura [Cámara Oscura] (2000), una de sus series más importantes, es un ejemplo de cómo él conduce su construcción y de la adecuación de espacios sencillos –su entorno doméstico, una habitación de hotel– y escenarios para la extrapolación de una imagética contundente, gráficamente elaborada, y de un poderoso concepto. Además de publicar libros y exponer en instituciones internacionales, es profesor en Massachusetts College of Art, en Boston, en los Estados Unidos.
Workshop – Roberto Huarcaya

- Fotos: Aretuza Revota – Workshop de Roberto Huarcaya
“Soy un poco lento, en realidad, muy lento. Todos pasan por delante de mí.” Assim Roberto Huarcaya começa seu workshop, expondo um pouco de sua forma de trabalhar “más compasada” para que todos os participantes também se sintam à vontade para falar e mostrar suas produções.
Logo um pen drive é conectado no notebook ligado ao projetor e corpos nus passam em sequência ou pelo menos tentam passar, já que a tecnologia dá as caras e mostra que também tem vontade própria e naquele momento – sem nenhum motivo aparente – estava com vontade de não funcionar.
Mas não era isso que prejudicaria o andamento do workshop, pois logo são “sacados” exemplos de experiências que Roberto teve em exposições que quase foram um desastre quando a tecnologia resolveu mostrar que tinha vontade própria. Tão misteriosamente quando parou, a projeção volta a funcionar e as fotos seguem e mais corpos tentam se exibir, mas Roberto pede um momento para a dona do material e comenta que os processos, independente de como se comecem, têm que ter consciência do que estão tentando comunicar.
E a pretensa lentidão inicial de sua forma de trabalhar dá lugar a uma fala rápida, com exemplos e citações denotando a empolgação do assunto, a ponto de Roberto admitir “Me acelere un poquito” e o tom logo é ajustado para que todos compreendam o portuñol selvage dominante no Fórum.
Aos poucos não somente as fotos são mostradas, mas falas começam a surgir da boca dos aparentemente mais tímidos. Ouve-se vindo do fundo da sala um “Posso contar uma história” e assim uma nova experiência é compartilhada. No projetor, a tecnologia pronta para funcionar agora espera, assim como o dorso nu estampado também aguarda a vez para ser melhor apreciado, pois agora a vontade que conta é a dos participantes em falar e assim segue o workshop.
Graduado en psicología por la Pontificia Universidad Católica de Perú (PUCP), en cine por el Instituto Italiano de Cultura de Lima y en fotografía por el Centro del Vídeo y la Imagen, de Madrid, Huarcaya es director del Centro de la Imagen, en Lima, entidad de la que fue el fundador. Ya participó en eventos como PhotoEspaña (España), Recontres d’Arles (Francia), Fotoamérica (Chile) y Photofest (Houston), en importantes exposiciones como las bienales de La Habana y de Venecia, y realizó diez exposiciones individuales. Parte de su trabajo puede verse en www.robertohuarcaya.com.
Workshop – Joan Fontcuberta
Quando chego à sala 02 da Casa das Rosas, para cobrir o workshop “Por uma fotografia sem qualidade”, encontro Fontcuberta e um assistente da produção discutindo problemas técnicos. Sempre acontece. Ao fundo, ouço um forró animadíssimo que, a princípio, acredito vir do lado de fora da sala. Pois bem, este é o problema! Quebrando o gelo do primeiro encontro entre “o cara” e os participantes da oficina, uma interferência sonora atrevida invade o ambiente e canta mais alto que a voz comedida do fotógrafo.
Pois bem, resolvido o problema e calada a música, ele retoma a dinâmica de perguntar o nome das pessoas e anotá-las num caderninho de capa colorida. Nem eu escapo e, mesmo dizendo que era uma mera “reportera”, meu nome vai para o bloco de anotações.
A turma é basicamente formada por fotógrafos e um deles despencou de Córdoba (AR) para participar do Fórum. Sala bem cheia.
Fontcuberta me parece um pouco nervoso, ao menos bem diferente das outras vezes que o vi falando em público munido de palco e microfone. Sei lá, talvez a coisa da proximidade assuste um pouco… Mas esta sensação dura pouco, já em um segundo momento, o cara desenrola o espanhol bem rápido e aí percebemos que ele vem com tudo.
A capacidade de argumentar, de transitar por referências mil, fatos históricos e datas é impressionante. A linha de raciocínio dele é hipnotizante e todo mundo assiste compenetrado.
“Só há dois tipos de fotografia: uma decorativa e outra pensada, estamos aqui para buscar uma boa má fotografia”. E ele vai… e fala sobre os pilares da fotografia (verdade, memória, identidade), sobre seu trabalho de ficção, apresenta imagens no telão e vai dando o gostinho dos exercícios que pretende propor à turma.
E eu saio da sala, com uma vontade enorme de ficar mais um pouco.
































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